quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LÁ E CÁ

Em 2010, quando o Metropolitano participou pela primeira vez da Série D, também nos coube visitar o estádio Boca do Lobo, em Pelotas. Na ocasião, fomos derrotados por 1-0.

Foto: Rodrigo Lessa
Mauro Ovelha mandou o Metrô a campo com a seguinte formação: João Paulo; Neto, Thiago Couto e Amaral Rosa; Nequinha, Fabinho, Marcos Alexandre, Edimar e Pereira; Gilberto e Leandrinho. No decorrer da partida, Mário André entrou no lugar de Edimar, Leandro Branco no lugar de Gilberto e Gavião, no de Leandrinho.

Já foram 9 jogos do Metropolitano no Rio Grande do Sul, com 4 derrotas, 3 empates e 2 vitórias (aquele 4-0 contra o Lajeadense, ano passado, em um 2-0 sobre o Cruzeiro em Porto Alegre).

Mas neeeeem pensar em derrota domingo, né? O adversário vai jogar uma final de Copa do Mundo, mas como já escrevi aqui no domingo, precisamos ser inteligentes e competentes para voltar sim com pontoS de lá.

Depois desta viagem a Pelotas, vamos "folgar". Então todos poderão pontuar e o Metrô não. Portanto, sem papinho de "empatar está bom". Não está porque já perdemos pontos para eles aqui.

SESI

Lindo. Onde fica?
Ah, o Sesi... Entra ano, sai ano, vira e mexe, o Sesi é sempre assunto. Eu gosto muito dele. Muito mesmo. Mas não é sobre isso que quero escrever agora.

Nesta imagem ao lado, ele está "modernizado". Sim, lembra que em 2010 foi praticamente garantido que aconteceria isso aí com ele? Eu lembro.

Chegaram a cogitar receber seleção alemã para a Copa do Mundo, ora vejam...

Quatro anos depois, a Alemanha faturou o título lá no Maracanã e o Sesi está lá na mesma. Nem a cor da grama desta imagem corresponde à atual realidade.

ALEMANHA SEM PASSAPORTE

E por falar em Alemanha, vou fazer uma rápida cronologia de como as coisas andam com rapidez e eficiência por nossas bandas, na tal "Alemanha sem passaporte":

2006: Uma comissão especial, denominada "Pró-estádio", foi criada na Câmara Municipal para iniciar a discussão de construção de um estádio de futebol.

2007: No início do ano, uma Audiência Pública da Câmara reuniu lideranças dos vários segmentos da área esportiva para aprofundar o estudo sobre a viabilidade do projeto.

Capa do Santa, em 12.03.2008
2008: O vice-prefeito Rufinus Seibt assumiu a coordenação do projeto na esfera da administração municipal. O Metropolitano jogou o Catarinense inteiro em Brusque/Timbó porque o Sesi estava instalando a pista sintética.

2009: Com a enchente do final do ano anterior, ninguém abordou o assunto. O Metropolitano jogou metade do Catarinense em Timbó enquanto o Sesi se recuperava dos estragos da enchente.

2010: No dia 20 de janeiro, no Salão Nobre, a Prefeitura de Blumenau e o Sesi/SC assinam o Protocolo de Intenções, com o objetivo de concentrar esforços para a busca de recursos destinados à execução do projeto de ampliação do Estádio do Sesi de Blumenau Próximos passos: estudos e ações junto aos governos estadual e federal e à iniciativa privada, assim como promover campanhas de mobilização e adesão da comunidade para a construção do novo estádio.

2011, 2012, 2013, 2014: ???????

VAMOS SUBIR, METRÔ

Enquanto o clube vai trabalhando pra conseguir erguer seu Centro de Treinamentos, a exigência-mor de todos é "sobe pra Série C"!!

Legal. Quase foi em 2013. Mas vou repetir aqui a pergunta que fiz ano passado: se subirmos pra C, vamos nos limitar apenas a torcer para não cair?

Só pode ser, porque subir para a Série B o Metropolitano não poderia. A menos se quiser jogar em Blumenau. Apenas estádios com capacidade mínima para 10.000 lugares podem sediar partidas da Série B.

Logo, ainda que o Edmar tivesse marcado aquele gol em Caxias do Sul, ainda que estivéssemos agora voando na Série C, prestes a subir pra B, estaríamos na iminência de ter que jogar em Itajaí, Joinville, sei lá onde, menos em Blumenau porque a terceira maior cidade do Estado não tem estádio.

Chapecó começou a se preparar para a Série B quando a Chapecoense ainda estava na Série D. Falei sobre isso ano passado também (leia aqui).

Vamos subir, Metrô? Vamos. Um dia vamos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RUMO A PELOTAS

Foto: Jandyr Nascimento
Lembra de uma certa tarde em Ibirama, lá em fevereiro? E desta foto ao lado? Foi a última vez que o Metropolitano venceu um jogo fora de Blumenau.

Um teimoso 0-0 seguia no placar quando Alessandro viu Ari avançando com liberdade, deu o passe e o Metrô fez 1-0, garantindo o "título" do primeiro turno do Catarinense 2014. A festa, que contou com (mais) uma invasão de torcedores na Baixada, foi dentro e fora de campo.

De lá pra cá foram 5 jogos em Joinville, Criciúma, Florianópolis, Londrina/PR e Penápolis/SP. Um empate e quatro derrotas.

Na Série D 2013, nesta mesma primeira fase, o Metropolitano buscou duas vitórias fora de Blumenau: em Ribeirão Preto/SP e em Lajeado/RS. Tropeços em casa sempre acontecem aqui e ali. Os triunfos como visitante foram importantes para colocar o Metrô na liderança do seu Grupo.

Agora, em 2014, foram duas derrotas fora de casa. Não precisamos vencer as duas que restam, como em 2013. Mas ao menos uma delas é fundamental, até mesmo para recuperar o tropeço no Sesi contra o Pelotas. E diante deste mesmo Pelotas é uma das oportunidades, já neste domingo.

"Ah, mas um empate fora de casa é sempre bom". Nem sempre. PODE ser bom dependendo das circunstâncias, mas o bom mesmo é vencer.

A obrigação de sair pro jogo é do Pelotas, a maior necessidade de vitória é do Pelotas e quem vai estar jogando empurrado pelo torcedor é o Pelotas.

Tudo igualzinho ao Atlético, naquela tarde em Ibirama, quando o Metropolitano foi inteligente e competente para "golear" por 1-0 e voltar feliz da vida para Blumenau.

domingo, 24 de agosto de 2014

METROPOLITANO 2-0 PENAPOLENSE

Não foi aquela atuação magistral de encher os olhos, mas valeu muito pela vitória. Os 3 pontos de hoje eram mais do que necessários.

Lauro César abriu o placar rumo à vitória
(Foto: Sidnei Batista)
O time iniciou bem a partida, se impondo como todo anfitrião deve fazer. Chegou a dar a impressão de que abriria logo o placar. Mas só ficou na impressão. O Penapolense se segurou e o jogo começou a ficar morno. Fomos para o intervalo no 0-0 e dentro de mim uma certeza: a entrada de Geovani no meio de campo, recolocando Alessandro na verdadeira função dele.

Já há mais de um ano Alessandro é o grande símbolo do time, desde que Rafael Costa saiu. Assumiu a faixa de capitão, virou cobrador oficial de pênaltis, de faltas, atua como lateral, meia e até se lança ao ataque. Mas da forma como teve que atuar nos 90 minutos contra o Pelotas e nos 45 iniciais de hoje, como único meia de armação, não dá.

Ano passado, ao lado de Diego Torres, até fazia esta função de ligação com desenvoltura. Mas sozinho, ali com a 10, como cérebro das jogadas, não tem como. Ano passado, ainda, tinha Paulinho na lateral-direita, que é melhor do que Ari. Portanto, era vital que Pingo mexesse neste setor do time.

Geovani veio pro segundo tempo no lugar de Ari, reposicionando Alessandro na lateral-direita. O Metropolitano voltou avassalador. O jogo começou a ganhar cheiro de gol quando a arbitragem assinalou pênalti. Era uma hora mais do que boa pra abrir o placar e caminhar com tranquilidade rumo à vitória.

Alessandro até se dirigiu à bola, mas para surpresa de todos a cobrança ficou a cargo de Tozin. Pra mim, cobrador oficial é cobrador oficial. O que foi combinado na hora, não sei. O fato é que Tozin chutou pra fora. Não interessa nessas horas estado do gramado. Chutar pra fora jogou um balde de gelo na cabeça do torcedor.

O próprio time sentiu. Diminuiu aquele ímpeto e Pingo precisou lançar mão de mais uma troca: sai Tozin e entra Leandro Netto. O ex-imperador da China deu outra movimentação no ataque e as oportunidades parecia que renasceriam. Não demorou e o Metrô abriu o placar com Lauro César.

O gol reacendeu o time que ampliou com Alessandro, chegando pela direita (como é o seu forte), escorando cruzamento. Com a vantagem, a equipe recuou demais e levou alguns sustos. Mas vieram os 3 pontos, tão vitais na sequência da caminhada.

Voltamos pro segundo lugar e não podemos sequer pensar em descer de novo.

Domingo tem parada dura em Pelotas, mas daí é assunto pro restante da semana.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PARA COLOCAR "O PINGO" NOS IS

Foto: Sidnei Batista
Todos os vacilo possíveis já foram dados. Não há mais tempo de tropeços. Todo e qualquer erro, a partir de agora, custará caro. Caríssimo.

Se Alessandro deve ser meia e o Ari (ou Carlos Alberto) lateral, ou se Alessandro deve ficar na lateral e o Cícero deve ir pro meio, ou se Cícero continua no banco e Lauro César recua para Laércio entrar no ataque, ou se vamos de 3-5-2, com Alessandro e Marcelo Cordeiro fazendo os papeis de criadores pelas alas... não sei de nada. Isso tudo compete ao Pingo.

Pelas fotos do treinamento de hoje pela manhã, a ideia gira com Ari na lateral direita, voltando Carlos Alberto para o meio no lugar de David, suspenso. Mas foi apenas a primeira observação. O que vale é domingo. É lá que vamos ver se o Metropolitano irá colocar "o pingo" nos is.

PROMOÇÃO

Desperdício de tempo (meu e seu) ficar aqui divagando sobre a importância do torcedor estar presente empurrando o time. A diretoria fez aquilo que alguns pediam: baixou os preços. E baixou pra valer mesmo. A arquibancada coberta, de R$ 35 caiu pra R$ 10. Preço de Geral. Aliás, a Geral foi pra R$ 5.

O clima promete estar bom, com sol e relativo calor. O treinador sempre foi bem visto pela opinião pública em geral. Pra ficar arrumando desculpa pra não ir, só sendo daqueles chatos e amargos, da qual a cidade está farta.

#VaiPraCimaDelesMetrô

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A ERA "PINGO"

Luiz Roberto Magalhães, o Pingo, foi anunciado ontem substituto de Abel Ribeiro. Natural de Joinville, Pingo é o 20º treinador (e o 4º catarinense) da história do Metropolitano. Como jogador, foi campeão em 5 estados diferentes: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Como treinador, trabalhou apenas em clubes daqui: Juventus (Jaraguá do Sul), Caxias (Joinville), Brusque e Avaí. Com o compromisso de encarar 4 jogos decisivos, visando a classificação para as oitavas-de-finais da Série D, chega ao Metropolitano.

Foto: Clodoaldo Pereira
Ouvi atentamente as primeiras declarações de Pingo como treinador do Metrô e fiquei muito satisfeito. Me chamou a atenção a demonstração de vontade de vir pra cá. Registrou que temos elenco para o acesso e mostrou conhecimento acerca do clube. Além disso, se nota que Pingo é daquele treinador interessado e atento ao futebol.

A foto ao lado mostra Pingo e Bandoch presentes à estreia do Metropolitano na Série D, contra o Boavista. No domingo, enquanto empatávamos com o Pelotas no Sesi, a dupla estava no Couto Pereira assistindo Coritiba x Flamengo. Ou seja, não fica parado em casa vendo jogo na tv.

O que esperar agora?

A grande tônica de sua recente passagem pelo Brusque, durante o Campeonato Catarinense, foi a de imprimir um estilo de jogo envolvente. Seu time valorizava a qualidade do futebol, sem se limitar a chutões, esperando pra ver no que vai dar. Um ano e meio assistindo o Metropolitano de Abel Ribeiro, certamente no domingo veremos um time com outra personalidade. Isso, por si só, já deve atrair o público.

Foto: Sidnei Batista
Eu continuo temendo a ausência de um meia efetivo e de qualidade no nosso elenco. Estamos recheados de volantes, mas meia propriamente dito, só tínhamos o Giovane. Esse é o primeiro nó que Pingo precisa desatar.

Independente disso, eu já me antecipo e digo que gostaria de ver o Metropolitano contar com o novo treinador para o Catarinense 2015. Sou fã de trabalhos a longo prazo e nem veria como justo responsabilizar o Pingo por um eventual insucesso neste Brasileiro.

O Metropolitano é um clube que vem se estruturando com o tempo, com visível ascensão (é só observar quem era e onde estava há 10 anos) e ter um treinador com o mesmo perfil emergente pode resultar num bom "casamento".

Seja bem-vindo, Pingo!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

METROPOLITANO 2-2 PELOTAS

Metade da primeira fase. Todos já jogaram 4 vezes. Todos já folgaram 1 vez. Todos jogaram 2 em casa e 2 fora. Por enquanto, o Metropolitano estaria eliminado.

Ninguém sofreu mais gols no Grupo 8 como o Metropolitano
A situação de momento é desconfortável, mas (ainda) totalmente reversível. Se vencer o Penapolense já no próximo domingo, em Blumenau, volta a ocupar a vice-liderança. Já poderia ter feito isso ontem, se derrotasse o Pelotas, mas não fez. Tem uma segunda chance. Se não aproveitar, aí sim a coisa complica. E muito. Mas, pudera: ninguém desperdiça chances sem pagar caro por isso.

Pingo (boné branco) e o auxiliar Bandoch (parcialmente
encoberto) chegam hoje ao Metropolitano.
Foto: Jandyr Nascimento
Abel Ribeiro pediu o boné e saiu. Pingo foi anunciado hoje como substituto. Muito bom nome, cercado de muita expectativa pelo trabalho realizado no Brusque. O torcedor não esquece a surra que o Metrô de Abel levou do Brusque de Pingo no Catarinense. Ele chega hoje e já começa a trabalhar focando a vitória no domingo.

Aos poucos vamos saber o que muda. Fiquei aterrorizado com o nível do futebol demonstrado ontem. Eu sei que o gramado estava um pasto, mas pro Pelotas era o mesmo gramado. Por pouco não saíram com 3 pontos daqui.

Tomara que o pobre futebol de ontem tenha relação com Abel Ribeiro, e que já no domingo nós possamos assistir um time com outra cara. Independente de qualquer outra coisa, um meia precisa chegar.

O Metropolitano não pode acreditar que vai subir pra Série C apostando num lateral como único meia  de criação (Alessandro) e num volante como lateral (Carlos Alberto) o campeonato inteiro.

Na semana passada, o repórter Marciano Régis levantou a sugestão: porque não contratar o meia Serginho Catarinense, que jogou no Brusque no estadual e está em Camboriú? Com a chegada de Pingo, o nome pode ganhar força, já que treinador e atleta trabalharam juntos ainda neste ano. Pode ser uma alternativa rápida (o jogador atua em SC) e eficaz.

ERA "ABEL RIBEIRO"

Abel Ribeiro chegou ontem ao Sesi para fazer seu
último jogo a frente do Metrô (foto: Sidnei Batista)
Abel Ribeiro pediu demissão ontem, após o empate em 2-2 contra o Pelotas, e não é mais treinador do Metropolitano. Segundo comandante técnico que mais jogos trabalhou com a equipe profissional (apenas atrás de César Paulista), detém o recorde de partidas ininterruptas (55) e de tempo (1 ano e 6 meses). Sua estreia foi em 17.02.2013, no Sesi. Local onde faria sua despedida, exatos 18 meses depois.

Outra marca significativa da passagem de Abel no Metropolitano foi o recorde de invencibilidade do clube. Há exatamente 1 ano atrás, em 18.08.2013, o Metrô vencia o Lajeadense por 4-0 no Rio Grande do Sul e emendaria uma série de 15 partidas sem derrota.

Abel Ribeiro levou o Metropolitano às Séries D de 2013 e 2014. Por um triz não o levou à Série C, quando fomos eliminados lá em Caxias do Sul mesmo sem termos sido derrotados. Na Copa SC, ficou com o vice, e se não tivéssemos desperdiçado um pênalti diante do Joinville, no Sesi, talvez até teríamos sentido o gostinho do primeiro título oficial do clube.

Terminamos a 1a Fase do Catarinense 2014 na liderança geral, desbancando os "grandes". No quadrangular, apesar do inesquecível erro de arbitragem em Criciúma, não fomos bem. Nos últimos 10 jogos oficiais o Metropolitano de Abel Ribeiro venceu apenas 1 (contra o Boavista). Acabou o ciclo.

Foram 22 vitórias, 17 empates e 16 derrotas nos 55 jogos. Com ele, o Metropolitano marcou 74 e sofreu 68 gols.

Boa sorte a Abel Ribeiro na sequência de sua vida profissional.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

AS IMPORTÂNCIAS DE UMA VITÓRIA

A campanha que promove o jogo Metropolitano x Pelotas esta nas ruas.

Ainda que se saiba que as sucessivas derrotas em Londrina e Penápolis tenham desanimado o torcedor, o fato é que ainda há muita estrada pela frente.

São 5 jogos que a tabela marca, com 3 deles dentro do Sesi. Então o clube precisa fazer seu papel de promover a partida. Ânimo e empolgação devem partir de algum lugar e o próprio clube deve ser sempre o primeiro a fazê-lo.

Uma vitória do Metrô aliada a uma do Londrina contra o Penapolense já nos coloca de volta nas duas primeiras posições. Assim, chegaríamos na metade desta primeira fase com o objetivo parcialmente assegurado.

Além disso, os 3 pontos alimentam o próprio time de confiança e revigora as esperanças do torcedor. Se tivéssemos vencido os jogos no Paraná e em São Paulo, certamente o público deste domingo teria uns 1.000 pagantes a mais, gerando um aumento médio de R$ 30.000,00 na renda.

Para um clube que está precisando faturar para vencer suas despesas, nada mal.

A vitória também contribuiria para deixar o Pelotas lá no fundo da classificação, com o Boavista. Ou seja, ajudaria a empurrar mais um adversário para uma situação de quase-eliminação.

Também daria um astral muito positivo a uma semana que antecede a outro jogo em Blumenau, no próximo domingo contra o Penapolense.

O gramado do Sesi não estará aquelas coisas... No sábado já tem jogo por lá e a previsão do clima para o final de semana aponta grande tendência de chuva. É bom que Abel Ribeiro e os atletas se preparem para isso. Não podemos ser surpreendidos pela condição do gramado dentro de casa.


Nosso retrospecto contra o Pelotas aponta dois confrontos, ambos pela Série D 2010. Foi uma vitória para cada lado por 1-0. Em Blumenau, nosso gol foi assinalado por Marcos Alexandre. Em Pelotas, o gol gaúcho foi de Sandro Sotili.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CINCO MESES

Qual torcedor do Metropolitano vai esquecer aquela noite de 12 de março de 2014?

Recapitulando: terminamos a primeira fase do Catarinense no topo, empatamos as duas primeiras partidas quadrangular e íamos segurando naturalmente um 0-0 em Criciúma. Tudo ficando aberto para os 3 últimos jogos, sendo que 2 deles eram aqui em Blumenau. Situação interessante pro Metropolitano. Mas daí todo mundo lembra o que aconteceu...

Não, não estou aqui chorando novamente o "erro" mais incrível de arbitragem da última, sei lá, década. Até porque depois fomos goleados em casa e tivemos que ficar quietos. Só que hoje faz 5 meses desde aquele fatídico dia. E faz 5 meses que o desempenho do Metropolitano em jogos oficiais tem deixado muito a desejar:

1 vitória (3-2 contra o Boavista-RJ)
1 empate (0-0 com o Joinville, na despedida do Catarinense)
5 derrotas (0-1 Criciúma, 0-4 Criciúma, 1-2 Figueirense, 0-1 Londrina-PR e 0-2 Penapolense-SP)

Foram apenas 4 gols marcados contra 12 sofridos.

É a hora de reagir, reverter a situação na Série D e se firmar no caminho às oitavas-de-finais. Sigo acreditando que estes jogadores que estão aqui têm condições de levar o clube adiante.

Perdemos alguns jogadores que não queríamos perder (Maurinho, Reinaldo), mas vieram reforços (hoje chegou mais um atacante: Laércio) e não vejo este time atual inferior àquele que foi tão bem na fase inicial do Catarinense.

Sejamos honestos: não dá pra imaginar que o Sesi estará lotado no próximo domingo, contra o Pelotas. Mas nada que bons resultados não traga o torcedor de volta. Ele, aqui, no centro do país ou em qualquer outro lugar do mundo, vem ou não vem conforme os resultados. Sempre foi assim. Há sempre aquela parcela de fieis, mas há outra margem que também sempre oscila. E esta parte, hoje, está descrente.

SALÁRIOS

Surgiu neste final de semana a informação de que parte dos salários dos jogadores está atrasada.

Sabemos que uma leva de sócios se desinteressou a partir do momento que o Metrô foi eliminado no Catarinense. Quantos guerreiros mantiveram suas mensalidades em dia em abril, maio, junho, mesmo sem jogos?

Some isso à perda do principal patrocinador (Hering) e a falta de calendários por 100 dias, e não fica difícil concluir que a notícia do salário, muito longe de justificar, não surpreende a ninguém. Até porque as despesas não param.

Ainda que se sugira alguma associação, a informação de que parte dos salários está atrasada, a meu ver, não tem qualquer relação com os últimos dois resultados. A situação deve estar normalizada na quinta-feira, mantendo a tradição do clube de nunca dar calote em ninguém.

DOMINGO

Estou ansioso por domingo. Ansioso para ver o Metropolitano reencontrar a confiança e iniciar de vez a caminhada à Série C 2015. Este acesso é vital para o crescimento e evolução do clube. Toda semana pós-derrota é loooonga demaaaaais...

domingo, 10 de agosto de 2014

QUARTA RODADA

O Metropolitano não podia ter perdido esse jogo... Mas perdeu. E já que perdeu, precisa reagir. Reagir mesmo, de verdade, jogando futebol pra isso. Sim, futebol. Porque mais preocupante do que ter sido derrotado pela primeira vez jogando em São Paulo, foi o pobre futebol apresentado, principalmente no primeiro tempo. No segundo o time se acertou um pouco, mas daí já estava precisando correr atrás do prejuízo e até por isso mesmo levou o segundo gol.


No próximo domingo a rodada marca Londrina x Penapolense e o Metropolitano recebendo o Pelotas no Sesi. Na sequência, outro jogo no Sesi, aí contra o Penapolense. Ou seja, dois jogos seguidos em Blumenau em que temos que fazer 6 pontos.

Matematicamente o quadro não é preocupante. Dá pra tirar perfeitamente a diferença - até porque há o confronto direto com o Penapolense, em Blumenau.

Mas, reitero: é preciso jogar bola. Acredito que esse time tem mais futebol pra mostrar do aquilo que vimos ontem.

Nas duas últimas rodadas enfrentaremos Londrina em Blumenau e Boavista, em Saquarema. O Londrina certamente já classificado e o Boavista possivelmente já eliminado. Encarar dois adversários sem muitas ambições sempre pode ser interessante. A parada é chegarmos vivos nesta reta final, para decidi-la a nosso favor.

#VamoVamoMetrô

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O ADVERSÁRIO

Natural de Penápolis, Sabrina Sato é
a torcedora mais ilustre do Penapolense.
CAP, Pantera da Noroeste, Tricolor, Capeano... os apelidos são vários.

Meio-xará do Metropolitano, o Clube Atlético Penapolense guarda outra coisa em comum conosco: terminou o seu campeonato estadual em 2014 na quarta colocação.

Nesta Série D somou 2 pontos nos 2 jogos que fez: empate em Pelotas e empate em casa diante do Boavista.

Na escalação do Metrô, as principais dúvidas estão nas laterais.

Se Marcelo Cordeiro estrear, Ari deve jogar na direita. Se não estrear, Ari deve seguir na esquerda com Carlos Alberto na vaga de Alessandro. Aí neste caso, provavelmente Everton Cezar reestreia no meio de campo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

E SE...

Desde meados dos anos 1980, quando a FIFA autorizou os clubes a incluírem marcas publicitárias de patrocinadores em seus uniformes, o visual do futebol mudou um pouco. Um pouco não, bastante. Nos dias de hoje, mais do que anunciar uma nova camisa, a expectativa se volta para quem estará expondo sua logomarca por lá.

Eu, confesso, lamento. Assim como é bonito ver as seleções ainda desfilando seus uniformes "limpos", e até por isso mesmo deixando competições como uma Copa do Mundo tão charmosas, há casos de clubes que extrapolam. Sei que é necessário e tal, mas camisa de time com 5, 6, 7, até 10 anúncios vira apelação.

Nascido em 2002, o Metropolitano pegou esse tempo em que a propaganda na camisa é necessária - ainda mais para o tamanho do clube, que precisa dessa receita.

Para fins de curiosidade, seguem abaixo os dois modelos atuais de camisas do Metropolitano caso não fosse necessária a inclusão de patrocinadores. Muito mais clean, concordam?




PARA FICAR À VONTADE

Se por um lado não só o Metropolitano, mas o futebol de Blumenau historicamente carrega uma "zica" de nunca ter vencido uma partida oficial no Paraná (nem o extinto BEC), por outro (aí sim só o Metrô) traz um retrospecto positivo quando atua em São Paulo: em 4 jogos, nenhuma derrota. Foram 2 vitórias e 2 empates que trouxemos do Estado mais rico e populoso do Brasil.

Em 2012, empatamos com o Mirassol ainda na 1a Fase e vencemos o Mogi Mirim por 1-0, pelas oitavas. Ano passado, derrotamos o Botafogo na abertura da Série D e ficamos no 0-0 com o Santo André nas oitavas.

Desnecessário dizer que eu prefiro ver o Metrô trazendo 3 pontos de Penápolis neste sábado, mas não vou considerar o empate um resultado ruim. Agora, temos um lateral-esquerdo de ofício na função. Com Alessandro virando desfalque, Ari pode atuar no seu lugar - a direita. O time ganha mais equilíbrio.

Nossos próximos 4 jogos serão contra Penapolense e Pelotas, duas vezes cada. É contra dois adversários que o Metropolitano pode deixar a classificação encaminhada.

CAMISA

Estive ontem na Estação Metrô adquirindo a nova camisa do clube. Os pequenos detalhes em vermelho nas mangas e na gola até são admissíveis, por serem meramente detalhes (para quem ainda não sabe, a cor é uma alusão à bandeira blumenauense).

Mas o vermelhão na parte frontal na altura do peito, detestei. Eu sei que ela reproduz o detalhe no escudo, mas é para ser um detalhe e não ganhar aquele destaque todo. Enfim, a camisa é do meu clube do coração e sempre vou comprar.

O Figueirense, como se sabe, é alvinegro. Na bandeira oficial, no hino, nos uniformes etc, isso fica muito claro. Porém, desde a década de 1970 o clube, esporadicamente, inclui pequenos detalhes em verde (referência à figueira, inclusive no escudo) na camisa ou demais produtos oficiais. Repito: detalhes. O Figueirense nunca pretendeu ser tricolor. Pequenos detalhes verdes não lhe tiram a condição de alvinegro.

Se o Metropolitano fosse coerente dentro deste mesmo critério, utilizando o vermelho meramente como pequenos detalhes, não acharia ruim. O vermelho ali é de Blumenau e sempre teve nos escudos do clube. Logo, há um porquê. O problema é quando ele ganha destaque demais, como ficou nesta camisa nova.

Enfim, o material é muito bom e a camisa é confortável. Só achei que o acabamento do escudo poderia ter ficado melhor. Ele, em si, até está ok. Mas a inscrição "Metropolitano" dentro dele, bordada, não ficou tudo aquilo.

As listras horizontais mesclando tons diferentes de verde ficaram show e a inscrição nas costas do primeiro verso do hino ficou campeã. Eu teria preferido colocar "Vou com ele até o fim", mas é apenas uma questão de preferência por ser um verso do refrão.

A Estação Metrô estará vendendo até amanhã (sexta) esta camisa nova com o preço da anterior: R$ 99,90 para sócios e R$ 114,90 para não sócios. Depois, ela ganha um reajuste aproximado de R$ 20,00 - até porque este modelo tem um preço de custo mais caro para o próprio clube.


Verso do hino no verso da camisa

Verde com verde: show

Selo da Super Bolla

Detalhes vermelhos nas mangas e gola

Vermelho demais ao redor do escudo

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MUDANÇA NA FOTOGRAFIA

Dois jogos na Série D, com uma vitória e uma derrota. Mesmo tendo folgado na última rodada, o Metropolitano se manteve nas duas primeiras posições.


"Muito bem! Está tudo beleza, então! Estamos no caminho certo! Não precisa mudar nada!"

Foto: Sidnei Batista
Não é bem assim. Apesar da única derrota ter vindo em decorrência de um erro de arbitragem, a diretoria do clube não mediu esforços e trouxe mais três reforços. Mais dois podem estar a caminho, mudando a fotografia do time que iniciou a competição há 20 dias. Chegaram neste final de semana o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro e os volantes Hiroshi e Everton Cezar.

Marcelo Cordeiro (foto ao lado) foi revelado no Vasco e estava no Sport, onde era reserva, se sagrando campeão pernambucano neste ano. Tem passagens como por outros clubes de Série A, como Internacional, Vitória e Botafogo. É lateral-esquerdo nato. Um contratação pontual que deve refletir positivamente na estrutura da equipe titular. No Brasileiro de 2008, atuando pelo Vitória, marcou um gol de bicicleta contra o Grêmio - clique aqui para ver o gol, a partir dos 5 minutos e 10 segundos).

Hiroshi, ainda garoto com o ídolo Juan, foi
dispensado do Flamengo aos 16 anos por ser
"baixinho" (tinha 1,67m) - hoje tem 1,81.
Hiroshi disputou o Carioca 2014 pelo Resende, onde era titular. Ainda em março se transferiu para o Figueirense. Fez parte do grupo que levantou o título estadual contra o Joinville. Em 2009, já jogando pelo Resende, marcou um dos gols que eliminou o Flamengo (clube que o revelou) da Taça Guanabara (clique aqui para ver o golaço de Hiroshi a partir de 1 minuto e 53 segundos).

Everton Cezar dispensa apresentações. Veio para o Metrô ano passado e fez 35 jogos pelo clube, dentre Série D, Copa SC e Campeonato Catarinense. Na primeira metade do Estadual, era o melhor jogador do Metropolitano.

Resta saber agora se virão estes outros dois nomes, cujas especulações apontam para um meia e um meia-atacante. Fato é que o Metrô realmente precisa de alguém para suprir a ausência de Aldair, que ficará 60 dias parado.

Diretoria trabalhando pra acertar não só o time como o elenco.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

APITO INICIAL

Em pé: Marquinhos, Paulo, Fabiano, Márcio, Canhoto
Luizinho e Zeca. Agachados: Coral (preparador de
goleiros), Carioca, Polegar, Vando e Ilson.
Há exatamente 12 anos o Metropolitano entrava no gramado do Sesi para disputar seu primeiro jogo oficial.

Eu estava lá na arquibancada, sem saber ao certo no que viria se tornar este clube.

De lá pra cá muitas coisas aconteceram. Em especial, fiz boas e grandes amizades e aprendi que nada, absolutamente nada dentro do futebol é melhor do que uma vitória do Metropolitano.

O clube nasceu de verdade ali, naquele 4 de agosto de 2002. Não copiou o nome de ninguém, não copiou o uniforme de ninguém e nem tomou pra si o que é dos outros.

Hoje, 373 jogos oficiais e 550 gols marcados depois, continuamos juntos. Até o fim.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TÚNEL DO TEMPO - 1º DE AGOSTO

Há exatamente quatro anos o Metropolitano fazia seu terceiro jogo pela Série D. Depois de vencer Marcílio Dias e Iraty, a vítima da vez foi o Pelotas. Abaixo, a ficha do jogo. E aqui o gol da vitória.

Foto: Silvio Kohler
Jogo Oficial 241
METROPOLITANO 1-0 PELOTAS-RS
Data: 01.08.2010 (domingo)
Local: Sesi, Blumenau/SC
Competição: Campeonato Brasileiro 2010 - Série D
Treinador: Mauro Ovelha
Metropolitano: João Paulo; Neto, Thiago Couto e Amaral Rosa; Nequinha, Fabinho, Marcos Alexandre, Mário André (Edimar) e Pereira; Gilberto (João Paulino) e Gavião (Leandrinho).
Gol: Marcos Alexandre

quinta-feira, 31 de julho de 2014

NOVOS NOMES

EFEITOS COLATERAIS

O Metropolitano continua colhendo os maus frutos do jogo de domingo passado, em Londrina. Não bastasse ter tido as expulsões do treinador Abel Ribeiro, do lateral Juninho e do gol sofrido irregularmente, foi confirmada ontem a notícia de que o meia-atacante Aldair irá parar por 60 dias. Bastaram 2 minutos dele em campo - entrou no lugar de Lauro César - para sofrer uma entrada violenta de um dos jogadores adversários. Como todas as substituições já haviam sido feitas, Aldair continuou no gramado apenas "fazendo número" pelo restante da partida. A arbitragem nada marcou no lance. Nem falta, nem cartão, nada. Tudo certo e lindo.

DIRETORIA TRABALHANDO

Por estas e outras, o departamento de futebol do clube está no mercado procurando reforços. Quais, para onde, não sei. Eu, pessoalmente, iria urgente atrás de um lateral-esquerdo e de um meia-atacante. O meia, por razões óbvias, já que quebraram o Aldair. O lateral, pois não temos um, de ofício, desde a saída do Allan ano passado. Pra mim, o Ari é reserva do Alessandro na direita. Usar insistentemente o Ari na esquerda acaba queimando até mesmo o jogador.

Sim, eu sei que dizem que ele foi revelado no Vasco na esquerda, mas ele é destro e esse detalhe é importantíssimo. O Júnior, ex-lateral da Seleção, campeão brasileiro e da Libertadores com o Flamengo, era um caso destes: destro, atuava na lateral-esquerda. Mas o Ari não é o Júnior. Na esquerda, o Ari pode ser útil numa situação esporádica, de improviso. Foi muito decisivo lá em Ibirama, quando vencemos por 1-0 no Catarinense. Mas era o Atlético de Ibirama, que quase foi rebaixado. Nós estamos na Série D querendo subir pra C. É diferente, se é que me entendem.

Vanderson foi bem na lateral-esquerda
do Metropolitano em 2005.
MALDIÇÃO?

Já sofremos bastante com a lateral-esquerda do Metropolitano. Muito mais do que com a direita. Casos de improvisações, não faltam. Além do Ari, Alex Albert, Paulinho, Fábio Fidélis, Xipote, até mesmo o Alexandre Carvalho (zagueiro), ano passado lá em Caxias do Sul, pois o Allan foi expulso aqui no Sesi, lembram? O próprio Geovani, no atual elenco, atuou na lateral-esquerda em 2006 (até que foi bem). É maldição? Nada. É a falta de contratar alguém do ramo.

Já que perguntar não ofende, por onde anda o Rafinha, com passagens boas aqui em 2011 e 2013? É o lateral que mais marcou gols pelo Metropolitano (9) e tem uma excelente bola parada - quem cobra as faltas de longa distância para nós, hoje?

REGISTRO

Essa foto aí do Vanderson foi tirada no primeiro jogo do Metropolitano pela 1a Divisão do Catarinense, dia 23 de janeiro de 2005. Reparem nos detalhes em vermelho na camisa. O então presidente Billy ficou maluco com isso. Mas, como o fabricante enviou o material em cima da hora, não teve como o Metrô entrar em campo de outro jeito. Na segunda partida, domingo seguinte no Sesi, o uniforme já estava nos conformes.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ESCOLA

O auxiliar que corria à frente das cabinas de imprensa do estádio do Café, ontem em Londrina, deve ter se formado em arbitragem na mesma escola que o Carlos Berkenbrock. Reparem no impedimento do atacante do Londrina, justamente no lance em que foi assinalado o pênalti que decretou a derrota do Metropolitano - no vídeo, a partir dos 15 segundos - clique aqui.

Olha lá a perninha branca do atacante na banheira...

LONDRINA 1-0 METROPOLITANO

Pois então... A tarde já não começou muito bem com a falha técnica que impossibilitou os sócios de assistirem o jogo pela internet, conforme anunciado. O Metropolitano, corretamente, emitiu nota oficial em seu site explicando o ocorrido (leia aqui).

A escalação titular trouxe Alessandro, que era dúvida. Time 100% àquele que começou o jogo aqui, contra o Boavista. Ótimo manter a mesma equipe. Ganha conjunto. Primeiro tempo ficou no zero, com Dida fazendo boas defesas.

Segunda etapa rolando, outras boas intervenções do Dida, e eis que Alessandro precisa sair - certamente descontado pela lesão que quase lhe tirou do jogo. O que Abel Ribeiro poderia fazer: colocar Juninho na lateral-esquerda e deslocar Ari para a direita ou colocar Cícero no meio e trazer Carlos Alberto para a vaga de Alessandro. Abel, assim como eu faria, optou pela primeira opção.

Juninho entrou aos 9', levou o primeiro amarelo aos 12'
e foi expulso aos 16' (Foto: Ricardo Chicarelli)
Se o Ari é lateral e destro, e eu tenho no banco um lateral-esquerdo de origem, pra que improvisar um volante na lateral-direta e deixar o Ari, destro, lá na esquerda? Então, que demos oportunidade pro garoto Juninho que, para muitos, já deveria até mesmo ser titular na vaga do Ari.

Aí o Juninho entra e em 5 minutos leva dois amarelos, deixando o Metrô com um a menos em campo. Três minutos após sua expulsão, pênalti e gol do Londrina.

Jogando metade do segundo tempo em desvantagem numérica, o 1-0 acabou não sendo tão ruim. Segue a zica de não vencermos nunca jogando no Paraná.

No próximo final de semana rola a terceira rodada e o Metropolitano folga. Retornamos a campo na quarta rodada, novamente fora de casa, diante da Penapolense-SP. Ao menos, tempo pro Alessandro tratar da lesão.

Próxima rodada marca: Penapolense x Boavista - Pelotas x Londrina

Nossos próximos 4 jogos serão contra Penapolense-SP e Pelotas-RS. Ou seja, podemos encaminhar a vaga contra apenas dois adversários.

Acho que se for possível a diretoria trazer um lateral-esquerdo de ofício, que traga. É uma deficiência que já vem desde o ano passado, depois da saída do Rafinha. Aliás, é quase histórico o negócio. Cabem nos dedos de uma mão os bons laterais pelo lado esquerdo que tivemos até hoje.

E quanto ao Juninho, sem queimar o garoto. Levanta a cabeça e que o episódio sirva de aprendizado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

TABU

Lá vai o Metropolitano jogar oficialmente no Paraná pela oitava vez em sua história. Nunca voltamos de lá com uma vitória. Nenhumazinha por 1-0, sequer. Nas duas primeiras vezes, ao menos não perdemos. Mas nas cinco seguintes, só derrotas.

O adversário é conhecido do ano passado. E perdemos duas vezes pra eles. O Londrina, inclusive, se sagrou campeão paranaense em 2014. Encrenca da grossa pela frente.

Mas o Metropolitano não pode ir pra lá amedrontado. Se por um lado é verdade que todo este retrospecto não entrará em campo no domingo, por outro pode servir de motivação.

Ano passado mesmo, por muito pouco não vencemos lá. O jogo seguia num teimoso 0-0 quando Uéderson perdeu uma grande chance de gol a nosso favor, já no final da partida. Como muitas vezes ocorre no futebol, "quem não faz, leva". Instantes depois, já nos acréscimos, sofremos o gol da derrota.

Depois deste jogo contra o Londrina, folgamos. Na sequência, outro jogo fora de casa, contra o Penapolense. Por isso, crucial adotar uma postura serena e consciente do que precisa nestas duas partidas. Não podemos deixar as duas primeiras posições do Grupo sair da mira.