quarta-feira, 29 de julho de 2015

CARRETEIRO DOS SÓCIOS TORCEDORES

Vice Vadinho e presidente Ivan (foto: Sidnei Batista)
Estive ontem à noite em mais um encontro entre sócios promovido pelo Metropolitano.

O clube, agindo corretamente, costuma fazer essa aproximação com o torcedor e nunca me furto de ir, a menos que realmente não possa.

Já há 3 meses sem jogos oficiais em Blumenau, são oportunidades como essa que nos permitem reencontrar aqueles que são como nós, pessoas da nossa comunidade e que se importam com o Clube Atlético Metropolitano.

Temos os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, mas remamos juntos pro mesmo lado querendo chegar no mesmo lugar.

Um ambiente positivo com gente com energia positiva porque cheio de cabeças que pensam e se movem para frente.

Além da presença natural de integrantes da diretoria e patrocinadores, pudemos encontrar e conversar pessoalmente com o treinador Pingo, o auxiliar Bandoch, o preparador de goleiros Austrália, além dos atletas Alexandre Carvalho, Altino, Ariel, Eurico, Mazinho e Rafael Córdova.

Um evento que serviu para mostrar que o Metropolitano lembra daqueles que não se esquecem do Metropolitano.

Primeiro site oficial lançado em 2003
(foto: Daniel Gonçalves)
"BOLA EM JOGO FORA DE CAMPO"

A ocasião era diferente e tinha outro propósito. Mas a noite de ontem me fez lembrar o primeiro encontro entre torcedores que o clube promoveu, lá em 2003. Foi denominado "Bola em Jogo Fora de Campo".

A ideia era apresentar elenco, comissão técnica, uniformes e o primeiro site oficial do Metropolitano, além de homenagear os fundadores.

Foi no dia 6 de agosto, na Associação da Artex. Fundadores também foram homenageados.

(foto: Sidnei Batista)
SÉRIE D

E pra falar de futebol, ontem toda a equipe voltou ao trabalho visando o jogo contra o São Caetano, segunda-feira, dia 3 de agosto.

Sim, segunda-feira pois o confronto será novamente no Orlando Scarpelli e o Figueirense joga lá no domingo à tarde, contra a Ponte Preta, pela Série A.

O adversário, nas palavras do Pingo (foto) que já o viu em ação, é perigosíssimo.

Mas a lógica é que o Metropolitano esteja mais equilibrado nessa partida, com o time já mais encaixado, com ritmo e já adaptado com gramado, estádio vazio etc.

#VamosSubirMetrô

segunda-feira, 27 de julho de 2015

MOMENTO IMPORTANTE

A preparação de um time para alcançar seus objetivos envolve inúmeros fatores. Desde a montagem do elenco, passando pelo trabalho nos treinamentos e alcançando até mesmo o estudo dos adversários.

Por agora, considere apenas este último item a que me referi.

Times de Série A, B de Brasileiro têm seus jogos a todo instante na tv. Muitos atletas já são conhecidos e tudo isso facilita o acompanhamento do modo como atuam, desenvolvem suas estratégias e etc.

Dentro da nossa realidade, Série D, é bem diferente. Coletar informações dos adversários não é tão simples, ainda que o mundo inteiro tenha diminuído de tamanho por conta da internet.

São Caetano, Foz do Iguaçu, São Caetano,
Foz do Iguaçu, São Caetano, Foz do Iguaçu...
Cheguei até aqui para destacar o quão importante é o momento que o Metropolitano passará a viver nas próximas quatro partidas. Eis a lista:

03.08 - São Caetano (em casa)
09.08 - Foz do Iguaçu (fora)
16.08 - São Caetano (fora)
23.08 - Foz do Iguaçu (em casa)

Perceberam?

As próximas quatro rodadas serão diante de apenas dois adversários.

Estaremos entrando no meio da tabela de jogos desta primeira fase. Depois dessa sequência aí, só terão mais duas partidas. É um momento crucial que pode, por si só, definir a classificação.

Se saindo mal nestas quatro partidas, é possível que o Metropolitano precise de sacrifícios e combinações de resultados na reta final. Indo bem, provavelmente sai com um lugar nas oitavas encaminhado.

Agora, nesta etapa da competição, entra aquilo que falei do estudo dos adversários. Agora, podemos esquecer por um mês que Volta Redonda e Lajeadense existem.

Toda a concentração da comissão técnica, jogadores e observadores deve estar voltada apenas para São Caetano e Foz do Iguaçu. Acordar São Caetano e Foz do Iguaçu. Almoçar São Caetano e Foz do Iguaçu. Ir dormir São Caetano e Foz do Iguaçu...

A coisa, por agora, vira triangular. Nós e São Caetano e Foz do Iguaçu...

VITÓRIA DO BANCO

Ganhar de virada é melhor ainda, diz um ditado futebolístico. Domingo em Florianópolis não foi diferente. Mas foi melhor do que melhor ainda.

O time mostrou reação. Encontrou forças dentro de si, dentro do vestiário, vindas do treinador e, sobretudo, do banco de reservas.

Joílson e a experiência a favor do Metrô
(Foto: Sidnei Batista)
Ariel, Joílson e Tiaguinho entraram no segundo tempo e Ariel, Joílson e Tiaguinho foram fundamentais para a virada - claro, com a também decisiva participação de Mazinho, autor do segundo gol.

Esses detalhes definem vitórias, classificações, acessos, títulos...

Você sabe, como eu, que pesou pro Metropolitano ficar sem a dupla de zaga titular (Thiago Couto e Elton) e sem Bruno Rangel naquelas oitavas-de-finais contra o Mogi Mirim, em 2012.

Você lembra, como eu, que ficar sem Maurinho 100% e sem o David contra o Juventude, enfraqueceu o Metropolitano em dois pontos de força do time em 2013.

E você sabe como fomos prejudicados ano passado por termos (de novo) perdido a dupla de zaga titular (Júnior Fell e Elton) e Alessandro no confronto contra o Tombense.

Esses pequenos detalhezinhos acontecem. E decidem. E aconteceu três vezes contra nós.

Então, vamos aproveitar que neste momento o elenco está inteiro à disposição e deixar a classificação bem encaminhada após estas quatro partidas.

Sabendo que nos dias de hoje, continuam sendo 11 os jogadores que começam entrando em campo.

Mas que aquele time que vai chegar mais longe do que todos, será feito por mais do que 11 jogadores.

#VamosSubirMetrô

domingo, 26 de julho de 2015

METROPOLITANO 2-1 VOLTA REDONDA: UMA VOLTA NA CRISE

Hoje eu começar pela metade. Sim. Pelo meio.

Por que foi no meio da partida de hoje que o Metropolitano começou a tomar as atitudes e as providências que o levaram à primeira vitória nesta Série D.

Passei a tarde ouvindo o pessoal da Rádio Nereu Ramos. O repórter Marciano Régis dizia que ali de fora do vestiário, onde estava no intervalo, era possível ouvir a forte cobrança do Pingo perante os jogadores, por um segundo tempo com mais brio e atitude.

Pudera... Mesmo tendo criado (e desperdiçado) três excelentes oportunidades de gol ainda na primeira etapa, o Metropolitano estava sendo derrotado naquele momento por 0-1.

Resultado tenebroso.

O Volta Redonda dispararia para 9 pontos, e nós lá no fundo com zero.

Então foi ali, naquele descanso entre os dois períodos de 45 minutos, que o Pingo recolocou em campo um Metropolitano com nova postura. E uma alteração: Ariel no lugar de Giso.

Ariel entrou, deu nova movimentação ofensiva e fez o gol de empate.

Isso pode ter dado fortes argumentos para que Pingo se convencesse que ele é quem deve ser o titular ao lado de Lima. Como havia feito no Catarinense. Lá também iniciou a competição na reserva de Negueba. Aos poucos virou titular.

No Catarinense desse ano Ariel marcou na Ressacada
Como já tinha feito um na vitória de 2-1 sobre o Avaí na Ressacada (foto), este gol de Ariel hoje, por sinal, fez dele o terceiro jogador da história do Metropolitano a marcar, num mesmo ano, gols nos dois estádios de Florianópolis.

Antes dele, apenas Aldrovani (em 2008) e Rafael Costa (em 2013) tinham alcançado tal "façanha".

Bom, e aí na sequência de jogo, duas outras alterações do Pingo contribuíram para vir a vitória: a entrada de Tiaguinho e, principalmente, a de Joílson.

O experiente Joílson foi um dos principais artífices da eliminação do Metropolitano no ano passado, lá em Tombos/MG, onde era mentor do meio de campo do Tombense. Agora está do nosso lado.

E coube a Mazinho, outro ex-Tombense, decretar a virada e nossos primeiros 3 pontos na tabela.

Um gosto de vitória que fazia tempo que a torcida não sentia.


Voltamos pro campeonato. São Caetano e Volta Redonda têm 3 pontos a mais, mas também um jogo a mais.

Nosso próximo confronto é diante do São Caetano, novamente no Orlando Scarpelli. Outro jogo duro, diante de um adversário que claramente se lança como candidato a classificar.

Meteorologia promete semana inteira de tempo firme, seco.

Estádio Orlando Scarpelli
Com o elenco (quase) todo à disposição (apenas Renato Silva será reavaliado), é uma boa oportunidade para Pingo aparar as arestas e azeitar o time.

Queria convocar o torcedor para se organizar e ir nesse jogo, dar sua força. Mas é outra partida em que o Metropolitano fará sozinho "em casa".

Mas estamos de lá de alguma forma.

As arquibancadas verdes não negam.

#VamosSubirMetrô

sexta-feira, 24 de julho de 2015

RETROSPECTO: METRÔ X TODOS

Fazer o levantamento do retrospecto do Metropolitano contra clubes fluminenses não ficaria muito legal. As únicas duas vezes que enfrentamos um adversário do Estado do Rio de Janeiro foi no ano passado, ambas contra o Boavista.

Duas vitórias do Metropolitano, 9 gols marcados e 2 sofridos. Ponto.

Então, resolvi fazer um apanhado e colocar aqui como é o retrospecto geral do Metrô contra clubes de fora de Santa Catarina:



Gaúchos, paranaenses, paulistas, fluminense e mineiro. Todos os 19 adversários "nacionais" que o Metropolitano já enfrentou oficialmente estão aí.

Como apontam as barrinhas coloridas acima, foram 16 vitórias do Metrô, 15 empates e 20 derrotas. Nos gols marcados e sofridos, empate: 63 x 63.

Alessandro (2013-2014) - Jonatas (2011) - Lauro César (2014)
Por falar em gols, apesar de Rafael Costa ser o maior goleador da história do clube, contra os adversários não-catarinenses a artilharia fica empatada nas mãos, ou melhor, nos pés de três jogadores:

Alessandro, Jonatas e Lauro César.

Cada um deles marcou 5 gols, deixando Rafael Costa e Tozin para trás com quatro.

Ainda nessa Série D teremos 3 adversários inéditos: São Caetano-SP, Foz do Iguaçu-PR e o Volta Redonda-RJ, justamente o do próximo domingo.

#VamosSubirMetrô

quinta-feira, 23 de julho de 2015

DUPLA AFINADA

Top 5 dos zagueiros que mais
atuaram pelo Metropolitano.
Ao que tudo indica, Renato Silva deve mesmo ficar de fora do jogo de domingo contra o Volta Redonda. Já havia deixado o gramado ainda no primeiro tempo diante do Lajeadense.

Assim, a provável zaga titular deve ser formada por dois caras que já se conhecem de Metropolitano desde 2013.

Nenhum zagueiro atuou mais pelo Metropolitano em sua história do que Elton. São 92 jogos, sendo 91 deles como titular. Aliás, Elton pode ser o terceiro atleta a alcançar 100 jogos oficiais pelo clube ainda nessa Série D.

Desde quando chegou ao clube em 2011, por indicação de Lio Evaristo que o conhecia do futebol paranaense, Elton trabalhou com vários treinadores no Metropolitano.

Algumas vezes, num esquema de três zagueiros. Mas na maioria, formando dupla de zaga ao lado de alguém.

Dessa forma, teve vários parceiros: Léo, Marcus Vinícius, Thiago Couto, Ribamar, Júnior Fell, Neris... Mas com nenhum outro Elton compôs mais vezes dupla de zaga titular como Alexandre Carvalho.

Elton e Alexandre Carvalho não precisam ser
apresentados um ao outro. (Foto: Sidnei Batista)
Alexandre chegou ao Metropolitano em 2013. Saiu em 2014, voltou em 2014, saiu de novo e voltou em 2015. Nestas passagens sempre cumpriu dentro do elenco uma função mais de "primeiro reserva" dos zagueiros titulares do que titular efetivo.

Foram 17 jogos (6 vitórias, 8 derrotas, 3 empates) com a dupla entrando como titular.

Inclusive, a última vez que o Metrô venceu um jogo oficial foi com Alexandre Carvalho e Elton juntos: 2-0 sobre o Criciúma no Sesi, estreia do uniforme novo, no Catarinense deste ano.

Aliás, faz tempo hein? São 9 jogos oficiais do Metropolitano sem vitória. Nesse aspecto, Pingo não pode reclamar de falta de paciência.

Com a dupla que se conhece faz tempo, com a proteção do estreante Eurico à frente da zaga, e com a segurança que o goleiro Rafael Córdova vem demonstrando, quero acreditar que o Metrô se fortaleça mais defensivamente do que em Lajeado.

E que isso contribua para vir a primeira vitória na Série D, justamente contra o líder do nosso Grupo até agora.

#VamosSubirMetrô

quarta-feira, 22 de julho de 2015

ESTUDO: PÚBLICO PAGANTE CATARINENSE X SÉRIE D

Um dos temas que mais gera debates dentro do futebol é o público presente aos jogos. Os dados até início da década de 1980 são bastante escassos. A prioridade era informar as rendas. A partir dali, anos 1980, as informações são superficiais. Mesmo assim, tudo que se refere àquele tempo não pode ser comparado nua e cruamente com os dias de hoje.

O futebol, como produto naquela época, era muito diferente. Se você quisesse assistir a um jogo teria que ir ao estádio, salvo raras situações em que alguma decisão era transmitida num domingo à tarde na televisão.

Subliminarmente, PFC significa:
Pessoal, Fiquem em Casa
Canal por assinatura, PFC com todos os 760 jogos do Brasileirão Séries A e B, mais Estaduais, campeonatos inglês, espanhol, italiano, alemão, argentino, Libertadores, Sulamericana, Copa do Brasil... ufa! Isso, naquela época? HAHAHAHAHA!
Inimaginável.

Hoje o fã de futebol é soterrado por jogos e mais jogos, imagem digital, HD, tv interativa, 30 câmeras e tantas tecnologias que mal sabemos pra que servem. E tudo isso, claro, no conforto do lar, na casa de um amigo ou num barzinho. Petiscos diversos, cervejinha, ar condicionado e o carro sem sair da garagem.

Enfim, hoje o cidadão é muito mais induzido e convidado a ficar no conforto do que se dar ao trabalho em ter que ir a um estádio se incomodar com estacionamento, filas, sem cerveja e com trânsito na volta pra casa.

Arrisco dizer que podemos dividir os clubes hoje em dois grupos: os que têm torcida fidelizada e os outros.

"O que seria torcida fidelizada, Rafael?"

Seriam aqueles que têm torcedores fixos. Exemplos? Os grandes clubes brasileiros. O cara lá do Rio de Janeiro que torce pro Flamengo não vai ficar em casa em dia de jogo do time dele pra ver outro jogo de outro time na tv. O que tira o cara do estádio pra deixar ele em casa é o tal do PFC que leva o jogo para a casa dele, ainda que a partida seja na mesma cidade. Como o clube em questão fatura com a assinatura desses pacotes, no final dá tudo na mesma.

Os outros são aqueles que têm "mistos" na torcida. Exemplo? O Metropolitano. Torcedores que deixam os "grandes" times deles na tv de lado para irem ao Sesi são poucos. Para estes clubes, com esta realidade, que são a esmagadora maioria do país, essa enxurrada de jogos na tv a todo instante é muito prejudicial.

"Então o Metropolitano está condenado ao eterno prejuízo porque não tem torcida fidelizada, Rafael?"

Público pagante aumentar conforme
a divisão não é milagre. É lógica.
Se passar a vida inteira na Série D, sim. Se começar a subir, não.

Vejam o caso da Chapecoense.

Todo mundo sabe que há uma década atrás, o torcedor de Chapecó trocava o estádio (que na época não era Arena) Índio Condá para ficar em casa torcendo (ou secando) pelo Grêmio/Inter contra os Veranópolis da vida no Gauchão.

Foi a Chapecoense subir para a Série C, para a Série B e o cenário foi se alterando. A Chapecoense passou a criar uma geração de torcedores fidelizados. A mudança é gradativa, pautada no crescimento do clube.

Falei tudo isso para reiterar algo que sempre escrevi aqui - quem me acompanha há mais tempo sabe: para o Metropolitano é muito, mas muito, mas muito mesmo mais importante subir para a Série C do que ser campeão catarinense - embora, pro torcedor aqui do Estado em geral, não só do Metropolitano, o Catarinense seja mais atrativo do que a Série D.

Veja abaixo um comparativo das médias de público pagante do Metropolitano no Catarinense x Série D.


Com exceção de 2010, quando a Série D era uma novidade na vida do clube (primeira participação), as médias no Catarinense nunca foram inferiores.

Em 2013 podemos considerar um empate técnico, mas há uma ressalva: ali o Metropolitano ficou na disputa pelo acesso até a fase decisiva. Valia, digamos, o "título". Nos Catarinenses em nenhum ano o Metrô disputou o título. Fosse o caso, as médias (e a diferença em relação à Série d) aumentariam ainda mais.

"Ah, Rafael... Mas esse negócio do torcedor ir menos durante a Série D é coisa de blumenauense, que não gosta de futebol!"

Não é, não.

Veja ao lado os casos de catarinenses que disputaram a Série D no mesmo ano que disputaram o Estadual. Em todos eles, a média de público na Série D ficou abaixo.

O Inter de Lages estava há 50 anos sem participar de uma competição nacional. Na estreia em casa, agora na Série D 2015, 1.280 pagantes. Cerca de 1.000 a menos do que a sua média no Catarinense.

O torcedor de qualquer lugar de Santa Catarina subestima a Série D.

Se o Metrô subir pra Série C, aumenta a visibilidade, o calendário fica mais racional, abrem perspectivas de patrocínios mais sólidos, o torcedor ganha motivação e a tendência natural e lógica é CRESCER.

Como o clube cresceu quando saiu das divisões inferiores do Catarinense e se manteve na elite.

A média do Metrô na D de 2015 será baixa, até porque temos dois jogos com portões fechados. Mas nada escapará do normal.

Nessa hora, ninguém pode fazer mais pelo clube do que o time em campo. Só eles, os jogadores, podem elevar o patamar do Metropolitano.

#VamosSubirMetrô

terça-feira, 21 de julho de 2015

DOIS TIMES, UM SÓ METROPOLITANO

Há coisas que são um pouco complicadas de entender. A atuação do Metropolitano no domingo em Lajeado, é uma delas.

Estamos na nossa sexta participação consecutiva de Série D. Nenhum outro clube tem essa frequência.

Já jogamos no Rio Grande do Sul, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais... Já enfrentamos pressão da torcida adversária, como naquela vez em Caxias do Sul em 2013 (7.000 pagantes), como já estivemos em estádios vazios, mesmo como visitantes num momento decisivo, como aquela vitória por 6-0 sobre o Boavista-RJ, ano passado (280 pagantes).

Gramado assim faz parte da Série D. Sempre fez.
(Foto: Sidnei Batista)
O Metropolitano já experimentou diversas situações, que nada, absolutamente nada justifique ser surpreendido por algo que não lhe seja novidade.

Ok, dos 11 titulares em Lajeado, 9 nunca tinham disputado jogo algum de Série D pelo Metrô, mas na sua grande maioria são atletas com experiência.

"Não se adaptar ao campo", "entrar desligado" e "precisar jogar de acordo com o estado do gramado", para fazer referência às palavras do Pingo, não podem ser justificativas de um clube que realmente almeja o acesso.

Estamos no inverno, na região Sul e na Série D. Chuva, frio e gramado enlameado não podem ser fatores que justifiquem um rendimento aquém do exigido. Todos estes elementos que citei fazem parte do pacote. Isso que nem incluí a arbitragem, que cedo ou tarde sempre dá as caras...

O Metropolitano não pode depender de sol, temperatura agradável e tapetes verdes pra subir.

Precisamos ser dois times: um que joga no campo bom e seco e outro no pasto encharcado. Saber jogar o fino e o grosso.

Dito isso, vacilamos sim mas as coisas estão ainda longe estarem perdidas.

Se a atuação e a derrota de domingo serviram de aprendizado, ótimo para o Metropolitano. Ainda há tempo.

Elton e Eurico devem entrar no time. Renato Silva virou dúvida.

Isso também é normal. Um sai, outro entra e por aí vai.

O Metropolitano precisa da sua vivência na Série D, precisa da experiência de seus atletas para passar por cima de tudo que surja na sua frente.

Deve fazer o trabalho bem feito, para que não precise esperar outra Série D, e mais outra Série D, e mais outra...

Vamos esquecer a derrota em Lajeado mas não vamos esquecer porque fomos derrotados. O Orlando Scarpelli será nossa casa em dois jogos consecutivos. E um dos motivos por ter sido escolhido foi justamente a ótima condição do gramado - nível Série A.

A princípio a previsão do tempo para Florianópolis aponta chuva na sexta e um pouco de chance de chuva no sábado. Domingo é tempo seco.

#VamosSubirMetrô

segunda-feira, 20 de julho de 2015

CLIPE

Aqui está um video produzido por mim, no qual são exibidas 120 imagens destes 13 anos de Metropolitano. Começa lá por 2002 e caminha até chegar agora, em 2015.

Deu um certo trabalho coletar e ordenar estas imagens para ficarem numa sequência correta... Mas acho que ficou bacana.



Sempre lembrando que no link "HINO", nestas abas aí acima, há a cifra do Hino do Metropolitano para quem quiser tocar no violão ou outro instrumento musical harmônico.

#VamosSubirMetrô

LAJEADENSE 1-0 METROPOLITANO

Pela primeira vez o Metropolitano não estreia com vitória na Série D. Não há como negar que a derrota decepcionou o torcedor.

Não assisti o jogo, mas o comentário geral é que a derrota foi merecida. O Metrô jogou pouco diante de um adversário que necessitava dar uma resposta depois da goleada sofrida em São Caetano do Sul.

Coincidência ou não, o gol do Lajeadense saiu poucos minutos depois da expulsão de José Lucas. Rafael Córdova foi eleito o melhor do Metrô. Não fosse ele, o placar poderia ter sido pior.

O gramado da Arena Alviazul é ruim, não ajudou o toque de bola característico do nosso time? Pode ser verdade. Mas não pode ser desculpa.

O Metropolitano está disputando o Brasileiro da Série D. É legal treinar toque de bola, tentar praticar um futebol bonito e tal. Mas o time precisa saber jogar em gramados ruins também. Essa é a regra na Série D. Não estamos na Série A, nem na Champions League. O Metrô precisa se adequar à realidade da competição.

A derrota veio e no domingo a reação precisa ser imediata. Aliás, serão dois jogos "em casa" na sequência: Volta Redonda e São Caetano. Na minha opinião, estas são as duas equipes mais candidatas a nos incomodar.

A princípio, Elton e Eurico devem entrar no time titular. O primeiro voltando de lesão, e o segundo livre da suspensão que o tirou do jogo de ontem. Só é necessário ver a condição de Renato Silva, que precisou sair ontem.

Apenas a título de curiosidade, desde a primeira edição da Série D em 2009, nunca um time que subiu pra C havia perdido na estreia. Sempre tem uma primeira vez. Mas pra isso o Metropolitano precisa entrar no campeonato logo. Já estamos na 3a rodada.

#VamosSubirMetrô

domingo, 19 de julho de 2015

É HOJE!


A eternidade de três meses sem jogos oficiais acabou. Hoje começa outra caminhada na Série D. Precisamos subir. Até mesmo para que acabem estas lacunas de meses sem jogos.

O clube precisa de um calendário ininterrupto pra poder crescer. Do contrário, seu desenvolvimento fica engessado.

Sim, estamos maiores e mais organizados do que há 5, 10, 13 anos atrás. Sem dúvida. Mas chegamos no nosso limite.

Não poderemos sonhar ser maiores do que somos, trancafiados na Série D.

Vamos torcer para que o dia de hoje marque o início da campanha do acesso.

#‎VamosSubirMetrô‬

sexta-feira, 17 de julho de 2015

#VamosSubirMetrô


SEM TRAUMAS, VAI EM FRENTE!

No momento em que escrevo estas linhas, o Metropolitano deve estar no meio do caminho rumo a Lajeado. Na lista de relacionados para a partida não aparece o nome do zagueiro e capitão Elton. Lesionado, segue em recuperação e tratamento em Blumenau.

Isso significa que o time titular de domingo será totalmente novo em relação àquele da estreia em 2014. É a primeira vez que isso ocorre desde que o Metrô começou a participar da Série D.

Confira abaixo as escalações titulares do Metropolitano em cada ano (destaque em negrito de quem repetiu a presença no time titular):


Considerando o provável time titular em Lajeado - levando em conta as ideias que o Pingo não faz questão de esconder de ninguém - os 11 titulares não são os mesmos que estrearam em 2014. Aliás, nem o treinador é o mesmo.

Ninguém jogou mais pelo Metrô na Série D do que
ele (29 jogos). Mas Elton está fora da estreia.
Alexandre Carvalho, José Lucas e Altino até estavam no elenco ano passado, mas não eram titulares no início da competição.

Elton, esse sim, seguramente será titular assim que estiver recuperado.

Isso é até bom.

Os 11 caras que entrarão em campo domingo vestindo nossa camisa não devem levar com eles frustrações passadas.

Acredito que todo o grupo deste ano, mesmo os remanescentes, devem ter apenas um pensamento fixo: fazer história.

Todos somos mortais. A passagem de todos em todos os lugares um dia acaba. A destes jogadores pelo Metropolitano, idem. Amanhã ou depois, todos irão embora. Uns até podem voltar mesmo em outros cargos (Viton é um exemplo).

Mas o que eles vão fazer aqui, não vai desaparecer.

É com vocês, pessoal!
(Foto: Patrick Rodrigues)
Cada torcedor tem na memória vários lances inesquecíveis, jogadores que vamos lembrar. Sempre.

Eu mesmo, diversas vezes, relembro aqui atletas que marcaram o Metropolitano. Podem ter jogado em clubes maiores das grandes metrópoles nacionais, mas foi aqui que deixaram saudade.

É a missão deste elenco atual. Fazer história.

Eu me encarrego de, enquanto puder, lembrá-la.

Vai, Metrô!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

METROPOLITANO X GAÚCHOS

A história começou lá em 2008, quando o Metropolitano participou pela primeira vez de uma competição nacional.

Na época, o "piso" do Campeonato Brasileiro era a Série C.

Conseguimos a vaga pelo Catarinense e lá fomos nós para um quadrangular envolvendo o paranaense J. Malucelli e os gaúchos Brasil de Pelotas e Caxias.

Cruzamos novamente contra gaúchos em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014.

Agora, como não poderia deixar de ser, estão de novo no nosso caminho. A princípio, dessa vez, apenas o Lajeadense é adversário.

Abaixo, os 6 gaúchos diferentes que enfrentamos (com o número de vezes cada um):


Nossa experiência diante do Lajeadense foi em 2013, e até certo ponto positiva. Empate em 0-0 no Sesi, mas goleada nossa por 4-0 lá em Lajeado.

#VamosSubirMetrô

terça-feira, 14 de julho de 2015

METROPOLITANO RUMO A TÓQUIO!

Primeiro, rumo a Miami!
Depois, quem sabe?, rumo a Marrakesh!
Mais adiante, talvez, rumo a Doha!
E, por fim, porque não?, rumo a TÓQUIO!!!!!!

Não, não! Não fiquei maluco!

Confira ao lado os locais dos jogos do Metropolitano nesta 1a Fase da Série D, e a distância de Blumenau até cada uma das cidades.

Considerando que vamos jogar duas vezes em Florianópolis, e somando as distâncias percorridas ida e volta, apenas na 1a Fase o Metrô vai percorrer 6.790 quilômetros.

É chão!

Aí você pega, sei lá, a distância entre Blumenau e Miami e dá 6.750 quilômetros.

A "viagem" até Miami será feita do mesmo jeito.
Só não podemos morrer na praia. De novo, não!
Isto é, todo o percurso que o Metrô irá viajar só na 1a fase corresponde a uma viagem só de ida para a linda Miami...

Quer dizer, ganhando ou perdendo, indo bem ou mal, a "viagem" rumo a Miami está garantida.

Os resultados irão dizer se depois seguiremos em frente.

Com os cruzamentos não sendo mais definidos pelos critérios geográficos, podemos encarar clubes de Minas Gerais (como ano passado), Goiás, Bahia, Pará ou ainda Roraima!

E aí, meus amigos... todo o percurso envolvido na Série D pode acabar fazendo com que lá na final, na decisão do campeonato, a distância corresponda a uma viagem rumo a Tóquio (18.750 quilômetros)!

Porque não?

#VamosSubirMetrô

segunda-feira, 13 de julho de 2015

SÉRIE D - RODADA 1

Apesar do Metropolitano não ter entrado em campo ainda, começou a Série D 2015!!

Para os 4 privilegiados que irão alcançar a Série C, ao menos 3 meses de disputa - a definição dos que sobem sai em outubro.

Ontem, no nosso grupo (A8), uma chuva de gols:
Foz do Iguaçu 4-5 Volta Redonda
São Caetano 5-0 Lajeadense

Ou as defesas deixaram muito a desejar, ou os ataques de nossos adversários são arrasadores!

Nossa estreia é no próximo domingo, dia 19, contra o Lajeadense. A acachapante goleada tomada nessa rodada inaugural certamente irá causar duas situações no time gaúcho.



A primeira delas é que o torcedor de lá já não deve estar com aquele ânimo pro jogo de domingo que vem. Então, longe de passar pela nossa cabeça tremer em jogar lá ok?

E a segunda, é a imediata reação. Com toda certeza vão querer fazer o Metropolitano pagar o pato pela surra que levaram em São Caetano do Sul. E aí deve entrar nossa inteligência.

O Metrô tem um jogo-treino diante do Joinville amanhã, lá em Joinville. Hora do ajuste final. E hora de tomar muito cuidado.

As únicas coisas que importam é sair todo mundo ileso e o Pingo tirar conclusões do andamento da partida. O resultado? Não interessa.

Como já se sabe que o Eurico tem um jogo de suspensão a cumprir, certamente o Pingo já deve lançar o José Lucas como titular, preparando o jogo de Lajeado.

Aliás, o Pingo esteve ontem no ABC Paulista conferindo São Caetano 5-0 Lajeadense.

É isso. Semana de jogo do Metrô! Que saudade!

#VamosSubirMetrô

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O SÓCIO

Quando o Metropolitano lançou seu primeiro programa de sócio-torcedor, era 2003. O clube tinha apenas um ano, muita gente ainda sequer sabia da sua existência. Total de adesões: 6 sócios. Um ano depois, apenas 1 daqueles 6 continuava em dia.

Em 2004 o Metrô parou com o modelo de sócio-torcedor. Lançou outro programa nos moldes com o que se faz no futebol italiano, alemão e inglês. Um no qual o sujeito compra um cartão que lhe dá acesso a todos os jogos em casa na temporada.

Com o clube um pouco mais conhecido, a adesão foi maior: cerca de 50 torcedores. Em 2005 e 2006, já na 1a divisão estadual, mesmo formato com um número cada vez maior de "sócios", já entre uma e duas centenas.

No final de 2007, vem um novo programa de sócio-torcedor. Este que vigora até hoje. Como o campeonato de 2008 seria todo disputado fora de Blumenau, no início a coisa não empolgou muito. As maiores adesões foram de empresas, no intuito de colaborar. Depois melhorou. Chegou a 500, 700, 1.000 e num dado momento de lá pra cá, superou até os 1.500, beirando 2.000.

Hoje, o número aponta para aproximadamente 800 sócios. Pouco por um lado. Em Chapecó, metade do tamanho de Blumenau, o time da cidade tem o quíntuplo disso (claro, porque lá é Série A).

Mas por outro lado, este número (800) não é pouca coisa, não. O único produto que o Metropolitano pode oferecer em troca é o futebol. Clubes sociais da cidade, com infra-estrutura, tradição e história muito maiores, têm menos.

O número oscila. Cresce na hora de começar um Campeonato Catarinense, diminui quando a competição termina e o Metrô fica sem calendário. Aumenta um pouquinho antes da Série D, diminui de novo. E assim vai.

Apesar de podemos considerar normal, esse "sobe-desce" não faz bem. É preciso estabilidade. Ela dá segurança e permite construir algo sólido.

Vinda de sócios em momentos apenas específicos mais contribui para tapar o buraco da inadimplência anterior do que propriamente incentivar o crescimento.

Mas tudo bem. Não importa. O que interessa é que hoje eu fiz questão de trazer aqui uma "carta" que o clube endereçou virtualmente a cada torcedor e simpatizante. Eis abaixo:


Você que gosta de futebol sabe da tradição do futebol blumenauense. Sabe da dificuldade, coisa que todo mundo sempre diz.

Sabe que se fala da falta de apoio do empresariado, do Poder Público, disso e daquilo. E sabe que ninguém precisar sacrificar tudo que tem, nem o que não tem, para algo que não é seu, mas de todos.

O Metropolitano é do tamanho que a gente merece. Um pouco de cada um de nós é tudo que o clube precisa pra ficar daquele jeito que a gente sonha.

Vamos todos pegar junto, firme, pra dar o suporte que esse time precisa pra subir pra Série C agora, em 2015.

E ano que vem, com o CT, vermos o Metropolitano mudar seus horizontes, com o orgulho de podemos dizer: não ficamos assistindo; fizemos parte de tudo isso.

#VamosSubirMetrô

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O METRÔ-BALA

A CBF pediu para 20 torcedores dos 20 clubes da Série A escalarem aquele queria o seu time dos sonhos. Aquela seleção de craques de todos os tempos, que melhor vestiram a camisa sagrada.

O Metropolitano, na Série D, ficou de fora. Mas só lá da brincadeira da CBF.

Aqui no Metrozêra eu banquei o desafio e escolhi os 11 caras que hoje fariam farte de uma hipotética seleção destes 13 anos de clube.

Flávio; Alessandro, Rafael, Cris e Rafinha; Fabinho, David, Richardson e Cristiano; Rafael Costa e Trípodi.

Fiquei meio na dúvida na lateral-direita... Quase optei pelo Nequinha, colocando o Alessandro no meio, no lugar do David.

Mas pô... tenho na lembrança cada baita atuação do David, principalmente naquela Série D 2013...

Também fiquei na dúvida na quarta zaga. Pensei em escalar o Elton, mas prefiro deixar de fora atletas que atualmente estão no elenco. Melhor terminar a passagem deles por lá, depois sim avalio como foi.

Pensei em colocar o Wilson no lugar do Fabinho... O time teria aí dois canhões das Itoupavas (junto com o Rafinha), só faltando o Amaral Rosa. Mas o Fabinho foi fundamental demais pro time tanto como volante, como zagueiro naquela arrancada maravilhosa no Catarinense 2009.

Enfim, daria pra montar uma segunda seleção, com João Paulo, Nequinha, Rogélio, Elton e Vanderson; Wilson, Marcos Alexandre, Sidinei e Maicon; Leandrinho e Diego Viana. Ou ainda com Dida, Marquinhos, Alex Albert, Andrei... e por aí vai.

É só uma brincadeira, que acaba sendo legal por nos fazer lembrar que muita gente boa SIM passou por aqui.

#VamosSubirMetrô

PARABÉNS, GRINGO!

Mariano Sebastián Trípodi, 39 jogos e 16 gols com a camisa do Metropolitano, é o aniversariante do dia.

Argentino de Buenos Aires, é o único estrangeiro a ter atuado em jogos oficiais pelo clube.

Teve duas passagens pelo Metropolitano.

A primeira, em 2010 (foto ao lado), foi o titular da camisa 9 nas participações no Catarinense e na Copa Santa Catarina.

A segunda, agora em 2015, também foi titular no Catarinense.

Fiel à típica linhagem de jogadores argentinos, Trípodi sempre demonstrou muita raça, muita entrega dentro de campo.

Eu o escalaria, ao lado de Rafael Costa, na dupla de ataque titular no meu "Metropolitano de todos os tempos".

Parabéns, Gringo!

#VamosSubirMetrô

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NA EXPERIÊNCIA

Há 5 anos, quando o Metropolitano estreava no mundo da Série D do Campeonato Brasileiro, a animação do torcedor era grande.

Sim, tínhamos participado já a Série C em 2008, meio que no susto. O Catarinense daquele ano, disputado todo fora de Blumenau (Sesi implantando a pista sintética), era para ser levado "de boa". Não cair e se possível dar um calor nos "grandes" era o suficiente.

Começamos mal, mas depois o negócio decolou. A campanha foi tão boa que, para surpresa da própria diretoria, o Metropolitano ficou com uma vaga na Série C. O time montado às pressas não vingou e a participação serviu meramente como experiência. Nem passamos da 1a fase.

Em 2009 a CBF criou a Série D. Não conseguimos a vaga.

Pois então, como eu dizia no início do meu texto, em 2010 o Metrô finalmente estreava na Série D. Dessa vez, com o clube mais estruturado, aspirando sim um acesso. A campanha iniciou já no Catarinense daquele ano.

Eram adesivos e mais adesivos pela cidade toda como esse aí do lado, impulsionando a corrente "Rumo à Série D 2010".

Conseguimos a vaga!

Torcedor empolgado, clube preparado, lá fomos nós com Mauro Ovelha no comando da equipe.

Primeiro lugar do Grupo, na fase seguinte fomos eliminados dentro de casa para o Operário-PR.

Não tem problema. Em 2011 tentamos de novo.

Campanha "Rumo à Série D 2011" correu riscos. O Catarinense foi tenso. Mas, diante de tantos tropeços dos adversários à vaga, o Metropolitano carimbou de novo sua participação na Série D.

Um início promissor, um final melancólico. Fomos eliminados na 1a fase. Desanimador.

Mas em 2012, vai! Ano especial! Primeira década de vida do clube!

Buscamos a vaga na Série D pelo Catarinense. Sim, foi meio chato comemorá-la num dia em que tomamos 5 do Avaí no Sesi, mas o tropeço do Atlético de Ibirama diante do Marcílio Dias foi bom pra nós.

Renan marca e o Metrô vence em Mogi. Mas
perde o jogo e a vaga na volta, em casa.
Enfim, lá fomos nós. Terminamos bem a 1a fase, em primeiro lugar. Mata-mata contra o Mogi Mirim do Rivaldo, vencemos os caras lá na casa deles. Que maravilha! Só administrar em casa, né?

Sem a dupla de zaga titular, suspensa, e jogando no salto alto, perdemos por 2-1 no Sesi e ficamos fora. De chorar.

Mas tudo bem, 2013 vem aí... Estamos mais experientes!

Primeira fase casca grossa, com adversários de maior tradição como Botafogo-SP e Londrina. Suamos sangue e concluímos essa etapa de novo em primeiro lugar.

Hoje sim, hoje sim!
Hoje, não...
Oitavas-de-finais, cruzamento contra o Santo André e fomos em frente!

Quartas-de-finais. Para quem quer o acesso, a grande decisão. Quem passar, sobe!

Empate em 2-2 em Blumenau, outro empate em 0-0 em Caxias do Sul. Ninguém foi melhor do que ninguém. Mas o regulamento diz que quem marca mais gols no campo adversário sobrevive.

De chorar, parte II.

Não tem problema... Acho que 2014 vai ser o nosso ano...

Primeira fase truncada, sai Abel Ribeiro, entra Pingo, nos classificamos e vamos pros mata-matas.

Tombense é o adversário. Jogo no Sesi, 1-1. Lá em Minas Gerais, derrota por 1-0. Estamos fora.

Ninguém dos 40 participantes desta Série D 2015 tem mais experiência do que o Metropolitano.

Vamos para nossa sexta edição.

Se classificar pra competição já não é mais motivo pra comemorar. O torcedor já encara como obrigação. Ir pra Série D não tem nada demais.

O negócio é subir.

E nessas horas, ter tanta experiência acaba podendo atrapalhar. Qualquer momento, resultado duvidoso, bate aquela incerteza que logo vira pressão: de novo vamos ficar pelo caminho?

Todos os clubes do Sul que já subiram da D pra C vão bem, obrigado. Dois catarinenses, inclusive, vão tão bem que estão na Série A (Joinville e Chapecoense).

Ter vivido a Série D mais vezes do que qualquer outro clube precisa ser usado a nosso favor sim, mas também devemos entrar na competição com a vontade de um iniciante.

E saber que o caminho é feito jogo a jogo.

#VamosSubirMetrô

terça-feira, 30 de junho de 2015

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Está aí.

O METROZÊRA está de volta, apesar de nunca ter saído do ar.

Ficou um tempo inativo devido aos meus compromissos, que estão longe de diminuir, mas retorna à atividade comigo tentando conciliar as coisas. De todo modo, fico feliz que muita gente tenha pedido pro blog voltar.

Pra quem não é muito familiarizado com o blog, aqui eu escrevo sobre o momento do clube e procuro postar algumas curiosidades e estatísticas. A ideia principal sempre é trazer coisas novas. Não vou em outros sites fazer <control+C> <control+V>, a menos que seja alguma informação que eu queira especificamente abordar aqui.

Aí em cima, logo abaixo do título do blog, tem umas abas que trazem dados adicionais. Passem lá e deem uma olhada.

Todos estão livres para comentar e eu estou livre para responder os comentários, tudo dentro da civilidade. Provocações infantis e bobagens serão devidamente excluídas, embora isso não costume acontecer aqui - torcida do Metropolitano é outro nível.

Se alguém quiser curtir nossa página no Facebook, só clicar aqui.

CATARINENSE 2015

Bom, sem perder muito tempo, desde a parada do blog após a Série D 2014, o Metropolitano entrou em campo apenas para a disputa do Catarinense 2015.

Essa edição teve um gostinho especial por marcar 10 anos do clube na 1a Divisão estadual. Uma década firmando o nome do clube e representando a cidade de Blumenau com dignidade, ainda que todos nós quiséssemos voos mais altos.

A melhor lembrança é o resgate do uniforme utilizado na
excursão à Europa em 2007. Que tenha vindo pra ficar.
A expectativa pré-campeonato era pessimista.

Já há 6 meses sem a Hering (por 5 anos principal patrocinadora) o clube se viu na dura missão de montar um time com poucos recursos. Se em 2014 a ideia era incomodar os "grandes", em 2015 não cair já estava bom.

Futebol profissional, como tantas outras coisas na vida, se faz com grana.

Após um início fraco, o Metrô encaixou e para surpresa de muitos (inclusive eu) acabou a primeira fase se classificando com folgas.

No hexagonal a realidade deu as caras e a campanha foi horrível. Mas, com a permanência na elite garantida, ficou mais fácil digerir os maus resultados.

Em outro post, talvez amanhã, eu comente as expectativas para a Série D 2015.

#VamosSubirMetrô