quarta-feira, 1 de outubro de 2014

POR UMA "FINAL" EM PLENA OKTOBERFEST

Há 15 dias estávamos no escuro. Depois de empatarmos em 1-1 no Sesi diante do Londrina, não sabíamos de quanto precisávamos vencer em Saquarema. Um simples 1-0 poderia não bastar. Nem um 2-0, um 3-0, um 4-0... Ninguém sabia. Dependíamos do resultado de Penapolense x Pelotas. No final, o 6-0 serviu. Até fomos um pouco além, pois o 5-0 já era suficiente.

Duas semanas depois, empatamos de novo em casa em 1-1, dessa vez com o Tombense. E lá vamos nós pegar a estrada para outra dura missão.

Mas dessa vez o Metropolitano não precisa ficar na escuta de outros resultados. Tudo será decidido e resolvido ali dentro do campo em que estiver jogando. E não precisamos empilhar gols em cima de gols. Agora, um 1-0 é o suficiente.

Com Pingo no comando da equipe, o Metrô fez duas partidas como visitante: 2-2 em Pelotas e 6-0 em Saquarema. A julgar pelos antecedentes, dois resultados que nos seriam úteis para sábado. Precisamos de gols lá em Tombos. Com Pingo, o Metropolitano tem encontrado o caminho deles. Um alento.

OUTUBRO

Há 30 anos o décimo mês do ano tem tido um significado especial para o blumenauense. Este, de 2014, pode acrescentar um sabor ainda especial. É nele que mais uma tentativa de acesso à Série C terá seu desfecho.

Os números e o retrospecto apontam: em nenhum outro mês do ano, o Metropolitano teve melhor aproveitamento do que em outubro.

Se trouxermos a classificação para Blumenau, a "final" do acesso à Série C será em meio à Oktoberfest. Seria uma boa, hein?


PARA NÃO TOMBAR

Fui conferir o desempenho do Tombense em casa, neste ano de 2014. Veja no quadro ao lado.

Até iniciar a Série D, nenhuma vitória. Apenas empates, ora por 0-0, ora por 1-1, e uma única derrota para o Cruzeiro.

Foi começar a competição nacional no segundo semestre, só venceu.

Ou seja, é encrenca. Vencê-los lá não é coisa para qualquer um.

Para seguir em frente e mostrar que é capaz de subir para a Série C, o Metropolitano não pode ser um "qualquer um".

ARBITRAGEM

André Luiz de Freitas Castro será o árbitro de Tombense x Metropolitano.

O goiano tem 40 anos e já apitou 8 jogos da Série A em 2014. Na Série D, é a primeira atuação dele.

Em termos de quadro da CBF, uma melhora teórica se comparado a Flávio Guerra, que apitou o jogo no Sesi (e 4 jogos da Série A).

Muita lucidez ao árbitro e muita serenidade ao Metropolitano.

Temos que ir pra lá para jogar futebol. O jogo começa com o Metrô eliminado.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

TABELINHA "OITAVAS"

A linha verde representa os gols do Metropolitano. A coluna vermelha, os gols do Tombense. Cruze os gols do Metrô com os gols dos mineiros e o escudo aponta o classificado (a bola significa disputa por pênaltis).


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TALENTOS PRECOCES (2)

Maicon completou 17 anos em agosto
Em 15 de novembro do ano passado, o blog falou da estreia do atacante Vinícius no time profissional.

Oriundo da base, o atacante era o segundo atleta mais jovem a defender o time "de cima". Não lembra ou não leu? Clique aqui.

Ontem vimos mais um talento brotar das divisões de base do clube.

Se o time titular já vem contando frequentemente com Júnior Fell e José Lucas, foi a vez do garoto Maicon (foto) estrear.

O meia entrou em campo pela primeira vez ainda mais cedo do que Vinícius, passando a ser o número 2 da lista. Veja como ficou o "ranking" da juventude verde, citando os 5 primeiros:

1. Paulinho (2005): 15 anos, 11 meses e 27 dias
2. Maicon (2014): 17 anos, 1 mês e 18 dias
3. Vinícius (2013-2014): 17 anos, 6 meses e 12 dias
4. Romário (2005-2007): 17 anos, 8 meses e 20 dias
5. Dudu (2011): 17 anos, 9 meses e 3 dias

domingo, 28 de setembro de 2014

METROPOLITANO 1-1 TOMBENSE

Resultado ruim. Ninguém pode questionar.

Não vamos para Tombos como fomos para Caxias do Sul, ano passado. Aquele 2-2, matematicamente, era pior. Mas eu estava mais confiante. Hoje, não. Em 2013, sinceramente, não via um Juventude tão superior. Hoje eu vi um adversário com mais time do que o nosso.

Há meses eu ouço que o gramado do Sesi prejudica o toque de bola. Mas o que o Tombense fez hoje aqui? Tocou a bola como quis. Tudo aquilo que o Pingo quer e diz querer implantar no Metropolitano, vimos o time de vermelho fazendo hoje: tocando bem a bola e com marcação adiantada.

Os caras não são bobos. Sabiam que nós estávamos com uma dupla de zagueiros desconhecida. Apertaram nossa saída de bola e quase que numa entregada do Reginaldo abrem 1-0. Mas Dida defendeu a cobrança de pênalti.

Até que vínhamos bem no jogo. O Tombense tem qualidade, excelente posicionamento em campo, mas o Metrô procurava o gol. E nos faltou arriscar mais chutes. Eu vi o aquecimento do goleiro deles antes da partida e soltou quase todas as bolas que o treinador mandava rasteira. Goleiro reserva entra frio, sem confiança, sem ritmo. Não soubemos explorar.

Honestamente, o time deles é melhor. Podemos ir lá e trazer a classificação? Podemos. Estamos falando de futebol. Mas confio menos do que confiei ano passado em Caxias do Sul.

Não consigo entender jogarmos com um volante na lateral direita e mais 4 volantes no meio, tendo um lateral e 3 meias no banco. Não consigo. Sou muito burro.

O Pingo é que treina, escala, substitui... É ele que trabalha a semana inteira com os caras. Mas será que nossos volantes são tão iluminados assim que conseguem barrar laterais e meias de ofício?

Quero voltar aqui no domingo que vem feliz da vida, falando de uma classificação heróica. Porém, desculpem a sinceridade, não conto com isso.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A HORA DO TORCEDOR

O apito inicial está marcado para às 16 horas do dia 28. Mas o jogo já começou.

Começou com a classificação lá em Saquarema, domingo. Começou quando a CBF, um tanto atrapalhada, confirmou apenas no dia seguinte um adversário que qualquer torcedor mais atento já sabia desde cedo.

Começou quando a diretoria anunciou promoção de ingressos na segunda-feira. Quando mais um reforço pra zaga chegou na terça, Alexandre Carvalho.

Começou na quarta, quando Pingo começou a desenhar o time que vai colocar em campo. Começou na quinta-feira, quando os ingressos começaram a ser vendidos.

Começará nesta sexta, quando as rádios, os jornais e a tv não falarem de outra coisa e o torcedor já programar o seu final de semana.

E continuará começando no sábado, no domingo pela manhã, quando a mobilização da torcida não deve parar.

É preciso fazer de tudo agora para que não nos arrependamos de nada, depois.

Só um dos dois times vai em frente.

Fora de casa, o Tombense perdeu duas de suas quatro partidas como visitante. Justamente nos dois jogos que teve maior presença do torcedor adversário.

Pode ser apenas uma curiosidade. Mas é um dado. Se o time é mais jovem do que o nosso, deve sentir mais pressão.

Há seis jogadores pendurados no time deles e o goleiro é reserva. O torcedor tem que ajudar o Metrô a infernizar a vida do adversário - no bom sentido, lógico.

Se o gramado é ruim e se estádio é frio, não tem problema. Jogadores e torcedores, cada um do seu modo, devem vencer as dificuldades.

Os 90 minutos de jogo começam domingo, às 16 horas. Mas para qualquer torcedor, a energia já deve ter começado faz tempo!

#VamosSubirMetrô

10 ANOS

Alex Marcelino
Há exatamente 10 anos o Metropolitano vencia o Marcílio Dias em Itajaí por 2-0 (gols de Alex Marcelino e Decarlos) e garantia matematicamente classificação para disputar a 1a Divisão do Catarinense 2005.

A cidade de Blumenau, pelas mãos do seu caçula de 2 anos, acabava com uma vergonha para o nosso futebol.

Foram 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004 sem qualquer clube blumenauense na principal competição estadual do esporte mais popular do planeta. Neste período teve clube de Xaxim, Rio do Sul, Palhoça, Ibirama, Fraiburgo, Caçador, Tijucas e nada de Blumenau.

Decarlos
Mas há 10 anos isso acabou. E para o Metrô, o acesso serviu para colocar o clube noutro patamar. Foi fundamental para sua sobrevivência ter subido. Como hoje é fundamental para seu crescimento subir para a Série C.

Que os destinos se cruzem. Que a aura daquele acesso esteja circulando em volta do atual elenco.

FICHA DO JOGO
Jogo Oficial 58
METROPOLITANO 2-0 MARCÍLIO DIAS (Itajaí)
Data: 26.09.2004 (domingo)
Local: Hercílio Luz, Itajaí/SC
Competição: Campeonato Catarinense 2004 - Série A2
Treinador: José Tadeu Martins
Metropolitano: Fernando Henrique; Alex Albert, Fernando Voltolini, Hebert e Decarlos; Wilson, Júnior, Marcelinho (Lucas Busato) e Alex Marcelino; Charles e Magno (Washington).
Gols: Alex Marcelino, Decarlos


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A HORA DO GEOVANI

Para chegar novamente onde está hoje, nas oitavas-de-finais da Série D, o Metropolitano iria precisar, no mínimo, encarar 17 jogos e seis meses de luta.

Atualmente, o Metrô está mais perto da Série C do que da própria D de 2015. O que falta é aquela arrancada final.

Chegar com o elenco 100% nestas horas é luxo. E assim como já ocorreu em anos anteriores, de novo entramos numa fase decisiva com ausências aqui e ali. Normal. Hora daquele substituto mostrar que pode dar conta do recado.

Alessandro era dúvida pro jogo em Saquarema. Mas, devido à importância da partida, entrou em campo no sacrifício. Aguentou o que pode, até metade do primeiro tempo, e teve que sair.

Pior: a lesão agravou e perdemos o líder e capitão pelo restante da competição. E ainda há quem pense que o jogo foi armado. A equipe perde a zaga titular, o capitão, teve preparador físico expulso, e quem sequer viu o jogo acha que o time foi lá passear.

Alessandro (2) e Geovani (10) comemoram um dos gols da vitória
por 3-2, no amistoso contra o Internacional em julho.
Sem Alessandro na lateral e na meia, coube aos reservas dizerem porque estão aqui. Principalmente, Geovani.

É sobretudo em cima do meia que jogou no Metropolitano em 2006 improvisado na lateral-esquerda por Mauro Ovelha que recai a maior responsabilidade.

Chegou a hora de Geovani repetir o futebol que mostrou no amistoso contra o Internacional, vestir a camisa 10 e dizer "eu sou o cara e vou resolver essa parada".

Se Geovani não quiser sair como mais um dos quase 300 jogadores que passaram por aqui sem deixar muitas lembranças, não tem ocasião melhor.

O destino lhe deu a chance de escrever seu nome na história como o camisa 10 que levou o Metropolitano à Série C. Para alcançar a façanha não precisa mais do que 4 jogos.

Quando o clube anunciou sua contratação para a Série D, um torcedor do Joinville disse no Twitter: "Baita contratação. O Metrô tem tudo pra subir".

Quero crer que nem ele, nem eu quando vi o amistoso contra o Inter, estejamos enganados.

Faltam 4 jogos em um mês para ir adiante. Ou, 17 jogos em seis meses para chegar onde já estamos.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

CONSERTANDO A DEFESA

A defesa é o calcanhar de Aquiles do Metropolitano. Tem sido assim nesta Série D, quando sofremos alguns gols bobos. E continua sendo agora, quando perdemos a dupla de zaga titular (e continuamos sem David, o primeiro e melhor dos volantes).

Com as dispensas de Robson e Binatti na semana passada, abriu-se um buraco no elenco defensivo. Só há um substituto natural, o zagueiro Reginaldo. Linno, se recuperando de uma fratura há mais de um ano, não ficou recuperado a tempo. Nem no banco tem ficado. Contar com ele agora, neste jogo, seria irresponsabilidade dupla.

Alexandre fez 20 jogos oficiais pelo clube
O clube anunciou o retorno de Alexandre Carvalho, que veio para cá na Série D 2013, disputou a Copa SC, o Catarinense 2014 e aí foi liberado.

Não é o zagueiro dos sonhos, mas é uma reposição no nível do que já tínhamos ano passado e neste mesmo. Ou seja, o Metrô se virou como pôde. Ninguém vai encontrar um Hummels dando sopa por aí.

Alexandre já conhece o clube, o Sesi e vários jogadores do elenco. Assim, é certo que Dida não terá na sua frente dois zagueiros com quem nunca atuou na vida.

Além disso, ele vinha atuando no Atlético Tubarão e esse detalhe não pode passar em branco. Trazer um completo estranho e sem ritmo seria perigoso demais.

O erro do clube foi ter buscado tardiamente uma solução para este problema. Zagueiro é uma função de risco dentro do time. Está sujeito a cartões e desfalques acontecem normalmente. Há 10 jogos, desde março, a dupla de zaga titular do Metrô é Júnior Fell e Elton. Não poderíamos ter chegado nesta condição, num momento como esse.

Vamos para um jogo crucial com dois zagueiros que se conheceram hoje. Num jogo em que tomar gols é complicado, pois o adversário joga fora de casa, o drama aumenta.

Mas é preciso confiar nos rapazes. São profissionais e muitas vezes surge um grande destaque em momentos assim, de provação.

E ninguém foi pego de surpresa. Elton estava pendurado desde a 5a rodada. Pingo agora tem a semana pra trabalhar com eles.

Vamos com o que temos e o que temos tem que ser o bastante. O Metropolitano não precisa golear. Isso foi contra o Boavista. Precisamos vencer e, de preferência, não tomar gols. Foram estes gols sofridos em Blumenau é que têm nos eliminado a cada competição.

SUSPEITAS

Não quis abordar o tema por entender de uma inutilidade abissal. Mas apenas quero fazer um registro: de todos que vi levantarem suspeitas sobre o jogo em Saquarema, nenhum deles estava lá no estádio, assistindo à partida.

Algumas opiniões parecem mais suspeitas do que o próprio jogo.

CABEÇA E CORAÇÃO

O Metropolitano é o único clube da Série D que chega agora, pela terceira vez consecutiva, nas oitavas da competição. Se experiência pesa, deveríamos contar com ela a nosso favor.

Em 2012, o Metrô de Bruno Rangel, Rafael
Costa e Nilson Sergipano parou nas oitavas.
(Foto: Jandyr Nascimento)
Em 2012 fomos eliminados pelo Mogi Mirim. Como líder do Grupo, o Metropolitano fez o primeiro jogo lá em São Paulo. E venceu por 1-0, gol do meia Renan.

Trouxemos para Blumenau uma vantagem e tanto. Ou nem tanto. O Metrô foi a campo sem três titulares de peso, todos suspensos: a dupla de zaga Thiago Couto e Elton, além do atacante Bruno Rangel.

As ausências, aliadas à apatia do time, resultou numa derrota no Sesi por 2-1. No placar agregado, 2-2. Como o Mogi Mirim fez dois gols aqui e o Metrô apenas um lá, os paulistas passaram para as quartas. Não só passaram como subiram pra Série C. A lenda do "sapo enterrado no Sesi" ganhava força.

Ano passado, o Metrô de Maurinho superou
o Santo André nas oitavas.
Veio 2013. De novo, terminamos a primeira fase na liderança do Grupo. Cruzamos com o Santo André. Lá no ABC paulista, arrancamos um 0-0 onde poderíamos até ter vencido. Aqui no Sesi, o Metropolitano chutou pra longe a lenda do "sapo enterrado". Venceu por 2-1 e foi para a "final" contra o Juventude. O resto da história não importa.

Agora é 2014 e nossa classificação para as oitavas não foi na liderança. Ao contrário. Foi como vice do Grupo e no desempate pelo saldo de gols. Sufoco. Muito por culpa do próprio time, que desperdiçou duas chances seguidas de encaminhar uma situação mais confortável. Mas deu tudo certo.

Viramos a página. Esqueçamos de Penapolense, Pelotas, Londrina e Boavista. Agora só temos uma coisa na cabeça: Tombense.

O Tombense completou 100 anos há poucos dias
e seu mascote é um gavião.
O time mineiro, cujo principal patrocinador é o empresário Eduardo Uram, um dos maiores do futebol brasileiro, nadou de braçada na primeira fase. O time deles é forte. 

A média de público por lá não foi tudo aquilo na primeira fase: 526 pagantes por partida.

Para o jogo em Blumenau, nós temos os desfalques dos dois zagueiros titulares (como em 2012), além daquelas dúvidas sobre lesões: David e Alessandro. Dida e Everton Cezar estão pendurados. Se levarem amarelo, não jogam lá em Minas Gerais.

O Tombense só tem um desfalque por suspensão, o goleiro titular Darley. Em compensação, seis pendurados: o zagueiro Edmário, os volantes Juninho, Denilson e Mateus, e os meias Joilson e Francismar. Teria ainda um sétimo, mas o lateral João Paulo se transferiu para a Ponte Preta.

O que isso significa? O Metropolitano precisa jogar usando o coração, na raça, e a cabeça, sendo inteligente.

Na raça, superando as ausências dos titulares e lesionados, buscando um resultado positivo. Na inteligência, consciente que a definição do classificado sai lá em Minas. Portanto, se puder desfalcar o adversário, melhor.

O confronto contra o Tombense tem 180 minutos. É preciso saber explorar as deficiências do adversário na somatória dos dois jogos. O time do Tombense é basicamente jovem, com exceção de um ou outro mais experiente - como o meia Joilson, que jogou no Botafogo junto com Alessandro, hoje no Metrô.

Este grupo sabe o quanto lutou pra chegar até aqui.
Vai deixar que tudo tenha sido em vão?
(Foto: Patrick Rodrigues)
O goleiro reserva deles provavelmente será Victor Souza, que tem apenas 22 anos - o nosso reserva, Tiago Chitão, tem 25. Temos que fazer o goleiro reserva deles trabalhar. Qualquer arremate a gol, por mais modesto que seja, pode resultar num rebote. Normalmente goleiro sente falta de ritmo de jogo quando fica muito tempo sem atuar. E num jogo decisivo, isso também conta.

Coisas que certamente Pingo deve observar com cuidado.

É preciso conhecer o inimigo para poder vencê-lo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GOL DO METROPOLITANO!

Que taaaaaaarde!!

Todo mundo sabia que das 16h às 18h de ontem estaríamos vivendo grandes emoções. Todo mundo sabia que os jogos em Saquarema e Penápolis estavam entrelaçados, e que um interferiria diretamente no outro. Cada gol marcado e lá íamos todos nós olhar a classificação.

O fato do Pelotas ainda ter alguma chance de classificar me deixava com esperança de que as coisas para o Penapolense não seriam fáceis.

Diferente do nosso caso, pois o Boavista, que jogando pra valer já não tinha sido páreo pra ninguém, não assustava. Eu realmente acreditava que tínhamos condições de fazer ao menos um 3-0. O que me preocupava mais era o fato do Pelotas estar com desfalques na zaga e no gol.

Eu só pensava que nós faríamos o primeiro gol. Então quanto o Penapolense abriu o placar e o Metrô continuava empacado no 0-0, a agonia deu o ar da graça.

Mas Lauro César entrou em ação duas vezes e, menos mal, fomos para o intervalo com uma sensação parcial de alívio. Mas não ia ficar assim. Claro que não ia.

Os gols vieram com tudo na etapa complementar. Era lá e acolá. O jogo mais parecia Metropolitano x Penapolense, sendo de cada um jogava num estádio diferente. Pelotas e Boavista viraram meros sacos de pancadas.

Tozin acabou marcando 3 vezes e o Geovani, uma. Fechamos com 6-0 e precisamos ainda esperar alguns minutos para que terminasse o jogo em Penápolis. Com o placar de lá estacionando nos 4-0, ficamos com a classificação. Alívio!

DESNECESSÁRIA

Toda esta angústia foi desnecessária, vamos dizer a verdade. O triplo vacilo consecutivo, no pênalti perdido contra o Penapolense aqui, e os gols que sofremos de empate em Pelotas e contra o Londrina no Sesi nos mandaram para esta situação.

Apesar de todo o equilíbrio previsto no grupo, dava pra ter ido às oitavas sem tantos sustos.

Mas agora tudo isso é passado. Foco total no Tombense, adversário da vez. Teremos problemas de desfalques, mas isso é assunto pro restante da semana. A segunda-feira é para curtir a classificação.

Teremos futebol ao menos por mais 15 dias. 

E faltam 4 jogos para a Série C.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

TABELINHA

A linha verde representa o placar da vitória do Metrô. Cruze com o suposto placar da vitória do Penapolense (coluna vermelha), e aí o escudo aponta quem classifica. Divirtam-se!


Sempre lembrando que o Pelotas joga por nós em Penápolis. Um empate lá e qualquer vitória do Metropolitano basta.

E uma vitória do Pelotas por 1 gol de diferença, até um empate em Saquarema seria o suficiente.

CASA SOBRE A ROCHA

Fundado em 2002, o Metropolitano penou no início da vida. Driblar adversários e contas a pagar apenas para conseguir sobreviver já era, por si, o máximo. Todos os clubes catarinenses que não disputam a "elite" (primeira divisão) estão fadados, a qualquer momento, anunciarem o fechamento, provisório ou definitivo, das portas.

Como o Metropolitano começou do zero, sem torcida, sem nome, sem sede, sem estádio, sem campo pra treinar, sem nada, tudo era ainda mais difícil. Foram 3 anos nas divisões inferiores do futebol catarinense buscando o sonhado e salvador acesso.

Afirmo com a maior certeza: se não tivesse subido até hoje, não existiria mais Metropolitano.

Estes 3 anos trouxeram aprendizado e, o mais importante, lançaram as sementes do clube. Mas elas só vingariam com o acesso. E ele veio em 2004, há 10 anos, num mês de setembro.

Sem dúvida alguma, foi o momento mais importante nestes 12 anos. Simplesmente porque o acesso significou pro clube construir sua casa sobre uma rocha. Se for administrado de maneira responsável, é possível qualquer clube se manter vivo desde que dispute a 1a divisão do estadual.

Este elenco apresentou o Metropolitano a Santa Catarina.
Ok, na 1a divisão estadual o Metropolitano consegue sobreviver. Legal. Se isso for o suficiente, não precisa mexer em mais nada. Mas não é.

Incomodar os grandes do Estado, estar na Série D, construir um Centro de Treinamento, constituir um quadro de sócios, são todos sinais de que o clube não se contenta em sobreviver. Quer crescer.

Estar na 1a divisão o mantém vivo, mas engessa este crescimento. Para evoluir há apenas um caminho: subir para a Série C do Brasileiro. 

Diego Viana, artilheiro
do Metrô em 2004.
Enquanto o Metropolitano não subir para a Série C, seu tamanho continuará sendo esse.

A porta para este acesso ainda em 2014, quando se completam 10 anos do acesso à "elite" catarinense, está quase fechando.

Cinco jogos nos separam de um novo horizonte pro clube, que trará novas perspectivas de patrocínios, novas fontes de receitas, nova mobilização de sócios e torcedores etc.

São 5 jogos, mas a sequência depende deste domingo, lá em Saquarema/RJ.

Este elenco aí em cima entrou na história do clube. Todo dia 26 de setembro eu gosto de lembrar dele.

A atual elenco ainda tem a oportunidade de entrar na história do clube. De ser a semente do novo ciclo de crescimento. E de servir de modelo e exemplo para futuros times do Metropolitano.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ALTINO CONTRATADO

Fotos: Sidnei Batista
Ontem à tarde o Metropolitano anunciou a contratação do lateral-direito Altino, que estava disputando a Série B do Catarinense pelo Blumenau. Já se apresentou, já está treinando e sua situação deve ser regularizada ainda hoje (quarta).

"Poxa vida! Mas contratar agora, pro último jogo?"

Ninguém sabe se este será o último jogo. A diretoria, corretamente, aposta que não. Se pensasse o contrário, em vez de contratar deveria dispensar. Aliás, se pensasse que é o último jogo, melhor nem viajar.

Mas ainda que seja o último jogo, na segunda-feira a vida continua. O clube continua. Acaba 2014, mas vem 2015 e o Campeonato Catarinense, que é a melhor parte técnica e financeira do ano - para clubes com a nossa realidade.

Além do mais, é preciso deixar a irritação de domingo passado de lado e enxergar os fatos com a razão: o clube está se reforçando para o jogo de domingo, não se enfraquecendo.

O Altino é lateral-direito. Quem é o nosso lateral titular? Alessandro. Aliás, ele é dúvida para domingo, mas vamos considerar que jogue. Se entrar em campo, Alessandro irá atuar no meio de campo.

Com Alessandro no meio, quem iria pra lateral-direita? Carlos Alberto, como fez contra o Londrina? Pode ser, mas David está lesionado. Ok, Carlos Alberto é esforçado, um guerreiro... Tudo isso é verdade. Mas como Alessandro, tem 36 anos. E é volante, talvez o melhor depois de David. Com a ausência de David, Carlos Alberto é (muito) mais útil ali na função original dele.

Quem sobra para a lateral? Ari. Quem aqui considera o Ari a solução da lateral (qualquer uma)?

Diante disso, acho normal a diretoria focar num jogador pontual para a função, além de já visar elenco para 2015.

Dizer que o negócio é bom ou ruim, sem saber de valores e condições, é mero chute.

Eu aprovo por uma razão muito simples: o clube está fazendo algo para melhorar o time.

Já treinou (colete laranja) ao lado do elenco
A menos que o Altino entre em campo, faça uma lambança federal e entregue o jogo pro adversário, se formos eliminados com ele seríamos do mesmo jeito sem ele. Então, qual o problema?

Porque pode ficar aqui 4 meses sem jogar? Isso vai acontecer com a maioria do elenco também. Um a mais, um a menos, a essa altura, muda pouco, se é que muda.

Se o Metropolitano for eliminado no domingo, o prejuízo é certo. Com ou sem Altino.

Em tempo: eu não conheço o jogador. Nunca vi um jogo dele, sequer. Não faço a mínima ideia de qualquer característica. Mas todo cara que vem pra cá, veste nossa camisa e joga a nosso favor, ganha minha torcida.

Então, seja bem-vindo. Até semana passada você estava viajando pra Caçador de ônibus. Agora, vai de avião pro Rio de Janeiro. Nem sempre o cavalo passa encilhado duas vezes. Agarre a oportunidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NÃO TEM "CONTA"

O Metropolitano pode vencer o Boavista e ainda assim ser eliminado. Como pode apenas empatar com o Boavista, e classificar.
É isso mesmo. Não tem lógica.

Portanto, não adianta perder tempo bolando simulações e combinações de resultados. Só será isso mesmo: perda de tempo.

O Metropolitano precisa entrar no estádio Eucy Resende de Mendonça (foto), no próximo domingo, e vencer. Vencer da melhor forma possível.

Erro zero.

O Boavista, em tese, joga desinteressado. Para ele, perder, empatar ou ganhar, não muda nada. Mas Penapolense e Pelotas torcerão pelo Boavista. Então, talvez esta torcida extra motive o time fluminense, se é que você me entende.

O estádio tem capacidade para 6.000 pessoas, mas só chega perto de encher quando algum dos grandes cariocas passam por lá. Nesta Série D, 812 torcedores pagaram ingresso para assistir os 3 jogos do Boavista.

Isso mesmo. Somando os 3 jogos em casa, 812 pagantes. O que dá uma média de 270 por partida. Ah, isso quando o time estava vivo na luta pela vaga. Agora, eliminado? Mal deve passar de 100.

Até porque, no exato momento em que Boavista e Metropolitano estiverem em campo, estará rolando Fla-Flu no Maracanã e na televisão.

Mas para nós nada disso interessa.

Não vai ter pressão adversária capaz de justificar a falta dos 3 pontos. Nestes jogos que fez em seu estádio, o Boavista sequer marcou gols. Foi um empate e duas derrotas.

Então o mínimo que se espera do Metropolitano é isso: a vitória.

Os 11 jogadores que vestirem nossa camisa só devem se preocupar com isso. O resultado do jogo em Penápolis é conversa para depois dos 90 minutos.

Vençam!

ERRO ZERO

Bom seria se não cometêssemos erros. Mas somos humanos e são basicamente nossos erros que nos diferenciam um dos outros. Dentro do futebol, idem. Todos os atacantes, zagueiros, goleiros etc seriam iguais se não errassem.

Alessandro marca pela 10ª vez com a camisa do Metrô.
Foi o gol 300 do clube no Sesi. (Foto: Sidnei Batista) 
O que vai ficar na lembrança do torcedor da tarde de ontem, sem dúvida será a falha bisonha de Dida. Ela nos custou um gol e dois pontos. Se formos lembrar do empate em Pelotas, talvez a conta aumente para dois gols e quatro pontos.

O que me deixa triste é por ter sido logo ele, Dida. Nosso goleiro fez uma excepcional Série D em 2013, quando nosso acesso não veio por um erro de Edmar.

Na visão do torcedor, até voltar de lesão após o Catarinense Dida tinha crédito acumulado. Mas nesta Série D, jogo a jogo, começou-se a minar o saldo positivo. Ontem, o erro num domínio de bola fácil colocou o goleiro aniversariante da semana passada no completo vermelho.

Apesar deste erro individual, não foi apenas ele que decidiu o empate. Quando o jogo ainda estava 0-0, José Lucas desperdiçou uma clara de gol dentro da pequena área. Um minuto antes de Dida falhar, quando já estava 1-0, foi a vez de Carlos Alberto chutar pelos ares um oportunidade de gol frente a frente com o goleiro do Londrina. E a chance de Geovani nos acréscimos?

Mais uma vez o Metropolitano parou diante de si mesmo.

Não fosse qualquer um dessa nossa lista quilométrica de erros básicos, poderíamos estar com a classificação na mão. Mas não foi assim.

Penapolense, Metropolitano e Pelotas estão vivos. Um deles segue adiante. Ninguém depende só de si. Todos precisam fazer sua parte e ver o que acontece na outra partida.

O Londrina, time que mais se beneficiou com os erros dos adversários (o Penapolense não os venceu em casa porque desperdiçou um pênalti), só está descansando e dando risada. O Boavista, eliminado, planejando as férias e pensando em 2015.

Penapolense e Pelotas se enfrentam em São Paulo. Confronto direto. Um pode matar o outro como ambos podem morrer abraçados.

E nós?

O Metropolitano joga no Rio de Janeiro diante do Boavista, que só cumpre tabela. Ou seja, também temos um confronto direto, pois o maior adversário do Metropolitano tem sido o próprio Metropolitano.

Penapolense e Pelotas enfrentam um ao outro. Nós enfrentaremos nós mesmos.

Nunca está descartado perdermos uma chance de gol embaixo da trave, ou o goleiro tomar um gol inacreditável ou ainda alguém chutar um pênalti pra fora.

Em Saquarema o Metropolitano precisa ter erro zero. Ou 2014 acaba no dia 21 de setembro. E quatro longos meses virão pela frente.

domingo, 14 de setembro de 2014

EU SEMPRE VOLTO

Hoje, ainda de cabeça quente, o recado é rápido. E dirigido àqueles que saíram do Sesi dizendo "não volto nunca mais".

Fico feliz por vocês. Vocês conseguiram resolver o problema de vocês. Não voltam mais e tudo está certo. Acabaram as tristes tardes de domingo.

No fundo, eu os invejo.

Porque eu não consigo não voltar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

SEMANA DECISIVA

Não há nenhum exagero em afirmar que o Metropolitano vive sua semana mais importante do ano, até o momento. O jogo contra o Londrina, domingo no Sesi, é aquela tal "final de Copa do Mundo".

O Penapolense está 1 ponto na frente do Metrô, mas só resta a ele um jogo: contra o Pelotas, em Penápolis.

O Metropolitano está 1 ponto atrás do Penapolense, mas lhe restam dois jogos: Londrina, em Blumenau, e Boavista, em Saquarema.

Isto posto, a vitória domingo é decisiva para recolocar o Metrô novamente na segunda colocação.

Iríamos a 11 pontos, contra 9 do Penapolense. Aí na última rodada, vencendo o Boavista já eliminado e cumprindo tabela, chegaríamos aos 14 e a classificação para as oitavas estaria definida, pois mesmo que o Penapolense vencesse o Pelotas, só iria a 12 pontos.

FIM DE ANO

Se o Metropolitano vacilar e, por exemplo, empatar com o Londrina, a coisa complica muito. Diria até que a eliminação poderia ser dada como certa. Empataríamos com o Penapolense em 9 pontos, mas no saldo (já que na vitórias também haveria igualdade) estaríamos perdendo por 1 gol de diferença.

Teríamos que ir para a última rodada tendo que tirar este gol de saldo. Possível? Sim, mas muito difícil porque precisaríamos fazer saldo jogando fora e o Penapolense jogando em casa.

A eliminação na 1a Fase deixaria um gosto muito amargo, pois esta vaga na Série D veio cedo, ainda em 2013, e acarretaria o fim da temporada ainda em setembro. Um prejuízo pro clube, que ficaria 3 meses sem jogos - este ano não tem Copa SC - até o início do Catarinense 2015.

Um retrocesso, sem dúvidas.

TUDO QUE TEMOS

É hora do time dar tudo que pode, tudo que tem. Não importa que o Londrina venha pra cá já classificado, já com o primeiro lugar garantido, desfalcado de um dos seus principais jogadores (Celsinho, suspenso).

Não importa que Dida e Elton estejam pendurados, que Thiago Silva (suspenso) e David (lesionado) devam desfalcar o time. Não importa que Leandro Netto tenha rescindido e seja um opção a menos no ataque.

Não importa que o gramado esteja ruim, que isso ou aquilo.

Todas, mas todas as dificuldades devem ser deixadas de lado porque a classificação para as oitavas só depende de nós mesmos. Vacilar num momento desse, não daria nem pra culpar A ou B. Seria, sim, um fracasso exclusivamente nosso.

O Metropolitano não precisa golear, não precisa dar espetáculo, não precisa dar show. Precisa vencer. E em casa. É pedir demais? Para quem almeja um acesso, fazer história, não pode ser.

#VaiMetrô

terça-feira, 2 de setembro de 2014

INDEFINIÇÕES

Não era o resultado que queríamos, ainda mais por perceber que poderíamos ter trazido os 3 pontos, mas o empate em Pelotas acabou mantendo o Metropolitano no limite da zona de conforto.

Zona de conforto?

Sim, porque o Metrô ainda depende apenas de si. Nos restam dois jogos (Londrina, em casa, e Boavista, fora). Vencendo ambos, estamos nas oitavas independente de qualquer outro resultado.

A folga na próxima rodada pode nos tirar provisoriamente do segundo lugar, caso o Penapolense vença o Boavista no Rio de Janeiro, é verdade. Mas deixaria o Penapolense com um jogo a mais do que o Metropolitano. Portanto, plenamente possível recuperar a posição já no jogo contra o Londrina (já classificado) em Blumenau.

Aliás, esta folga veio a calhar. O departamento médico do clube foi quem mais se reforçou nos últimos dias. Estão lá David, Carlos Alberto, Geovani, Vinícius, Juninho, Aldair... Quero crer que ao menos Carlos Alberto e Geovani estejam recuperados para o próximo jogo - as situações de David e Aldair são mais graves.

Ainda que ocorra um milagre e todos os lesionados acordem recuperados de um dia pro outro, um desfalque é certo: Thiago Silva, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Novamente o time vai precisar mudar naquele setor dos volantes.

Lauro César vem sendo o artilheiro do Metrô na Série D
(Foto: metropolitano.net)
O Metropolitano precisa estar atento ainda a dois outros pendurados: Dida e Elton. Se forem amarelados contra o Londrina, não jogam na última e decisiva rodada diante do Boavista.

Me preocupa muito esta ameaça de ficar sem o Elton. Há oito jogos nossa dupla de zaga titular é composta por ele e Júnior Fell, sem qualquer substituto entrando no decorrer dos jogos. Temos substitutos a altura? Vale lembrar que se o Metrô é o time que mais marcou gols em seu Grupo da Série D, também é o que mais sofreu.

Todas estas interrogações devem se dirimir ao longo dos 10 dias seguintes. No próximo final de semana o Metropolitano não entra em campo, mas é como se estivesse jogando. O único resultado ruim para nós é uma vitória do Penapolense diante do Boavista.

Qualquer outra combinação é interessante e pode fazer com que o Metrô garanta a vaga matematicamente no jogo contra o Londrina, no Sesi.

#VamoVamoMetrô

domingo, 31 de agosto de 2014

"SEIS" VÃO BEM?

(Foto: Daniel Gonçalves)
Um, dois, três, quatro, cinco e... seis!

Antes do jogo, muita falação.

Muito papo de história, tradição, torcida... Muito isso e aquilo. Mas o futebol estava todo do outro lado. Do lado do caçula. Uma chinelada de não sair da memória e do coração do torcedor.

O Metrô teve uma semana um tanto conturbada. Demissão do treinador Gassem e dispensa de dois atletas. Chegou Leandro Campos, arrumou a casa, não inventou na escalação e deu no que deu.

Futebol às vezes é bem simples.

(Foto: Jornal de Santa Catarina)
O domínio foi absoluto, do início ao fim. O único gol adversário, por sinal, foi muito duvidoso. Já no segundo tempo o Metropolitano tirou o pé.

Depois da partida, no seu Bistrô 69, o jornalista Horácio Braun, que publicamente havia se declarado torcedor do Metropolitano, recebeu uma camisa oficial do clube das mãos do vice-presidente Billy e do diretor Sandro Glatz.

Um daqueles jogos que forjam torcedores.

Feliz "Dia dos 6-1"!


(Foto: Silvio Kohler)
Na foto ao lado, em pé: Alencar; Júnior, Du, Wilson e Maranhão. Agachados: Claudinei, Régis, Alex Albert, Marquinhos e Alex Marcelino.

Reparou que está faltando alguém?

Sim, o lateral-esquerdo Decarlos está vindo lááá trás, correndo para a foto (kkkkkk).

No decorrer do jogo ainda entraram o zagueiro Márcio no lugar de Decarlos e o meia Adriano no lugar de Marquinhos.

Os autores dos gols: Régis (3), Du, Maranhão e Marquinhos.

#VamoVamoMetrô

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LÁ E CÁ

Em 2010, quando o Metropolitano participou pela primeira vez da Série D, também nos coube visitar o estádio Boca do Lobo, em Pelotas. Na ocasião, fomos derrotados por 1-0.

Foto: Rodrigo Lessa
Mauro Ovelha mandou o Metrô a campo com a seguinte formação: João Paulo; Neto, Thiago Couto e Amaral Rosa; Nequinha, Fabinho, Marcos Alexandre, Edimar e Pereira; Gilberto e Leandrinho. No decorrer da partida, Mário André entrou no lugar de Edimar, Leandro Branco no lugar de Gilberto e Gavião, no de Leandrinho.

Já foram 9 jogos do Metropolitano no Rio Grande do Sul, com 4 derrotas, 3 empates e 2 vitórias (aquele 4-0 contra o Lajeadense, ano passado, em um 2-0 sobre o Cruzeiro em Porto Alegre).

Mas neeeeem pensar em derrota domingo, né? O adversário vai jogar uma final de Copa do Mundo, mas como já escrevi aqui no domingo, precisamos ser inteligentes e competentes para voltar sim com pontoS de lá.

Depois desta viagem a Pelotas, vamos "folgar". Então todos poderão pontuar e o Metrô não. Portanto, sem papinho de "empatar está bom". Não está porque já perdemos pontos para eles aqui.

SESI

Lindo. Onde fica?
Ah, o Sesi... Entra ano, sai ano, vira e mexe, o Sesi é sempre assunto. Eu gosto muito dele. Muito mesmo. Mas não é sobre isso que quero escrever agora.

Nesta imagem ao lado, ele está "modernizado". Sim, lembra que em 2010 foi praticamente garantido que aconteceria isso aí com ele? Eu lembro.

Chegaram a cogitar receber seleção alemã para a Copa do Mundo, ora vejam...

Quatro anos depois, a Alemanha faturou o título lá no Maracanã e o Sesi está lá na mesma. Nem a cor da grama desta imagem corresponde à atual realidade.

ALEMANHA SEM PASSAPORTE

E por falar em Alemanha, vou fazer uma rápida cronologia de como as coisas andam com rapidez e eficiência por nossas bandas, na tal "Alemanha sem passaporte":

2006: Uma comissão especial, denominada "Pró-estádio", foi criada na Câmara Municipal para iniciar a discussão de construção de um estádio de futebol.

2007: No início do ano, uma Audiência Pública da Câmara reuniu lideranças dos vários segmentos da área esportiva para aprofundar o estudo sobre a viabilidade do projeto.

Capa do Santa, em 12.03.2008
2008: O vice-prefeito Rufinus Seibt assumiu a coordenação do projeto na esfera da administração municipal. O Metropolitano jogou o Catarinense inteiro em Brusque/Timbó porque o Sesi estava instalando a pista sintética.

2009: Com a enchente do final do ano anterior, ninguém abordou o assunto. O Metropolitano jogou metade do Catarinense em Timbó enquanto o Sesi se recuperava dos estragos da enchente.

2010: No dia 20 de janeiro, no Salão Nobre, a Prefeitura de Blumenau e o Sesi/SC assinam o Protocolo de Intenções, com o objetivo de concentrar esforços para a busca de recursos destinados à execução do projeto de ampliação do Estádio do Sesi de Blumenau Próximos passos: estudos e ações junto aos governos estadual e federal e à iniciativa privada, assim como promover campanhas de mobilização e adesão da comunidade para a construção do novo estádio.

2011, 2012, 2013, 2014: ???????

VAMOS SUBIR, METRÔ

Enquanto o clube vai trabalhando pra conseguir erguer seu Centro de Treinamentos, a exigência-mor de todos é "sobe pra Série C"!!

Legal. Quase foi em 2013. Mas vou repetir aqui a pergunta que fiz ano passado: se subirmos pra C, vamos nos limitar apenas a torcer para não cair?

Só pode ser, porque subir para a Série B o Metropolitano não poderia. A menos se quiser jogar em Blumenau. Apenas estádios com capacidade mínima para 10.000 lugares podem sediar partidas da Série B.

Logo, ainda que o Edmar tivesse marcado aquele gol em Caxias do Sul, ainda que estivéssemos agora voando na Série C, prestes a subir pra B, estaríamos na iminência de ter que jogar em Itajaí, Joinville, sei lá onde, menos em Blumenau porque a terceira maior cidade do Estado não tem estádio.

Chapecó começou a se preparar para a Série B quando a Chapecoense ainda estava na Série D. Falei sobre isso ano passado também (leia aqui).

Vamos subir, Metrô? Vamos. Um dia vamos.