quarta-feira, 23 de abril de 2014

PORQUE?

Bom, como já vimos no post anterior, o auditor que proferiu a decisão em favor do Crac-GO o fez muito mais por uma questão de posicionamento pessoal do que técnico.

No teor do documento, ele deixa muito claro algo que eu disse aqui no blog outras vezes, embora se tenha ventilado por aí o contrário: os regulamentos, tanto das Série C como D, são omissos. Sejam no sentido de se apurar o que fazer em casos como este, como no sentido de se observar quem é o quinto, sexto, sétimo etc colocados.

Portanto, à luz da legislação, não há nada dizendo que o Crac-GO tem direito a permanecer na Série C. Como não há nada dizendo que o quinto colocado da Série D deve subir. O que o auditor fez foi, analisar a situação e dar sua opinião.

Ora, opinião por opinião, cada um tem a sua.

Evidentemente que ele, como vice-presidente no exercício interino da Presidência do STJD, tem uma opinião mais qualificada do que a minha e a sua, mas não há fundamento legal que sustente a permanência do Crac-GO na Série C.

Alegar, mera e simplesmente, que ninguém da Série D poderia subir porque o regulamento só falava no acesso de 4 clubes não convence. Em 2011 também abriu-se uma vaga a mais na Série C, com o rebaixamento do Rio Branco-AC por ter entrado na Justiça comum. E qual foi a saída? O acesso de um clube a mais da Série D.

Portanto, já há precedente.

Ademais, o próprio auditor admite que o rebaixamento do Betim/Ipatinga se distingue de um rebaixamento técnico, pois "foi aplicada diretamente a pena de rebaixamento, sem considerar perda de pontos".

Ora, pois justamente por isso é que o rebaixamento do Crac-GO deveria ser mantido! Crac-GO, Brasiliense-DF, Baraúnas-RN e Rio Branco-AC caíram de acordo com o regulamento. Foram os 4 últimos colocados de acordo com a classificação/pontuação!

O Betim/Ipatinga, não.

Seu rebaixamento foi extraordinário, por uma questão completamente alheia a critério técnicos, como resultados em campo, pontuação na tabela etc. O Betim/Ipatinga não foi punido com a perda de pontos. Mesmo terminando na 8a posição, foi rebaixado.

Se o próprio relator sustenta que o Betim/Ipatinga não perdeu pontos, por óbvio ele não alterou a classificação final. Logo, não tirou o lugar do Crac-GO dentre os rebaixados.

Para fazer uma comparação, é diferente do caso da Portuguesa. A Lusa perdeu 4 pontos pela escalação irregular de um atleta. Se ela tivesse sido campeã da Série A com 5 pontos de vantagem, perdendo 4 continuaria sendo campeã mesmo com o atleta irregular. Foi rebaixada não pela escalação irregular, mas porque não tinha pontuação suficiente para permanecer na Série A, após a perda de 4 pontos.

O Betim/Ipatinga, não. Poderia ter sido até campeão da Série C, que ainda assim seria rebaixado (e perderia o título, lógico).

O Betim/Ipatinga foi rebaixado administrativamente, por um ilícito que afrontou a princípios do desporto. Como se trata de uma situação diferente, e vale repetir que o próprio auditor reconhece essa distinção, deve ser tratado de forma diferente.

Por isso, além dos 4 rebaixados normalmente, a eles deve se juntar o Betim/Ipatinga, rebaixado por uma situação excepcional.

Esta é a minha leitura.

MAXIMA VENIA, STJD

Demorou, mas o STJD se manifestou a respeito da substituição do Betim/Ipatinga na Série C de 2014. A decisão foi proclamada no dia 17 (quinta-feira), mas a CBF publicou apenas na manhã de sexta (dia 18).

Infelizmente, o Metropolitano não foi o escolhido. O "privilégio" de disputar (de novo) a Série C caiu no colo do Crac, da cidade goiana de Catalão.

Clique aqui para ler o teor integral da decisão.

Pois ao ler as 8 laudas, é possível concluir que nem o STJD tem convicção de quem deve substituir o Betim/Ipatinga.

A posição no sentido de apontar o Crac-GO se deve, única e exclusivamente, a um exercício de "achismo". O próprio Dr. Caio César Rocha reconheceu que sua própria decisão não leva em consideração critérios técnicos-desportivos, pois "escapam ao conhecimento deste auditor".

Ora, toda e qualquer liminar está passível de ser cassada, pois não é definitiva (justamente por isso é denominada "liminar"). É uma decisão tomada em caráter de urgência, devendo ser confirmada ou revogada posteriormente.

Além disso, esta decisão do STJD que se posiciona pela vaga ao Crac-GO deixa claro que ela pode ser desconsiderada "se a Diretoria de Competições da CBF entender, por aplicação de algum outro critério técnico-desportivo que possa ser por ela avaliado, ser adequado destinar a vaga para alguma outra agremiação".

Ou seja, o STJD não dá por definitiva, líquida e certa a vaga ao Crac-GO. O fez por uma questão de ter que se posicionar. E admite que esta sua decisão deve ser "subsidiária à qualquer decisão eventualmente a ser tomada pela Diretoria de Competições da CBF".

Em outro post eu analiso o critério adotado pelo relator, que o fez se manifestar a favor do Crac-GO.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PASSA A RÉGUA

O Campeonato Catarinense 2014 terminou há 5 dias. Fiz um levantamento do quanto cada clube faturou nas bilheterias. O resultado você vê no quadro abaixo.

Os números levam em conta a renda líquida de cada partida. Ou seja, nada de apenas considerar o que entrou. Esta é a renda bruta.

Na renda líquida há os descontos dos 10% que a FCF morde, a taxa da arbitragem, do INSS etc.

Ou seja, efetivamente é o que entrou no caixa do clube. Ou o que saiu, porque em 12 dos 89 jogos de 2014, a renda líquida foi negativa. Isso mesmo. Em 14% dos jogos, os clubes pagaram pra jogar.

No Catarinense 2014, o maior exemplo disso foi no Brusque 2-1 Juventus, pela última rodada do hexagonal. O Brusque tomou um prejuízo de R$ 6.554,44.

Na outra ponta, a renda mais gorda também saiu na última rodada. Mais precisamente na final: no jogo do título, o Figueirense abocanhou nada menos do que R$ 431.428,50. Isto é, numa só partida ele lucrou mais do que o dobro do Metropolitano somando 2013 e 2014.

Por essas e outras que insisto tanto no assunto de um estádio que comporte, pelo menos, 10.000 lugares. Mesmo que o Metrô tivesse ido à final do Catarinense, num Sesi da vida, não iria faturar nem 10% disso que o Figueira faturou na decisão no Orlando Scarpelli.

Para se ter uma ideia, a renda mais positiva do Metropolitano neste Estadual foi no jogo contra o Figueirense no Sesi, pelo quadrangular: R$ 30.968,44. Como se vê, não dá nem pra pensar em comparar.

Neste quadro ao lado, registro apenas as rendas líquidas de jogos do Metropolitano.

O clube ficou no vermelho em duas partidas, coincidentemente ambas diante do Joinville. Mas há explicação.

No primeiro jogo, o fato de ter ficado fora de Sesi, sendo obrigado a levar o confronto para Itajaí, prejudicou bastante. Não tenho dúvidas de que se a partida fosse em Blumenau, teríamos um bom público, até mesmo pela boa estreia contra o Marcílio Dias.

E no último, obviamente pelo time já estar sem nenhuma chance de ir à final ou ainda, sequer, de buscar um inédito terceiro lugar.

Outro detalhe: o estrago que aquele 4-1 mentiroso para o Brusque causou. O Metrô estava com boas rendas quando a goleada jogou a receita do clube lá pra baixo, nos jogos contra Juventus e Avaí - é bom sempre lembrar, claro, que jogos em dias de semana, à noite, não têm o mesmo apelo dos domingos à tarde.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O CAMPEONATO QUE NÃO TERMINA NUNCA

Tentei não escrever nada sobre esse assunto aqui, ao menos até que se tivesse uma definição. Mas, não dá mais pra esperar.

A Série D do Brasileiro 2013 teve sua final no dia 3 de novembro. O Botafogo-PB (foto) bateu o Juventude por 2-0 e levantou a taça.

Assim, ambos os finalistas, mais Tupi-MG e Salgueiro-PE, eliminados na semifinais, subiram para a Série C 2014.

Com a definição do rebaixamento do Betim (ex-Ipatinga) para a Série D, abriu-se uma vaga na C. E agora? Cai um a menos da C pra D ou sobe um a mais da D pra C?

Simples. Vamos ver o que diz o regulamento sobre este caso? Vamos.

Deixa eu ver aqui no Regulamento da Série C... Hum, não diz nada.

Bom, eu entendo que seria o caso de subir um a mais da Série D. Porque, olhe só: o Betim não foi condenado a perder pontos, alterando a classificação a ponto de ser rebaixado (como aconteceu com Flamengo e Portuguesa na Série A).

O Betim foi rebaixado direto. Numa situação meio estranha, ele permanece com os 28 pontos, com a colocação original (quarto no Grupo B), mas foi rebaixado porque esta foi a punição recebida.

Ou seja, nenhum outro rebaixado pelos resultados (Brasiliense e Crac) poderia, a meu ver, pleitear sua substituição pelo Betim, porque ele foi rebaixado por uma ordem da Fifa, não pelo critério técnico, que é previsto pelo regulamento.

Então, pra mim, é pacífico que mais um clube da Série D deveria subir. E quem seria ele? Obviamente, o quinto colocado. Como o campeonato não é por pontos corridos, é preciso ver qual critério adotado para definir as colocações. Vamos ver no regulamento da Série D? Vamos.

Está aqui, deixa eu ver... Ué! Também não diz nada? E agora?

E agora que está nessa confusão.

O regulamento da Série D não diz expressamente como se apura a classificação final. O do Campeonato Catarinense, por exemplo, faz isso.

Ele diz, com todas as letras que o último colocado do quadrangular é o quarto colocado do Catarinense. Mesmo que alguém do hexagonal tenha somado mais pontos no geral, mesmo que o terceiro do quadrangular tenha somado menos pontos no geral, o quarto colocado é o último do quadrangular. Ponto.

Mas a CBF, coitada, não lembrou de colocar isso no regulamento da Série D...

Então, desde segunda-feira, NINGUÉM neste planeta sabe quem é o quinto colocado da Série D. Uma coisa simplesmente inadmissível.

Desde o rebaixamento oficial do Betim, em qualquer lugar organizado, já se saberia de ofício, de imediato, na hora, quem seria o substituto.

Sim, eu sei que o regulamento fala que a cada fase, os pontos são zerados. Mas isso, por si só, não diz que a classificação final será apurada pelos pontos somados individualmente, em cada fase. Uma coisa é diferente da outra.

Ao final de cada ano, a CBF publica seu ranking. Nele, os clubes recebem pontos conforme sua colocação nas competições nacionais. No ranking de 2013, pelos pontos lançados pela CBF, o Tiradentes-CE foi considerado quinto colocado na Série D, e o Metropolitano, sétimo.

Mas eu pergunto: com base em qual regulamento a CBF pode decidir que o Tiradentes-CE é quinto, se no da Série D não diz nada?

A pedra do rebaixamento do Betim está sendo cantada desde outubro do ano passado. E até agora, ninguém sabe o que vai acontecer.

Desde segunda-feira, são 5 dias neste silêncio. Aliás, a Série C começa dia 26. Estamos a 3 semanas do início. Quem for convocado para substituir o Betim, precisará correr contra o tempo.

Qualquer decisão da CBF irá desagradar este e aquele, que poderá se indignar e arrumar confusão.

Aí vão dizer que é culpa dos clubes? Pode ser, mas a maior responsável é quem não prevê, em seu regulamento, uma coisa tão simples como o critério de classificação final.

Clubes, jogadores, diretorias, torcedores, imprensa... todos parados, esperando o pronunciamento de alguma mente divina.

Relutei em vir aqui escrever sobre o assunto, porque não há muito o que dizer. O momento é esperar. É angustiante, sim. Mas é o que resta fazer.

domingo, 30 de março de 2014

NA ARQUIBANCADA

Confira no gráfico abaixo as médias de público do Metropolitano na 1a Divisão do Catarinense:




DE BOM TAMANHO

Hoje, diante de um (previsível) pequeno público, o Metropolitano encerrou sua participação no Campeonato Catarinense 2014.

O 4º lugar ficou de bom tamanho. Dentro da ordem normal de "grandiosidade" dos clubes, o Metrô seria a sexta força. Dentro das previsões dos principais especialistas do Estado, nosso lugar era lá no hexagonal.

Mas, surpreendendo os especialistas, e muitos de nossos próprios torcedores, fomos com folga para o quadrangular. Isso fez com que criássemos uma grande expectativa. Pela primeira vez em muitos anos, a cidade chegou a falar em final, em título.

Não vou entrar em detalhes dos porquês do Metropolitano não ter ido um pouco mais longe. Todos que acompanharam o Catarinense, viram. E estou plenamente convicto: nem que jogasse o suficiente pra isso, era absolutamente impossível o Metrô chegar na decisão.

Explicar o gosto amargo agora no fim, é fácil: se os resultados da primeira fase superaram a expectativa, no quadrangular os resultados ficaram aquém.

A pior parte vem agora. Um buraco no calendário vai obrigar o clube a ser criativo para contornar duas encrencas: os compromissos financeiros e a montagem de um time competitivo para a Série D.

É um momento delicado e que vai exigir fidelidade do sócio, com sua valorosa contribuição mensal.

Na foto abaixo, a imagem que vou levar deste Catarinense 2014.


terça-feira, 25 de março de 2014

HORA DO PLANEJAMENTO

Já sem nenhuma chance matemática de classificação, coube ao Metropolitano fazer hora extra no próximo sábado, quando recebe o Joinville pela última rodada do quadrangular. Aliás, esta antecipação me quebrou as pernas, pois contava com o jogo no domingo (normalmente, na última rodada as partidas são sempre no mesmo horário). Um compromisso no sábado praticamente irá inviabilizar minha ida ao Sesi.

Mas é assim mesmo. A televisão pediu pra antecipar. Ela pagou pelos direitos de decidir estas coisas, visando os interesses de quem comprou o pacote, além dos seus próprios. O futebol, cada vez mais, em todas as instâncias, é direcionado ao torcedor do sofá, em detrimento ao da arquibancada.

A FINAL

O JEC vem pra cá já como finalista. A mim, nenhuma surpresa. A dois dias de iniciar esta fase quadrangular, escrevi aqui no blog: "Enquanto o Estado se encantava com o Brusque, eu seguia achando que o Joinville era o time que jogava o futebol mais bem jogado".

Criciúma e Figueirense vão se matar para ver quem fica com a outra vaga. Jogo muito complicado para a arbitragem...

ELENCO

A diretoria vai redesenhar o elenco do Metropolitano apenas depois desta partida contra o Joinville, no que faz bem. Mas certamente já está tirando suas conclusões. Muitos torcedores temem por um desmanche. O fato é que nem todos que ficarem ou saírem, serão por opção do clube. Algumas perdas são inevitáveis.

BASE

Manter uma base, uma referência dentro do elenco, é sempre salutar. Ganha-se tempo com isso. Não tenham dúvidas que muito da boa largada do Metropolitano neste Catarinense, ainda lá na 1a Fase, foi pelo time já ter uma boa espinha dorsal, enquanto vários adversários estavam partindo do zero, demorando tempo precioso até se encaixarem.

REFORÇOS

O Metropolitano tem vários ex-profissionais trabalhando por aí. Um deles, por sinal, gosta muito do clube. Lio Evaristo conhece muito bem o futebol paranaense. Já indicou bons nomes ao clube (volante Fabinho, zagueiro Elton) e acho que pode ser ouvido nesta fase de remontagem do elenco, além de dicas sobre Londrina e Maringá, possíveis adversários na Série D.

ABEL RIBEIRO

Esta é outra decisão a ser tomada pela Diretoria de Futebol. Pra quem acompanha o blog, minha opinião sobre o time é conhecida. Se não for possível trazer alguém notadamente melhor, que se permaneça com o Abel. O trabalho dele não é ruim. Se fosse, aí sim caberia procurar outro nome de qualquer jeito. Trazer alguém só por trazer, de que adianta?

QUARTO LUGAR

Igualamos nossa melhor participação em Catarinenses, que era lá de 2008. Torcedor está feliz com isso? A felicidade, a festa, a comemoração por isso já aconteceu lá no final de fevereiro, quando nos classificamos para o quadrangular. Agora, o clima não é de alegria por uma razão muito simples: não conseguimos aquele algo a mais, que nos faria diferenciados.

domingo, 23 de março de 2014

FIGUEIRENSE 2-1 METROPOLITANO

Não tenho muito a dizer sobre o jogo, não. Vimos e revimos mais do mesmo. O Metropolitano apresenta bom volume de jogo, erra demais nas finalizações, toma gols por vacilos próprios e por de quem é pago só para enxergar e só enxerga para um dos lados.

O gol de pênalti foi crucial para que a partida tivesse o desfecho que teve. Aliás, como o Metropolitano tem azar no Orlando Scarpelli. Nunca vi cometermos tantos pênaltis quando jogamos lá. Só assim, de cabeça, agora, lembro de quatro. Incrível, né?

Sincera e honestamente, se Criciúma e Figueirense são de Série A, e Joinville de Série B, nós temos um time, no mínimo, de Série C. Mas estamos na D. Para fazer justiça e restabelecer a verdade, precisamos do acesso. E esta rota recomeça a ser percorrida lá em julho, apenas. Não sei se vão nos deixar subir, mas é preciso fazer nossa parte e tentar.

Desculpem estar trazendo assunto de Brasileiro a esta hora, mas não há mais o que se dizer sobre o Catarinense. De primeiro time classificado pro quadrangular, somos agora os primeiros a não ter mais o que fazer na competição.

Menos mal, claro, que nossa participação fecha sem sustos. A bem da verdade, fizemos uma campanha segura. Não ficamos sem dormir por medo de rebaixamento ou, até mesmo, de ficar fora do quadrangular.

E o gosto amargo que fica agora nem é tanto por não chegar à final. Mas por que não chegamos.

Pra mim, este Campeonato Catarinense foi de muito aprendizado. Aprendi que podemos, mesmo com orçamento muito menor destes "grandes" aí, ser competitivos. Achei que falhamos em alguns pontos na formação do elenco, como por exemplo a ausência de um meia mais eficiente (mas poucos têm, é verdade), como também pesou a falta de um lateral-esquerdo do ramo.

Mas, na boa... Mesmo com um camisa 10 iluminado e um lateral-esquerdo melhor, nós não iríamos chegar na decisão. Podemos ser competitivos, mas nada além disso. Nos faltam outras coisas.

Nossa realidade nos limita a ficar nisso aí mesmo. Repararam que passamos a 1a fase falando apenas de futebol? Não perdemos e nem ganhamos 1 ponto a mais por qualquer apito desafinado. Já no quadrangular, em três jogos aconteceram "erros". E o curioso é que sempre "erros" contra nós...

O Metropolitano não poderia jogar a final. A final do Catarinense não pode passar por um estádio em que mal cabem 5.000 pessoas, com poucas cabines de imprensa, e que por muito pouco, sequer pôde receber jogos pela competição.

Havia uma parede de vidro nos separando da glória. Podemos chegar perto, ver a final. Mas não podemos chegar, nem tocar nela.

É só prestar atenção.

sexta-feira, 21 de março de 2014

TABU

Segue aí o retrospecto do Metropolitano, jogando no estádio Orlando Scarpelli:


Como se vê, nada bom. Em 11 jogos, apenas 1 vitória e 1 empate, contra 9 derrotas.

A vitória, por sinal, nem foi contra o Figueirense - dono da casa e adversário de amanhã - mas contra o Marcílio Dias (que já perdeu pro Metropolitano em Blumenau, Itajaí, Florianópolis, Timbó e Indaial).

Em todas as vezes que fomos pra lá, sofremos gols. E em diversas vezes, muitos gols...

Mas e daí? Só porque até agora não vencemos, não significa que nunca vamos vencer.

Em 2008, coincidentemente nossa melhor campanha, como estamos tentando superar agora em 2014, a vitória não veio por um triz:


Tomamos pressão, pressão, pressão (o Figueirense tinha um time muito bom, se sagrando campeão catarinense naquele ano) e eis que Aldrovani mete um golaço no fim da partida.

Mas, o volante Danilo, que havia entrado no segundo tempo, cometeu um pênalti bobo e os caras empataram. Vale dizer, também, que o árbitro só marcou penalidade máxima porque era contra o Figueirense, que estava perdendo. Se nós estamos perdendo e há um lance igual, ele não marca nunca.

Enfim, naquela noite de sábado (olha outra coincidência!), David estava estreando pelo Metropolitano. E João Paulo tinha sido contratado 3 dias - mas não ficou no banco, onde estava Tiago Chitão.

Quero um jogo igual amanhã. Quero aquele 0-0 no sufoco, até que alguém, qualquer um, pode ser até o Thiaguinho, meta um balaço na gaveta, no final da partida.

Que o nosso "Danilo" de amanhã seja expulso antes de cometer o pênalti e que o placar termine 1-0.

A primeira vitória no Orlando Scarpelli não poderia vir em melhor hora...

quinta-feira, 20 de março de 2014

PROFESSOR PARDAL

Diferente de todas as outras vezes que o Metropolitano foi jogar no Orlando Scarpelli, não nos interessa voltar de lá com um bom resultado, que muitas vezes poderia ser um empate. Não. O Metropolitano precisa voltar para Blumenau com uma vitória.

Missão diferente, estratégia diferente. Por isso, penso que o time precisa sair do convencional. O 4-4-2 funcionou muito bem na maioria das vezes? Sim. Líder na 1a fase e até mesmo jogando bem quando perdemos, domingo passado.

Mas o Metropolitano precisa surpreender o Figueirense, que já sabe como e quem somos. Daí, num delírio de Professor Pardal, pensei em qual seria o meu time para sábado. Eis aí:


Escalaria o Metrô num 3-5-2.

Na defesa, três zagueiros para barrar o ataque leve do Figueirense, e fortalecer o jogo aéreo (uma das forças do Figueirense, se aproveitando das bolas paradas do Marcos Assunção). Alexandre Carvalho e Elton como stoppers, Júnior Fell, que tem mais velocidade, com liberdade (líbero) de avançar.

No meio, David e Everton Cezar seguem como volantes, com Cícero atuando um pouco mais avançado, com mais chegada na frente (lembram do gol dele de fora da área contra o Figueirense, no Sesi?).

Nas alas, Alessandro pela direita e Juliano Mineiro pela esquerda. Alessandro é do ramo e Juliano Mineiro já jogou nesta função no ano passado, com o próprio Abel Ribeiro. Como são alas, e não laterais, precisam de cobertura. David cobre Alessandro. Everton Cezar cobre Juliano Mineiro.

No ataque, Maurinho e Reinaldo. Maurinho caindo pelos lados (ora um, ora outro) e Reinaldo mais fixo.

A intenção qual é? Trancar as investidas do meio/ataque do Figueirense, povoando nosso time com marcadores (3 zagueiros mais 3 no meio) e ao mesmo tempo, velocidade na frente (com os 2 alas e os 2 atacantes) abrindo o miolo de zaga deles (Reinaldo não vai jogar se ficar fixo com 2 caras em cima dele).

E por favor: é importantíssimo saber contra-atacar. É possível vencer um jogo só fazendo isso. Explorar as saídas com velocidade pelos flancos (daí os alas) pode ser muito bom.

Bom, ao menos aqui, no papel, deu certo! :)

quarta-feira, 19 de março de 2014

A DUPLA PERDIDA

Foto: Giovanni Silva
Um gol marcado nos últimos 4 jogos. Pra quem teve o melhor ataque o artilheiro da competição? O que houve?

Desde o início da montagem deste time para o Campeonato Catarinense, já estava esboçada a dupla de ataque titular do Metropolitano: Maurinho e Reinaldo.

Além dos 10 anos de diferença na idade, Reinaldo e Maurinho têm estilos diferentes: o mais experiente, finalizador nato; o mais jovem, muita habilidade e movimentação.

Características que passaram a forte impressão de estarem bem calibradas quando alinhadas dentro de campo.

Enquanto formaram a dupla ofensiva titular, o Metropolitano se consagrou como o time que mais marcou gols no Catarinense. Reinaldo ficou por um mês na artilharia da competição. A sintonia entre ambos estava afinada.

Observe no quadro ao lado (clique nele para ampliar).

Em todos os jogos que Maurinho e Reinaldo formaram a dupla de ataque titular, o Metropolitano não passou em branco.

Já nas seis partidas em que a dupla titular não contava com ambos, o Metrô passou em branco em quatro. Só marcou contra Atlético e Avaí (duas das três piores defesas do Catarinense).

E mais: repare que foi justamente no primeiro jogo que não atuaram juntos (contra a Chapecoense), que o Metropolitano ficou no zero pela primeira vez (quando Nivaldo - goleiro deles - foi o craque da partida).

E no quadrangular? Pois nas 4 partidas até agora, a dupla só entrou como titular contra o Figueirense. Coincidência ou não, só neste dia o Metrô reencontrou o gol.

Foto: Jandyr Nascimento
Nem quero recordar o caminhão de gols perdidos contra o Criciúma no Sesi.

Com exceção do jogo em Chapecó, quando Abel Ribeiro poupou Reinaldo, se não tivemos ora um, ora outro, é porque não foi possível por lesões.

No final das contas, aquela partida em Chapecó não influenciou em nada na campanha, pois terminamos em primeiro lugar.

Mas no quadrangular, a ausência da dupla Maurinho e Reinaldo está comprometendo o Metropolitano e causando uma seca preocupante de gols.

Tão preocupante que toda a bela campanha da 1a Fase empacou.

Que a dupla Maurinho e Reinaldo, a dupla do ataque mais positivo do Campeonato Catarinense, se reencontre no Orlando Scarpelli. O Metropolitano precisa dela, mais do que nunca.

LOTECA DO METRÔ

Eis o volante da Loteca do Metrô para este final de semana. Qual o prêmio se acertarmos na mosca? O Metropolitano continua vivo na disputa pela vaga na final do Catarinense 2014.


No jogo em Florianópolis, sábado, não resta opção senão cravar a coluna 2. Com ela, podemos nos dar o luxo de um duplo no jogo da Arena Joinville.

É verdade que até mesmo um empate no Scarpelli não seria o fim do mundo, mas daí o Criciúma não poderia empatar com o Joinville. Só a vitória do Tigre nos salvaria. E a encrenca seria ainda maior, porque a vaga iria para o saldo de gols. E neste critério, estamos mal. Muito mal. Temos 6 gols para tirar de Joinville e Figueirense.

Portanto, descartemos empate em Floripa. É só vencer. Não importa de quanto. Só a vitória. Pura e simples.

BRASILEIRO - SÉRIE D - 2014

CONFIRMADOS:
Metropolitano, Guarani (Palhoça)*, Pelotas e Grêmio Barueri

NA BRIGA:
SP: Audax, Botafogo, Ituano, Penapolense e Rio Claro (2 vagas)
PR: JMalucelli, Londrina, Maringá, Prudentópolis e Rio Branco (2 vagas)
RS: Brasil, Cruzeiro, Novo Hamburgo e Veranópolis (1 vaga)

* O blog considera o Guarani (Palhoça) confirmado pois o regulamento da Copa SC (leia aqui o parágrafo 1º do artigo 3º) lhe assegura a vaga, embora a FCF ainda não a tenha garantido ao Guarani.

Obs: Podem entrar numa das duas Chaves do Sul/Sudeste algum(ns) clube(s) de MG ou RJ (ano passado entrou um mineiro). As vagas destes dois Estados estão confirmadas para: Villa Nova, Tombense, Boavista e Cabofriense.

terça-feira, 18 de março de 2014

O "ALGO MAIS"

É hora do Metropolitano encontrar aquele patrocinador. Aquele parceiro para apenas 2 jogos.

Para os 2 jogos mais importantes do futebol blumenauense em 50 anos.

Um patrocinador que garanta aos jogadores e comissão técnica uma premiação especial pela vaga nas finais.

Se classificar, entrar o prêmio.

Se classificar, este patrocinador ganha uma visibilidade especial, ímpar no jogo da final em Blumenau, no Sesi.

A hora é agora. Outro momento como esse, sabe-se lá quando.

Ainda dá tempo.

E O TIME, ACREDITA?

Uma vez apaixonado, todo torcedor "de verdade" acredita incondicionalmente nos resultados do seu time. Até no mais improvável. Acreditar que é possível vencer o Figueirense lá no Orlando Scarpelli, eu acredito.

Não só eu. Você também e mais uma galera. Se isso adiantasse, já poderíamos ir nos preparando para a grande final.

Mas não adianta eu vir aqui no blog, ou ir no Facebook, no Twitter ou no círculo de contatos que tenho no meu dia-a-dia, bradar a todos os cantos que acredito piamente na classificação à final. Isso, por si só, não vai fazer a bola sair dos pés do Edmar e estufar as redes do goleiro Tiago Volpi, sábado. Se adiantasse, estaríamos na Série C e o Juventude, na D.

Quem mais precisa acreditar na vitória lá em Florianópolis, são aqueles 11 caras que vão vestir a nossa camisa e entrar em campo.


Muito se falou no domingo passado, que o Criciúma veio para Blumenau "incendiado" com a declaração do capitão Alessandro, após o jogo no Heriberto Hülse. E que este "clima" teria estimulado o Tigre em campo, no Sesi.

Se for por isso, digam aos nossos jogadores que duvidamos deles. Taí! Que não acreditamos que eles podem vencer o Figueirense. Que não existe potencial no time que terminou a 1a Fase em primeiro lugar, com o artilheiro e o melhor ataque do campeonato.

E que nem me passa pela cabeça que eles tenham capacidade de repetir o que fizeram na Série D 2013, quando saíram da lanterna para liderar o Grupo 8, com 2 vitórias nas 2 últimas rodadas.

O Metropolitano, vencer o Figueirense lá no Scarpelli? HAHAHAHA

Eu DU-VI-DO!

50 ANOS EM 90 MINUTOS

Foto: Roberto Pereira Nascimento e Adalberto Day
Olímpico de 1964.

O jogo do título foi em 1965, mas a edição era de 1964 mesmo. Lá se vão 50 anos sem que o futebol blumenauense conquiste um título estadual. Meio século. Faz tanto tempo, mas tanto tempo que não há nem uma foto colorida para ver o grená da camisa gremista.

Na foto ao lado, em pé: massagista Capela, Robertão, Nilson, Mauro, Orlando, Barreira e Jurandir. Agachados: Lila, Rodrigues, Paraná, Joca e Paraguaio. Também compunham o time Ronald, Quatorze e Romeu.

O atual elenco do Metropolitano tem culpa por estes 50 anos de seca? Claro que não. Não deve pesar nas costas dele a responsabilidade por isso. Mas é este elenco, neste momento, que tem a chance única de fazer história.

É este grupo de jogadores que tem a oportunidade de posar para uma foto que será vista, revista, lembrada e relembrada por anos. Tal qual esta de cima, com estes jogadores.

Não importam quantos jogos faltem. É preciso jogar os 90 minutos de sábado como se fossem os últimos que nos separam deste sonho.

Blumenau quer encontrar os homens que irão virar esta página da história e escrever um novo capítulo chamado Metropolitano de 2014.

SPRINT FINAL!

O sonho de viver uma inédita e histórica final de Campeonato Catarinense ainda é sustentado por um fio de esperança. Diante de tudo que aconteceu nas primeiras 4 rodadas, a tarefa ficou complicada. É preciso vencer as duas partidas que restam. Não há segunda opção.


Além de vencer as duas, que nos levaria a 8 pontos, precisaríamos torcer por tropeços de Figueirense e Joinville. Como nosso saldo de gols é terrível, a possibilidade de fazer uma final apontaria apenas o Criciúma como adversário, e com a decisão lá no Heriberto Hülse.

O Metropolitano precisa unir 3 ingredientes para as vitórias: recuperação, motivação e competência.

Há uma semana inteira para trabalhar a recuperação dos atletas lesionados e descontados. A rotina maluca de jogos quarta/domingo acabou. Ainda que o jogo seja no sábado, há tempo para deixar os atletas preparados para uma decisão no Orlando Scarpelli.

Motivação conta muito no futebol. Um time com fome rende mais do que um já satisfeito. Nenhum atleta ou membro da comissão técnica pode baixar a cabeça. Quem duvidar das duas vitórias é melhor nem ir treinar e liberar do elenco.

A competência dentro do futebol se mede por gols. Competência de trocar infinitos passes, de fazer belos cruzamentos, excepcionais cobranças de faltas etc, de nada adianta se não se traduzir no tal do gol. Gol é o milagre do futebol. É ele, só ele, que separa o vencedor do perdedor.

O Metropolitano, melhor ataque da 1a fase, liderou a competição até iniciar março. Com a seca de gols, veio a lanterna no quadrangular.

SÉRIE D 2013

Faltavam duas rodadas para terminar a 1a Fase da Série D 2013, e estávamos na lanterna do Grupo 8. Quem lembra? Precisávamos de 2 vitórias nos últimos 2 jogos. Não havia escolha.


Grupo se fechou. Ficaram concentrados uma semana no Interior gaúcho para o jogo contra o Lajeadense. Éramos obrigados a vencer. E o Lajeadense não havia perdido nenhum jogo em casa em 2013. Voltamos de lá com um 4-0. Aí em casa, contra o Botafogo-SP, fizemos o dever e garantimos a classificação. De último para primeiro depois de 2 rodadas.

Estamos a 6 pontos em 2 jogos de uma final. Uma histórica e inédita final. Ainda que a julguemos distante, inalcançável, esta final está mais próxima do que iniciar um novo Campeonato Catarinense do zero.

É com vocês!


segunda-feira, 17 de março de 2014

METROPOLITANO 0-4 CRICIÚMA

Lembra do meu post falando sobre a derrota de 1-4 para o Brusque, mês passado? Se não, clique aqui.

Pois o que vimos ontem, dia 16 de março, foi uma reprise daquele 16 de fevereiro. A incompetência ofensiva e defensiva do Metropolitano foi atropelada pela eficiência defensiva e ofensiva do adversário.

Não adianta ter posse de bola, rodar de lá pra cá, criar oportunidades e falhar na hora da finalização. Isso quando não perdíamos algum lance e, no contra-ataque, com a nossa defesa muito mal posicionada, o adversário encontrava o caminho do gol facilmente.

Não há mais o que dizer. As pretensões de ver o futebol blumenauense acabar com um jejum de 50 anos terminaram ontem.

Agora é pensar na Série D, que começa lá em julho.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O MAIS IMPORTANTE

Indignações à parte, o grande fato de domingo é o jogo Metropolitano x Criciúma. Nada, mas nada mesmo, é mais importante do que isso. E depois da garfada lá no Heriberto Hülse, vencer se tornou mais vital ainda.


O quadrangular vai chegando num ponto em que os jogos vão ganhando status cada vez mais decisivos. Por exemplo, uma derrota nossa combinada a uma vitória do Figueirense, deixa a situação beirando à tragédia. O nosso ponto "perdido" lá em Criciúma, e principalmente os 2 que o adversário literalmente ganhou, influenciam diretamente nessa situação.

Para buscar a vitória aqui no Sesi, Abel Ribeiro de novo encontra problemas de jogadores lesionados.  Faz parte do show.

BOBAGENS

Terminada a partida em Criciúma, o lateral do Metropolitano Alessandro desabafou um monte de coisas, ainda de cabeça quente pela forma que o time perdeu o jogo.

Sempre há os abutres que se alimentam de carniça. E eles não deixaram por menos. Pinçaram uma frase do Alessandro, eliminaram todo contexto, e fizeram o escarcéu com ela. Para tentar equilibrar as forças no quesito motivação, levaram a declaração para os jogadores do Criciúma.

Para delírio dos marmanjões que adoram uma fofoca, o volante João Vítor mordeu a isca e rebateu.

Torcida deve comparecer em peso
(Foto: Jaime Batista da Silva)
Agora está nessa de que esse disse isso, e aquele respondeu aquilo...

Uma tolice esse negócio. O jogo de domingo é outro. O de quarta, acabou.

Os jogadores do Metropolitano não podem embarcar nessa picuinha e precisam entrar em campo cientes de que o placar está 0-0 e nada, absolutamente nada do que fizerem domingo vai trazer de volta a partida de Criciúma.

A melhor forma de vingar a injustiça de quarta-feira é vencendo. É a única coisa que importa.

AVISO AO TORCEDOR

O erro de quarta-feira, que acarretou a derrota do Metropolitano, também desencadeou um clima de revolta em Blumenau. Nem poderia ser diferente. E essa revolta está levando o torcedor a discutir as mais diversas formas de se manifestar no Sesi. Ainda mais porque a partida de domingo terá transmissão ao vivo na tv aberta.

No entanto, o torcedor precisa se cercar de cuidados. Mesmo bem intencionado, pode prejudicar o seu clube. E de prejuízos o Metrô já está farto.

Conversei com o Dr. Jair Denilson Theiss, diretor jurídico do Metropolitano, e ele me passou o que diz os parágrafos 3º e 7º do artigo 15 do Regulamento Geral das Competições da Federação Catarinense de Futebol de 2014:

§ 3º Ficam vedados: 
...
III – a afixação de qualquer faixa que atente contra a moral e os bons costumes, de cunho 
preconceituoso ou ofensivo, a qualquer autoridade pública ou desportiva, tais como dirigentes da Federação Catarinense de Futebol, da CBF e da FIFA, bem como dirigentes de clubes, seus atletas, treinadores e outros desportistas, e/ou contra as referidas entidades e quaisquer torcedores; 

IV – o acesso de torcedores trajando qualquer peça do vestuário que contenha desenho ou inscrição 
que atente contra a moral e os bons costumes de cunho preconceituoso ou ofensivo a clubes, entidades dirigentes, treinadores, torcedores, bem como a qualquer autoridade pública ou desportiva, tais como dirigentes de clubes, da Federação Catarinense de Futebol, da CBF e da FIFA; 
...
VI – em todos os estádios somente será permitido o acesso e a afixação de bandeiras e/ou faixas 
que contenham as cores, os símbolos e as denominações dos clubes disputantes da competição, bem como de faixas das torcidas organizadas que estiverem devidamente cadastradas na FCF, nos termos do Termo de Ajustamento de Conduta firmado em 10/03/2008 pela FCF com o Ministério Público do Estado de Santa Catarina, a Polícia Militar de Santa Catarina e a Associação de Clubes de Futebol Profissional de SC, sendo vedado o acesso e a afixação de quaisquer outras bandeiras e faixas alusivas a quem quer que seja. 
...
§ 7º Se ocorrer qualquer infração as disposições constantes neste artigo o árbitro não iniciará a 
partida, e, caso a partida já tiver iniciado, deverá interrompê-la ou até suspendê-la se as infrações vierem a ocorrer após o início do jogo, ficando a associação cuja torcida for à infratora sujeita às penas dos arts. 203 e 205 do CBJD, observado o disposto nos arts. 81 e 83 deste Regulamento.

E quais são as penas ?

Além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), a perda dos pontos em disputa a favor do adversário, na forma do regulamento.

A quem interessa isso?

Portanto, cautela e inteligência na sua manifestação. O Metropolitano já teve problemas suficientes neste ano e mesmo assim chegou longe. Torcedor é parceiro. Vamos jogar a favor do clube.