quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DE MINGUANTE PARA NOVA

Dia após dia, quando olhamos pro céu e vemos a Lua, ela nunca parece a mesma. Ora maior, ora menor.

São quatro fases, que se distinguem uma da outra conforme a sombra que lhe faz a Terra, que o Sol a todos ilumina.

Quatro aparências, quatro facetas, quatro ciclos, mas uma única Lua.

Tal qual minha vida, a sua vida, com altos e baixos. Ninguém está imune aos períodos plenos ou parciais, ora de sombra, ora de luz.

O Metropolitano idem.

O clube viveu, vive e sempre viverá dias de Lua nova, crescente, cheia e minguante. E depois de novo. De novo. De novo...

Olhamos pro céu hoje e a realidade é nua e crua: tempos minguantes. E não é só pro Metropolitano.

Por isso, o melhor a fazer é, em primeiro lugar, aceitar o momento.

Se o inverno chegou, é preciso se adequar a ele. Comportamentos de verão no inverno, e vice-versa, só irão comprometer a própria saúde.

Se os recursos são parcos, hora de cortar gastos. Se preciso for, na carne. Dói. Mas antes a dor do que a morte.

O Metropolitano não está em agosto de 2013, com lojinha no Centro vendendo como água, patrocinador graúdo na camisa, quadro social mais robusto, resultados em campo apontando no horizonte um acesso. Lua cheia.

Estamos em agosto de 2015. Sem lojinha vendendo coisa alguma, quadro social reduzido, poucos patrocinadores, resultados desanimadores em campo e 5 meses sem futebol pela frente. Lua minguante.

Aceitar esse redimensionamento é a primeira medida saudável.

Como não aproveitou o bom momento há dois anos, agora é preciso arrumar a casa bagunçada depois da festa e se reinventar.

Primeiro lugar, pergunto: faz sentido manter o sócio torcedor?

Qual a lógica de um programa desses em que o time joga quatro meses, para dois, joga dois, para quatro? Se nos períodos de bola rolando a bola entrasse, trazendo vitórias, até daria a ilusão de que compensa. Mas não é o caso. Então, pra que serve isso?

Sócio torcedor funciona quando há calendário cheio, ou quase cheio.

O maior culpado pelo desapego do sócio que parou de pagar mensalidades agora em 2015 foi o próprio Metropolitano.

Fizemos um Catarinense fraco (coisa que não acontecia desde 2011), o clube anunciou que provavelmente não jogaria a Série D, e depois mudou de ideia. Com a economia do país em retração, o time deixando a desejar e o próprio clube colocando interrogações no seu futuro, meu amigo, o sócio largou mão.

Então, a meu ver, acaba esse negócio de sócio torcedor. Pode até manter o Ouro, até por que essa categoria social reflete na composição do Conselho Deliberativo, legitimidade para candidatura etc. Mas o sócio torcedor é mero acesso à arquibancada.

Segunda pergunta: o que o Metropolitano deve pensar do seu futuro?

Montar time no Catarinense pra obter a vaga na Série D, e depois comprometer todo seu orçamento fazendo um elenco de qualquer jeito pra tentar subir pra C?

Chega disso, por ora.

Calcemos as sandálias da humildade. Façamos um time cujo compromisso maior seja sustentar o Metropolitano na 1a divisão do Catarinense.

Permanecer 5, 10, 20 anos apenas participando dessa competição é capaz de manter o clube vivo. A Série D, não.

O Metropolitano só pode voltar a encarar uma Série D quando tiver convicção de que pode vencê-la.

Pois a Série D é tentadora mas, ao contrário do Catarinense, quer, pode e VAI MATAR O CLUBE. A Série D fará o clube sangrar até à morte.

Se o Metrô conseguir a vaga na Série D pelo Catarinense, que seja honesto consigo mesmo e se pergunte: temos condições de conseguir o que precisamos para subir?

Se sim, vamos lá ganhar essa p@#%&$. Se não, fiquemos aqui trabalhando a base e levantando o CT para no ano seguinte tentarmos de novo.

Sabem o Atlético de Ibirama, que há anos vem tentando vaga na Série D, não consegue, e acaba ficando só disputando o Catarinense? Eis o que somos agora. O Atlético de Ibirama de Blumenau.

Essa é a realidade. Aceitar é melhor.

Voltamos ao nosso tamanho de 2005, 2006 e 2007.

Até que o Metropolitano consiga novamente se arrumar a ponto de ter condições de voar mais alto, lá onde estão as águias, melhor só planar aqui embaixo mesmo. Na pior das hipóteses, o fará sobreviver.

Na minha opinião, essas são as reflexões pertinentes aos períodos da sombria Lua minguante, dos escuros e frios dias de inverno.

Tempo de cortar a própria carne, se realinhar para crescer de novo.

As fases vêm e vão, o clima, o céu e as aparências podem mudar.

Mas o Metropolitano, tal qual a Lua ora maior, ora menor, encoberto pela sombra ou refletindo a luz, é um só.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ACABA LOGO, 2015

Mesmo saindo na frente, abrindo 2-0 em casa, em Blumenau, contra o adversário mais fraco do Grupo A8, o Metropolitano não foi capaz de vencer e ao menos fazer com que as esperanças de classificação durassem algumas horas a mais (com a vitória do Lajeadense sobre o Volta Redonda, à noite, o Metrô seria matematicamente eliminado de qualquer forma).

Cedeu o empate e vive agora a ressaca de um fim melancólico na Série D 2015.

O pior é ainda ter dois jogos a cumprir, neste estado de desânimo. E nessas horas é natural que comece a se procurar o famoso culpado para jogar nele todas as responsabilidades.

No boca-a-boca nas ruas, nas redes sociais, não vão faltar candidatos... Vão criticar o presidente, a diretoria toda, o Pingo, o prefeito, o Sesi, o time inteiro, a imprensa, o torcedor, o blogueiro aqui, ninguém vai passar impune. Bobear, sobra até pro César Paulista. Não duvide.

O fato é que não há um culpado exclusivo. Por que o Metropolitano não está sendo eliminado por um detalhe, como foi em 2012, 2013 e 2014. O Metrô foi eliminado por uma sequência de erros.

Mas o que mais importa agora é que o próprio clube saiba onde e por que errou. Só isso fará com que acerte nos próximos anos. Se não souber por que errou, vai frustrar a todos de novo. E de novo, de novo e novamente.

Se o elenco estava rachado, se o Pingo não tinha o grupo de jogadores na mão, se o time foi mal montado, se sobrou mordomias, se faltou isso ou aquilo, só quem estava próximo de tudo saberá dizer.

Na minha opinião humilde, o time era fraco e só fomos nos dar conta disso tarde demais.

Por que?

Fomos hipnotizados com o discurso do jogo bonito, toque de bola, futebol moderno, europeu etc e nos esquecemos que ninguém aqui iria disputar a Champions League em gramados e estádios luxuosos, com a bola rolando macia.

Empinamos o nariz após a derrota na estreia em Lajeado, e embarcamos na conversa que dizia ser apenas um acidente de percurso, pois o gramado é que estava ruim, pois o nosso time é muito "técnico".

É, e o Lajeadense está lá agora, virtualmente classificado, jogando e ganhando no gramado ruim.

Que sirvam estas coisas, e outras mais, de lição.

NA HISTÓRIA

A menos que vença os dois jogos que restam, esse Metropolitano da Série D 2015 superará a pior campanha na competição, que era de 2011, também eliminado na primeira fase.

Na época, depois do vexame, o clube deu uma sacudida na poeira e chegou em 2012 renovado, iniciando ali (incluso 2013) os dois melhores anos sob o aspecto de resultados dentro de campo.

E analisando em termos de temporada, 2015 também vem sendo a pior da história do Metropolitano, superando 2007, ano em que também o clube sofreu mudanças significativas internamente, para em 2008 estar revigorado.

Seja como for, a história aponta que algo precisa ser feito. De cabeça fria e com lucidez.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OPINIÃO

Como já escrevi aqui na segunda-feira, apesar do péssimo desempenho do Metropolitano nestes 5 jogos (1 vitória e 4 derrotas), por mais surreal que possa parecer, ainda há chances matemáticas de se classificar.

Basicamente precisa vencer as 3 partidas que restam (duas delas no Sesi), torcer pro São Caetano vencer seus jogos (com isso impede que nossos adversários pontuem) e também torcer pro Lajeadense não vencer nenhuma - empatar até pode.

O clube anunciou em seu site oficial (aqui) que continuará acreditando e trabalhando para alcançar a vaga nas oitavas enquanto houver esperança. "Até o fim", consignou.

E está certo.

A diretoria, a comissão técnica, os jogadores têm mais é que acreditar mesmo, por que eles é que podem reverter o quadro. Não apenas eles, pois irão precisar agora de resultados paralelos, mas eles, especialmente os jogadores, é que entram em campo e fazem a bola rolar.

Agora, é preciso entender o torcedor.

O mesmo torcedor que no início desta Série D estava empolgado, confiante que em 2015 as coisas iriam funcionar. O torcedor que ficou alijado duas vezes de ir ao estádio por conta da perda injusta de mandos de campo, sendo que nada fez para fosse punido.

A desconfiança, o desânimo deste torcedor é compreensível. É chamado a se associar, a pagar mensalidade, e desde março não pode ir ao estádio ver um jogo em que ele realmente acredite no time.

Este escudo aí ao lado representa muita gente e um único sonho: vencer para alcançar os objetivos que todos querem.

Desde 2010, o grande objetivo da vida do Metropolitano é subir para a Série C. Pois é isso que vai permitir o clube crescer.

Na Série D ele já chegou no limite. Ou fica do tamanho que está ou encolhe. Não é possível ir pra cima. Só pra baixo. Não se tem nada a ganhar. Só a perder.

Todas estas pessoas que estão envolvidas com o clube, emocionalmente (as que ficam) ou apenas profissionalmente (as que passam), precisam compreender a si mesmas por que todas precisam umas das outras.

É momento do clube entender o que sente o torcedor, e o torcedor entender que o clube tem o direito, o dever de acreditar e ainda buscar, sim, a classificação enquanto houver qualquer resquício de chance.

Domingo, no Sesi, às 11 horas, apenas na 7a rodada o Metropolitano vai finalmente jogar pela primeira vez em casa nesta Série D.

Apesar da justa revolta do torcedor, acho que seria melhor pro Metrô ele segurar o desabafo para depois da partida.

Até por que, todos precisamos ter a consciência de que algo muito maior e mais importante está em jogo, além dessa ou daquela pessoa que cedo ou tarde vai embora: o Clube Atlético Metropolitano.

É a minha opinião.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

JOGUEI A TOALHA

Isso aí. Eu joguei a toalha. Não acredito mais em classificação, acesso, nada para 2015. O ano, que até o momento é em termos de desempenho o pior da história do Metropolitano, acaba sendo salvo apenas pelo não rebaixamento no Catarinense.

Até existe ainda alguma chance matemática. Veja, por exemplo:

Metropolitano x Foz do Iguaçu [vitória do Metrô]
Lajeadense x Volta Redonda [empate ou vitória do Volta Redonda]

Volta Redonda x Metropolitano [vitória do Metrô]
Foz do Iguaçu x São Caetano [vitória do São Caetano]

São Caetano x Volta Redonda [vitória do São Caetano]
Metropolitano x Lajeadense [vitória do Metrô]

Volta Redonda x Foz do Iguaçu [empate ou vitória do Foz]
Lajeadense x São Caetano [empate ou vitória do São Caetano]

Essa combinação aí, por incrível que pareça, colocaria o Metropolitano nas oitavas, em segundo lugar do Grupo.

Mas é demais pra mim.

Infelizmente, perdi a fé.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

NO LIMITE

Sei que a expressão soa surrada, mas não é nada além da verdade.

Estamos a dois dias do jogo mais importante do ano. Só isso.

O Metropolitano joga sua sobrevivência no estádio Anacleto Campanella, domingo às 18 horas. E confesso que pra mim isso ainda é inacreditável que esteja ocorrendo.

Um clube que conhece como ninguém a competição, que montou com boa antecedência um time que almejava o acesso não pode passar pelo papelão de ser eliminado ainda na primeira fase.

E sem sequer ter jogado em Blumenau. O gramado do Sesi estava sendo preparado pro Metropolitano jogar aqui e, no final das contas, pode servir apenas para dois amistosos com arquibancadas vazias. E os poucos que forem, certamente com péssimo humor.

Realmente, impensável que o Metrô possa estar eliminado na 5a partida. Mas é possível.

Por tudo isso, o jogo de domingo é o mais importante do ano. Logo, o time deve jogar o seu máximo, no seu limite.

Motivação para os jogadores? Eu apresento uma: desemprego. A eliminação precoce do Metropolitano fará com que o clube desmonte o elenco ao fim da primeira fase, na primeira semana de setembro. Aliás, muitos pode sair antes disso.

E onde atletas que não conseguiram nem passar pela 1a fase de uma Série D vão jogar em 2015?

Todos estes jogadores poderão estar, daqui a menos de um mês, sem clube. E estaremos apenas em setembro.

Não deve ser o que eles querem, né?

Eles têm contas a pagar, têm família e sabem que o futuro de todos passa pelo que acontece dentro daquelas quatro linhas.

O São Caetano não é nenhum desconhecido. O Metropolitano já o enfrentou e deve o conhecer minimamente para saber que não pode ficar brincando com a bola na sua defesa.

Domingo, que venha a vitória. Uma simples vitória. Não precisa ser de goleada, não precisamos tirar 2 ou 3 gols de diferença, nada. Não precisamos dar espetáculo.

Basta uma vitória.

Uma coisa básica dentro do futebol, e fundamental para quem quer chegar a algum lugar. Inclusive, na vida.

#VamosSubirMetrô

terça-feira, 11 de agosto de 2015

CESAR BLUMENAUENSE

Há 10 anos, em fevereiro de 2005, Cesar Paulista foi
anunciado treinador do Metropolitano pela 1a vez.
Anunciado o novo treinador: Cesar Pappiani.

Cesar Pappiani, de batismo.

Cesar Paulista, o nome que o futebol lhe deu.

Mas já, por assim dizer, Cesar Blumenauense. Há 27 anos ele chegou na nossa cidade e nunca mais quis ir embora.

É a quinta vez que Cesar assume o comando do time profissional do Metropolitano: duas passagens num mesmo ano (2005), outra em 2008 e mais uma em 2012.

É o treinador com mais jogos (76) pelo clube e com melhor aproveitamento dentre os 10 que mais treinaram (51,75%).

Blumenau, formada pela base do Metropolitano,
campeã do futebol nos JASC 2003.
Cesar Paulista era o treinador.
Trabalhou como treinador dos juniores em 2003 e 2004.

De 2006 a 2007, e entre 2013 e 2015 foi auxiliar técnico, supervisor, observador, diretor da base...

Foi de tudo dentro do clube. Disparado é o homem com mais tempo de Metropolitano, que ocupou mais cargos e funções. Só não foi jogador (pela idade) e presidente (para isso ainda há tempo).

Na minha opinião, decisão acertada do clube.

Por que buscar de fora alguém para chegar aqui, se instalar, conhecer a estrutura, entender o momento, conhecer o grupo de jogadores, assimilar a sequência de jogos etc etc e etc?

Em 2008 ele levou o Metrô
à Série C do Brasileiro.
Cesar Paulista está na cidade na cidade há quase 30 anos, conhece o Metropolitano desde 2003 e sabe quem são os jogadores há pelo menos 3 meses.

Quatro vitórias consecutivas? Com Cesar Paulista, o Metropolitano fez isso nas últimas duas vezes que foi treinador dos profissionais.

Classificação para a Série C? Na única vez que o Metropolitano conseguiu isso, em 2008, foi com Cesar Paulista treinando, escalando e passando orientações.

A missão ainda continua difícil, beirando o impossível, siiiiiim!

Não vai ter moleza contra o São Caetano, nããããão!

Mas eu gosto de saber que agora é esse cara aí que está à frente do Metropolitano.

"O Cesar Paulista nunca treinou outro clube, não tem experiência e falta se atualizar"

É o que você mais vai ouvir de quem é contra o seu retorno.

Mas quem, repito, quem, da turma dos experientes, entendidos, doutos e estudiosos que passaram aqui, teve resultados melhores do que Cesar Paulista?

Quem?

CATEGORIAS DE BASE

O que você sabe sobre as categorias de base do Metropolitano?

Aquela que num dado momento já foi a fonte de dois, três jogadores simultaneamente titulares no time profissional, hoje vive uma fase de transição.

Dois novos nomes assumiram o comando das divisões inferiores com a eleição de Ivan Kuhnen para a presidência, em maio: Marcelo Marcos Zata, vice-presidente de futebol de base, e Saulo Ramos Raitz, diretor.

Marcos, empresário do ramo de materiais elétricos, fica mais responsável pela parte administrativa e captação de recursos que possam manter a atividade. Saulo, do segmento têxtil, mais direcionado para a supervisão e monitoramento do trabalho.

O Metropolitano mantém hoje pouco menos de 100 jovens divididos em três categorias: infantil (até 15 anos), juvenil (até 17 anos) e juniores (até 23 anos).

Assim como ocorre com os profissionais, que por vezes precisam alterar o local de treinamento, tendo em vista que o Centro de Treinamentos ainda está em execução, os garotos revezam os trabalhos entre Associação da Artex, Associação da Altona, Atlético Itoupava e Nova Aurora.

Como nem todos são de Blumenau e cidades vizinhas, vários jogadores ficam alojados em apartamentos que o clube mantém.

Nenhuma nova seleção de atletas está prevista ainda para 2015, mas o trabalho de avaliação não termina pois há olheiros do clube atentos onde tem uma bola rolando na região.

No momento, o Metropolitano está se dedicando a um projeto de incentivo ao Esporte, via Governo Federal, onde as empresas que optam pelo sistema de tributação Lucro Real podem canalizar 1% do imposto de renda devido para as categorias de base do clube.

Ou seja, um meio da pessoa jurídica escolher onde o governo deve aplicar parte do tributo - no caso, as divisões inferiores do Metropolitano.

Uma vez aprovado, se torna o principal recurso de manutenção das categorias de base.

Atualmente, Viton (ex-jogador profissional do clube) é o treinador dos juniores, e José Ricardo Montoro, dos juvenis.

O futebol brasileiro carece de maior atenção à formação de jogadores. O novo paradigma do futebol mundial precisa ser assimilado por aqui. Não basta mais formar atletas apenas com habilidades individuais. A noção tática está ganhando espaço e formar jogadores também com essa consciência é algo que mais adiante, certamente fará diferença.

Senão em âmbito nacional, fará diferença para o futebol profissional do Metropolitano. Principalmente num momento como o atual...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

MERECEM MEUS PARABÉNS

Todos os 25 jogadores que ao menos fizeram uma partida lá naquele 2004:

Ademar, Adriano, Alex Albert, Alex Marcelino, Alexandre, Anderson, Charles, Decarlos, Diego Viana, Fernando Henrique, Fernando Voltolini, Hebert, Júnior, Lucas Busato, Lucas Martins, Luizinho, Magno, Marcelinho, Ronaldo Marezzi, Ronaldo, Sidinei, Thiago, Toninho, Washington e Wilson (capitão).

Mais jogadores da base que integraram o elenco.

Não tinham 10% do que o clube oferece hoje. E colocaram o Metropolitano na 1a Divisão do Catarinense. O Metropolitano sobreviveu por que estes caras aí não o deixaram morrer.

Mais uma vez, há 11 anos, eu digo parabéns.
Passa ano, ano passa e ninguém ainda superou o que vocês fizeram.


FOZ DO IGUAÇU 2-0 METROPOLITANO


Manda todo mundo embora, enxuga toda a estrutura, corta todos os gastos, cumpre tabela na D com o que sobrar e, depois da competição, pensa num time pra não cair no Catarinense 2016.

Esquece esse negócio de "vaga na Série D" por um tempo. O clube precisa se reinventar.

Só cuide das finanças agora pra terminar o ano de uma forma que não comprometa o Catarinense 2016. Nossa vaga na 1a Divisão é a nossa maior joia. Cuidemos dessa preciosidade.

É isso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

POR BLUMENAU

Parece coisa de outro mundo.

Amanhã lá vai o Metropolitano para mais um jogo no Paraná.

Até hoje, sempre que esteve por lá houve choro e ranger de dentes.

Nada menos que OITO vezes o Metropolitano cruzou a divisa que nos separa dos nossos vizinhos do norte e NENHUMA vitória nossa.

Nenhumazinha por 1-0, com de bico, chorado, na banheira. Nada.
Jones, autor do último gol do Metrô
em solo paranaense. Foi em 2013.

Dois empates nas duas primeiras vezes e SEIS derrotas consecutivas.

É o Metropolitano que treme jogando lá?

Não.

A coisa parece que é da cidade. Nem o antigo Blumenau Esporte Clube venceu jogando no Paraná. O BEC, entre 1988 e 1998, fez 10 jogos oficiais em gramados paranaenses e obteve 3 empates, mais 7 derrotas.

Ou seja, são 18 jogos do futebol blumenauense por lá com 13 derrotas, 5 empates e ZERO vitórias.

Vence domingo por você mesmo, Metropolitano.

Vence por nós. E vence também pelo futebol blumenauense.

#VamosSubirMetrô, pô!

SEMANA AGITADA

Não há como negar, nem evitar. Semana pós-derrota não é igual a semana pós-vitória.

Por mais convicto que se esteja no comando de uma equipe, a derrota faz repensar. E o acúmulo delas, mais ainda.

Nos últimos 14 jogos do Metropolitano o desempenho tem sido sofrível: 2 vitórias, 2 empates e 10 derrotas.

Ok, na Série D foram "apenas" duas (em três jogos), mas a classificação não mente: nossa situação está longe de ser confortável.


A próxima rodada decreta a metade dessa 1a Fase. Chegaremos no meio do caminho e nenhuma combinação de resultados seria capaz de colocar provisoriamente o Metropolitano entre os classificados.

E as próximas duas partidas serão fora de casa. Quer dizer, na verdade todas foram até agora.

A semana, como eu dizia lá no início, trouxe conversas, reuniões, cobranças, notícias de dispensa, notícias de não-dispensa, jogador treinando em separado, reforço chegando, mudança no time titular...

O segundo momento crítico do Metropolitano em 2015 (o primeiro foi depois daquela derrota pro Guarani, no Sesi, ainda no início do Catarinense).

E no meio de tudo, uma declaração presidencial digna de se tornar um slogan para colocar na porta do vestiário, na da sede, em qualquer lugar onde qualquer profissional do clube vá: "Se esse grupo não quer subir para a Série C, vou buscar jogadores que querem".

Falou e disse. E se precisar, presidente, me chama pra desenhar pra quem não entendeu. E olha que eu desenho mal.

Quem não quiser compromisso com o acesso, tem outros 39 times nessa Série D pra procurar espaço. Aqui, no Metropolitano, não vai rolar.

A diretoria trabalha e dá um duro danado pra dar condições adequadas pro elenco, pra comissão técnica. O sócio ficou pagando mensalidade sem nenhum retorno, patrocinador pagando pra pouca (ou nenhuma) exposição. Um monte de gente envolvida, engajada em torno de um objetivo que já está se transformando em sonho.

Quem não estiver muito interessado, ou acha que não dá conta, é uma pena mas pro Metropolitano não serve.

Por que quem ficar vai ter a oportunidade de fazer história.

E a reação é pra ontem.

Não importa se o Foz do Iguaçu vai jogar em casa, se também precisa vencer, se a previsão do tempo aponta sol e calor (mais de 30 graus, pra ser preciso), nem se o campo tem buraco ou não. Nada disso interessa.

O time que disputou mais jogos, mais edições de Série D tem que chegar lá e vencer.

#VamosSubirMetrô, pô!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A FORÇA DOS JOGADORES

Ser jogador de futebol é ocupar um espaço privilegiado. Mesmo que seja alvo de pressões e críticas, por vezes injustas, é o jogador, e só ele, que faz a coisa acontecer.

Isso mesmo. Só ele.

A diretoria corre atrás de dinheiro para cumprir os compromissos, o torcedor paga ingresso, se esgoela na arquibancada, o treinador escala, pede, implora, mas é o jogador que executa tudo dentro do futebol.

Na maioria das vezes, os clubes não alcançam os objetivos que sonham diretoria, patrocinadores, sócios, torcedores e toda uma comunidade, por que o time formado por jogadores não rende o suficiente.

E não rende o suficiente por que não consegue ou, em alguns casos, por que não sabe que pode conseguir. Ou seja, tem qualidade mas não a usa.

Vou contar um negócio que aconteceu em 2004 no Metropolitano.

Naquele ano o Metrô estava na Série A2. Doze clubes, pontos corridos ida e volta, os 8 primeiros estariam na "elite" do Estadual de 2005. Até metade do campeonato, passando um pouco, o Metropolitano estava ali no G8, vamos dizer assim.

Mas eram tempos de vacas esqueléticas. Sim, ainda são hoje, mas era pior. Mal e mal a Taschibra na camisa e dá-lhe diretoria botando dinheiro do bolso. Não tinha sócio-torcedor. Uns 50, se tanto, compraram um cartão que dava entrada para todos os jogos em casa e só. Média de púbico era 200, 300 por partida. E aluguel do Sesi, folha de pagamento, taxa de arbitragem... Todas aquelas coisas que todo mundo sabe.

A contratação do goleiro Ronaldo (foto) acabou não vingando sob o aspecto financeiro.

Não traduziu em nenhum retorno, seja de patrocínio ou renda. Em comum acordo ele deixou o clube ali pelo meio da competição.

Com o clube pagando pra jogar, veio proposta da Dinamarca pelo Diego Viana, artilheiro do time. O clube aceitou emprestar o atleta em troca de recursos que conseguiriam manter o pagamento dos atletas até o fim da A2.

Aquela história: sacrifica-se uma ovelha em prol do rebanho.

Com conhecidos dentro do Atlético-PR, vêm dois atletas emprestados de graça: Lucas Martins e Lucas Busato.

Mas o time caiu de rendimento. Na sequência, dois empates e duas derrotas. Metropolitano sai do G8.

O último destes 4 jogos sem vitória foi uma derrota no Sesi pro Guarani, da Palhoça, em pleno 2 de setembro. Crise.

Faltavam 5 rodadas: Tiradentes (casa), Tubarão (fora), Marcílio Dias (fora), Lages (casa) e Atlético de Ibirama (fora). Tudo ou nada.

Não subir naquele ano poderia significar, sem exageros, a morte do Metropolitano.

Eu fazia parte da diretoria, na época. Quer dizer, da diretoria não por que eu não era diretor de nada. Era um colaborador que umas três vezes por semana, por livre e espontânea vontade, saía no meio da tarde do escritório, ia pro Atlético Itoupava acompanhar o treino, mas antes passava num mercado bem ali perto e comprava, do meu bolso, frutas e levava pros jogadores.

Deixava as sacolas com o Nestor, roupeiro, ele juntava umas mesinhas e deixava tudo preparado pros atletas depois do treino.

Fiz várias vezes isso sem falar pra ninguém. Só quem sabia era o Nestor, os jogadores e a comissão técnica (Tadeu, Nei Adriano e Coral). O Tadeu, treinador, vinha me agradecer sempre.

Duas vezes até comprei camisas de passeio pro elenco dar de presente àquele que os jogadores escolhiam como melhor em campo no jogo anterior.

Então, depois daquela derrota pro Guarani no Sesi, no aniversário de Blumenau, tudo estremeceu.

Ninguém falava, mas em cada olhar se via: ou se faz alguma coisa, ou o clube morre.

Dia 7, feriado nacional, diretoria do clube se reúne, e eu ali junto. Conversaram, conversaram, conversaram. Decisão: trocar o treinador. Sai Tadeu e o nome preferencial do substituto: Tonho Gil.

Tadeu (calção branco) comandando treino em 2004
Mas, antes da diretoria deixar a sala e ir pro treino comunicar o Tadeu, toca o telefone do Evaristo - diretor financeiro. Era um jogador - não sei quem.

Conversam, conversam, conversam. Desliga o telefone, Evaristo diz: "eles querem conversar com a diretoria. Pediram pra não tirar o Tadeu. Vão ganhar e classificar o time pro Catarinense por ele".

Cinco dias depois, Metropolitano 2-0 Tiradentes.

Na semana seguinte, em Tubarão, empate em 1-1 - ótimo resultado, pois o "Peixe" era um dos que também iriam pro Catarinense.

Uma semana depois, vitória por 2-0 em Itajaí diante do Marcílio Dias. Metropolitano matematicamente no Catarinense de 2005, com duas rodadas de antecedência.

Os jogadores tiraram força de onde nem sabiam ter e, pelo treinador deles, fizeram 7 pontos em 3 jogos.

Não sei se o exemplo se adapta à realidade atual. Não sei mesmo. Não acompanho treinamento, nem dia a dia do elenco.

Mas sei que nenhum jogador deste elenco da Série D está aí contra a vontade do Pingo. Ele confia em cada um deles. Tanto nos que ficaram como nos que vieram depois do Catarinense.

Só lembrei desse fato em 2004 porque, mesmo sem ter visto nenhum dos 3 jogos até aqui, eu tenho a impressão de que esse time pode mais.

E se pode, vai mostrar agora. Tenho certeza.

#VamosSubirMetrô

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

METROPOLITANO 2-3 SÃO CAETANO

Sem desculpas.

O Metropolitano não perdeu hoje por que o gramado estava molhado. Nem por que estava cheio de buracos. Não perdeu por que sentiu falta desse ou daquele titular, suspenso ou lesionado. Nem por que a arbitragem atrapalhou.

Não perdeu por que não estava acostumado a jogar naquele estádio, naquele horário, muito menos pela pressão da torcida adversária. Não perdeu por que teve pouco tempo para treinar, ou sentiu a viagem desgastante até o local da partida.

Perdeu por que o adversário é superior. Simples.

Não importa que a bola bateu uma, duas ou três vezes na trave, que tenha tido maior domínio territorial, que tenha tido maior posse de bola, nem isso ou aquilo. Perdeu por que o São Caetano fez 3 gols e o Metropolitano, menos.

Futebol é isso: gol. Criação de jogadas, lances de perigo, bolas na trave, posse de bola etc, tudo isso é perfumaria. É assunto para boteco, mesa redonda... Ali embaixo, na tabela de classificação, o que vale é gol.

E a classificação indica este mesmo São Caetano disparado com 9 pontos.

A próxima rodada, que fechará o "turno" deixando todas as equipes com 4 jogos, aponta:

Volta Redonda x Lajeadense
Foz do Iguaçu x Metropolitano

Tanto para o Metrô como para o adversário paranaense, partida de vida ou morte.

Em 2012, após 4 rodadas, também tínhamos 3 pontos. Mas o líder do Grupo tinha só cinco.

Em 2014, após 4 rodadas, também tínhamos 3 pontos. E o líder (Londrina) também estava disparado com nove. Mas apenas o Penapolense estava na nossa frente, com cinco.

Neste ano há um agravante: nossos adversários estão abrindo vantagem. Estamos com 3 adversários na nossa frente e já é certo que não fecharemos o "turno" nas duas primeiras posições.

É garantido que o nosso campeonato já, neste momento, é de recuperação.

Jogo em Foz do Iguaçu é decisivo. Deixamos chegar nesse ponto.

Sim, ainda acredito que vamos nos classificar. Vai ter que ser no sufoco. Até porque folgamos na última rodada. Então precisamos fazer nossos resultados já, agora.

Temos que parar de correr atrás. Seja na classificação, seja no placar - sempre saímos perdendo e precisamos buscar o resultado.

Dá tempo mas o alerta está vermelho.

O Metropolitano não pode permitir que o seu ano, o ano dos jogadores, do patrocinador, do sócio, do torcedor, de todos nós, acabe em agosto.

É sério.

#VamosSubirMetrô

sexta-feira, 31 de julho de 2015

CAMINHOS CRUZADOS

O tempo passa e a sucessão imprevisível de fatos é capaz de colocar, tirar, recolocar, seja lá quantas vezes, algo, alguém, dentro ou fora da minha, da sua, da vida de todos.

Ninguém sabe se o que é impossível hoje, amanhã, semana que vem, não será inevitável.

Ontem eu escrevi sobre como o Metropolitano entrou na minha vida, há 13 anos. Hoje vou lembrar outras duas situações que ocorreram naquela mesma semana.

31 de julho de 2002, quarta-feira
Um time pequeno desafiava os dogmas do futebol e disputava o título mais importante do continente.


Quatro dias depois...

4 de agosto de 2002, domingo
Um time recém nascido disputava o primeiro jogo oficial de sua história.


Treze anos se passaram.

Quem poderia imaginar que São Caetano e Metropolitano entrariam em campo daqui 3 dias para se enfrentar numa Série D de Brasileiro?

Na semana da estreia do Metropolitano no futebol profissional, o São Caetano estava no auge de sua história, decidindo a Copa Libertadores.

O Metrô já enfrentou 3 ex-campeões da Copa do Brasil (Criciúma, Juventude e Santo André), mas esta será a primeira vez que o Metrô encontra oficialmente um ex-finalista de Libertadores.

RETROSPECTO

Já foram 10 jogos contra paulistas na história do clube. Todos válidos por Séries D, nas edições 2012, 2013 e 2014.

A vantagem, como se vê ao lado, é do Metropolitano.

As únicas duas derrotas foram em 2012, diante do Mogi Mirim (2-1), em Blumenau, que acabou causando nossa eliminação naquela oportunidade, e no ano passado, quando perdemos por 2-0 para o Penapolense, em Penápolis.

E por falar em Penapolense, foi justamente contra ele o nosso último jogo contra paulistas. Vencemos por 2-0, no Sesi, na estreia do Pingo como treinador do Metrô.

Botafogo - Mirassol - Mogi Mirim - Penapolense - Santo André:
os cinco paulistas que o Metropolitano enfrentou até hoje
duas vezes cada

Estes retrospectos, não custa dizer, não representam qualquer tentativa de exercício de adivinhação sobre o que vai acontecer. Apenas servem para lembrarmos como foi até hoje.

#VamosSubirMetrô

quinta-feira, 30 de julho de 2015

E ENTÃO TUDO COMEÇOU...

Hoje eu vou contar uma historinha pra vocês.

...


Verão de 2002.
Provavelmente fevereiro. Talvez março. Não sei bem ao certo.

De folga no litoral, bate-papo entre amigos, um deles solta:

- Viu que tem um time novo em Blumenau?
- Ah sim, o Real. Já jogou ano passado a 2a divisão do Catarinense.
- Não, é outro.
- Outro? ABF? Santa Catarina?
- Não, não... Outro. Começaram agora nesse ano.
- Como é o nome?
- Não lembro... Sei que estão treinando ali no Atlético Itoupava. Ah! Lembrei! É Metropolitano. Atlético Metropolitano.
Santa, 19 de abril de 2002

...


Mesmo ano. 19 de abril.

Intervalo de aula. Cantina da FURB.

Um jornal largado em cima de uma mesa. Pego um café, sento e folheio o jornal de trás pra frente.

Uma foto (ao lado) me chama a atenção.

O tal Metropolitano havia apresentado seu uniforme no dia anterior - meu aniversário, coincidentemente.

A foto em preto e branco não ajuda a assimilar as cores do tal uniforme, mas o texto ao lado diz: todo verde.

...

30 de julho de 2002. Há exatos 13 anos, esse dia caiu numa terça-feira.

Numa manhã em algum lugar, acho que no escritório onde trabalhava, pego um jornal por perto. Folheio de trás pra frente e paro na coluna Passe Livre, de Cláudio Holzer. Dentre várias considerações, uma nota me chama a atenção:

Santa, 30 de julho de 2002
"Segundona: Os ingressos para a estréia do Metropolitano na Segundona contra o Brusque, domingo, às 15h, no Sesi, em Blumenau, já estão à venda na Avenida Beira-Rio, 225."

Primeiro pensamento que veio à cabeça: vou lá.

Tinha que dar uma passada na XV à tarde, daria uma esticada até lá naquele endereço na Beira-Rio.

Pelo número indicado, ficava em cima da loja Caça e Pesca. Encontrei a porta de acesso, subi as escadas e entrei numa sala, com um balcão. Dois homens, o senhor que estava em pé veio me atender:

- Pois, não?
- Boa tarde, aqui é o Metropolitano?
- Sim! Ainda estamos nos instalando aqui, mas estamos à disposição. O que seria?
- Tem ingresso pro jogo de domingo?

O senhor a minha frente fez uma cara de espanto por uma fração de segundos e...

- Sim, sim! Temos sim! Já estamos vendendo! Claro! Domingo começa o campeonato! Quantos você quer?
- Qual é o preço?
- R$ 5. É preço único, para qualquer lugar do Sesi. Faço dois por R$ 10! (risos)
- (risos) Ok, ok... Me vê dois, então! (Vou no jogo e levo alguém junto, pensei)

Ele abriu um pacote, tirou um bloco de ingressos e destacou dois. Ao menos daquele pacote, daquele bloco, eram os primeiros.

- A procura está sendo boa?
- Sim, muitas pessoas perguntando, querendo saber. Toda hora toca o telefone e...

No que falou isso, tocou o telefone e o outro rapaz atendeu.

- Viu? Não falei? (risos)
A camisa que comprei sem nunca
ter visto um jogo do time antes.
- Obrigado. Por acaso vocês têm a camisa aí pra eu ver?
- (outra breve cara de espanto) Claro! Marcelo, vê se tem ali naquela...

O outro rapaz, que se chamava Marcelo, estava no telefone.

Então o senhor que me atendia alcançou uma caixa de papelão e dentro várias camisas em embalagens plásticas.

Abriu uma delas e me mostrou. Toda verde. Um verde bem escuro. Escudo no meio do peito. "Feirão da XV" na frente e numa das mangas. "Trok Escapamentos" atrás e na outra manga. Nas costas, número 9.

- Bonita. Gostei. Tem pra vender?
- (terceira breve expressão de espanto) Lógico! Sem dúvida!
- Quanto custa?
- Deixa eu ver... R$ 15.
- Ok, quero uma GG.
- Pode ser a número 9?
- Pode, claro. Quem é o 9 do time?
- Polegar.

Olhando o escudo, perguntei:

- CAM é Clube Atlético Metropolitano. É isso, né?
- Sim. Colocamos a torre da Matriz, que é um símbolo da cidade. As listras verdes e brancas são as cores do clube. O vermelho e o amarelo são as cores que estão na bandeira de Blumenau.
- Legal!

Saí dali com a camisa, dois ingressos e apenas no pensamento a ideia de ir a um jogo de futebol no domingo.

Sem saber que ali o Metropolitano estava entrando na minha vida.
(foto: Silvio Kohler)

Hoje isso completa 13 anos.


#VamosSubirMetrô

PS: O senhor que me atendeu gentilmente e me vendeu dois ingressos e a camisa é Haroldo Paz (foto) um dos mentores intelectuais do clube, incansável batalhador do Metropolitano naquele período inicial, e até hoje um torcedor que sofre, vibra e se emociona com o clube que ele ajudou a criar.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CARRETEIRO DOS SÓCIOS TORCEDORES

Vice Vadinho e presidente Ivan (foto: Sidnei Batista)
Estive ontem à noite em mais um encontro entre sócios promovido pelo Metropolitano.

O clube, agindo corretamente, costuma fazer essa aproximação com o torcedor e nunca me furto de ir, a menos que realmente não possa.

Já há 3 meses sem jogos oficiais em Blumenau, são oportunidades como essa que nos permitem reencontrar aqueles que são como nós, pessoas da nossa comunidade e que se importam com o Clube Atlético Metropolitano.

Temos os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, mas remamos juntos pro mesmo lado querendo chegar no mesmo lugar.

Um ambiente positivo com gente com energia positiva porque cheio de cabeças que pensam e se movem para frente.

Além da presença natural de integrantes da diretoria e patrocinadores, pudemos encontrar e conversar pessoalmente com o treinador Pingo, o auxiliar Bandoch, o preparador de goleiros Austrália, além dos atletas Alexandre Carvalho, Altino, Ariel, Eurico, Mazinho e Rafael Córdova.

Um evento que serviu para mostrar que o Metropolitano lembra daqueles que não se esquecem do Metropolitano.

Primeiro site oficial lançado em 2003
(foto: Daniel Gonçalves)
"BOLA EM JOGO FORA DE CAMPO"

A ocasião era diferente e tinha outro propósito. Mas a noite de ontem me fez lembrar o primeiro encontro entre torcedores que o clube promoveu, lá em 2003. Foi denominado "Bola em Jogo Fora de Campo".

A ideia era apresentar elenco, comissão técnica, uniformes e o primeiro site oficial do Metropolitano, além de homenagear os fundadores.

Foi no dia 6 de agosto, na Associação da Artex. Fundadores também foram homenageados.

(foto: Sidnei Batista)
SÉRIE D

E pra falar de futebol, ontem toda a equipe voltou ao trabalho visando o jogo contra o São Caetano, segunda-feira, dia 3 de agosto.

Sim, segunda-feira pois o confronto será novamente no Orlando Scarpelli e o Figueirense joga lá no domingo à tarde, contra a Ponte Preta, pela Série A.

O adversário, nas palavras do Pingo (foto) que já o viu em ação, é perigosíssimo.

Mas a lógica é que o Metropolitano esteja mais equilibrado nessa partida, com o time já mais encaixado, com ritmo e já adaptado com gramado, estádio vazio etc.

ESTREIA EM BLUMENAU

E por falar em estádio, o primeiro jogo do Metrô nesta Série D em Blumenau será no dia 23 de agosto, domingo, diante do Foz do Iguaçu.

O clube anunciou ontem que vai experimentar o horário das 11 horas, a nova sensação da Série A do Brasileiro.

Acho interessante ver como será a resposta do torcedor. Se é algo que vem dando certo na elite do futebol, por que não testar aqui também?

#VamosSubirMetrô

segunda-feira, 27 de julho de 2015

MOMENTO IMPORTANTE

A preparação de um time para alcançar seus objetivos envolve inúmeros fatores. Desde a montagem do elenco, passando pelo trabalho nos treinamentos e alcançando até mesmo o estudo dos adversários.

Por agora, considere apenas este último item a que me referi.

Times de Série A, B de Brasileiro têm seus jogos a todo instante na tv. Muitos atletas já são conhecidos e tudo isso facilita o acompanhamento do modo como atuam, desenvolvem suas estratégias e etc.

Dentro da nossa realidade, Série D, é bem diferente. Coletar informações dos adversários não é tão simples, ainda que o mundo inteiro tenha diminuído de tamanho por conta da internet.

São Caetano, Foz do Iguaçu, São Caetano,
Foz do Iguaçu, São Caetano, Foz do Iguaçu...
Cheguei até aqui para destacar o quão importante é o momento que o Metropolitano passará a viver nas próximas quatro partidas. Eis a lista:

03.08 - São Caetano (em casa)
09.08 - Foz do Iguaçu (fora)
16.08 - São Caetano (fora)
23.08 - Foz do Iguaçu (em casa)

Perceberam?

As próximas quatro rodadas serão diante de apenas dois adversários.

Estaremos entrando no meio da tabela de jogos desta primeira fase. Depois dessa sequência aí, só terão mais duas partidas. É um momento crucial que pode, por si só, definir a classificação.

Se saindo mal nestas quatro partidas, é possível que o Metropolitano precise de sacrifícios e combinações de resultados na reta final. Indo bem, provavelmente sai com um lugar nas oitavas encaminhado.

Agora, nesta etapa da competição, entra aquilo que falei do estudo dos adversários. Agora, podemos esquecer por um mês que Volta Redonda e Lajeadense existem.

Toda a concentração da comissão técnica, jogadores e observadores deve estar voltada apenas para São Caetano e Foz do Iguaçu. Acordar São Caetano e Foz do Iguaçu. Almoçar São Caetano e Foz do Iguaçu. Ir dormir São Caetano e Foz do Iguaçu...

A coisa, por agora, vira triangular. Nós e São Caetano e Foz do Iguaçu...

VITÓRIA DO BANCO

Ganhar de virada é melhor ainda, diz um ditado futebolístico. Domingo em Florianópolis não foi diferente. Mas foi melhor do que melhor ainda.

O time mostrou reação. Encontrou forças dentro de si, dentro do vestiário, vindas do treinador e, sobretudo, do banco de reservas.

Joílson e a experiência a favor do Metrô
(Foto: Sidnei Batista)
Ariel, Joílson e Tiaguinho entraram no segundo tempo e Ariel, Joílson e Tiaguinho foram fundamentais para a virada - claro, com a também decisiva participação de Mazinho, autor do segundo gol.

Esses detalhes definem vitórias, classificações, acessos, títulos...

Você sabe, como eu, que pesou pro Metropolitano ficar sem a dupla de zaga titular (Thiago Couto e Elton) e sem Bruno Rangel naquelas oitavas-de-finais contra o Mogi Mirim, em 2012.

Você lembra, como eu, que ficar sem Maurinho 100% e sem o David contra o Juventude, enfraqueceu o Metropolitano em dois pontos de força do time em 2013.

E você sabe como fomos prejudicados ano passado por termos (de novo) perdido a dupla de zaga titular (Júnior Fell e Elton) e Alessandro no confronto contra o Tombense.

Esses pequenos detalhezinhos acontecem. E decidem. E aconteceu três vezes contra nós.

Então, vamos aproveitar que neste momento o elenco está inteiro à disposição e deixar a classificação bem encaminhada após estas quatro partidas.

Sabendo que nos dias de hoje, continuam sendo 11 os jogadores que começam entrando em campo.

Mas que aquele time que vai chegar mais longe do que todos, será feito por mais do que 11 jogadores.

#VamosSubirMetrô

domingo, 26 de julho de 2015

METROPOLITANO 2-1 VOLTA REDONDA: UMA VOLTA NA CRISE

Hoje eu começar pela metade. Sim. Pelo meio.

Por que foi no meio da partida de hoje que o Metropolitano começou a tomar as atitudes e as providências que o levaram à primeira vitória nesta Série D.

Passei a tarde ouvindo o pessoal da Rádio Nereu Ramos. O repórter Marciano Régis dizia que ali de fora do vestiário, onde estava no intervalo, era possível ouvir a forte cobrança do Pingo perante os jogadores, por um segundo tempo com mais brio e atitude.

Pudera... Mesmo tendo criado (e desperdiçado) três excelentes oportunidades de gol ainda na primeira etapa, o Metropolitano estava sendo derrotado naquele momento por 0-1.

Resultado tenebroso.

O Volta Redonda dispararia para 9 pontos, e nós lá no fundo com zero.

Então foi ali, naquele descanso entre os dois períodos de 45 minutos, que o Pingo recolocou em campo um Metropolitano com nova postura. E uma alteração: Ariel no lugar de Giso.

Ariel entrou, deu nova movimentação ofensiva e fez o gol de empate.

Isso pode ter dado fortes argumentos para que Pingo se convencesse que ele é quem deve ser o titular ao lado de Lima. Como havia feito no Catarinense. Lá também iniciou a competição na reserva de Negueba. Aos poucos virou titular.

No Catarinense desse ano Ariel marcou na Ressacada
Como já tinha feito um na vitória de 2-1 sobre o Avaí na Ressacada (foto), este gol de Ariel hoje, por sinal, fez dele o terceiro jogador da história do Metropolitano a marcar, num mesmo ano, gols nos dois estádios de Florianópolis.

Antes dele, apenas Aldrovani (em 2008) e Rafael Costa (em 2013) tinham alcançado tal "façanha".

Bom, e aí na sequência de jogo, duas outras alterações do Pingo contribuíram para vir a vitória: a entrada de Tiaguinho e, principalmente, a de Joílson.

O experiente Joílson foi um dos principais artífices da eliminação do Metropolitano no ano passado, lá em Tombos/MG, onde era mentor do meio de campo do Tombense. Agora está do nosso lado.

E coube a Mazinho, outro ex-Tombense, decretar a virada e nossos primeiros 3 pontos na tabela.

Um gosto de vitória que fazia tempo que a torcida não sentia.


Voltamos pro campeonato. São Caetano e Volta Redonda têm 3 pontos a mais, mas também um jogo a mais.

Nosso próximo confronto é diante do São Caetano, novamente no Orlando Scarpelli. Outro jogo duro, diante de um adversário que claramente se lança como candidato a classificar.

Meteorologia promete semana inteira de tempo firme, seco.

Estádio Orlando Scarpelli
Com o elenco (quase) todo à disposição (apenas Renato Silva será reavaliado), é uma boa oportunidade para Pingo aparar as arestas e azeitar o time.

Queria convocar o torcedor para se organizar e ir nesse jogo, dar sua força. Mas é outra partida em que o Metropolitano fará sozinho "em casa".

Mas estamos de lá de alguma forma.

As arquibancadas verdes não negam.

#VamosSubirMetrô

sexta-feira, 24 de julho de 2015

RETROSPECTO: METRÔ X TODOS

Fazer o levantamento do retrospecto do Metropolitano contra clubes fluminenses não ficaria muito legal. As únicas duas vezes que enfrentamos um adversário do Estado do Rio de Janeiro foi no ano passado, ambas contra o Boavista.

Duas vitórias do Metropolitano, 9 gols marcados e 2 sofridos. Ponto.

Então, resolvi fazer um apanhado e colocar aqui como é o retrospecto geral do Metrô contra clubes de fora de Santa Catarina:



Gaúchos, paranaenses, paulistas, fluminense e mineiro. Todos os 19 adversários "nacionais" que o Metropolitano já enfrentou oficialmente estão aí.

Como apontam as barrinhas coloridas acima, foram 16 vitórias do Metrô, 15 empates e 20 derrotas. Nos gols marcados e sofridos, empate: 63 x 63.

Alessandro (2013-2014) - Jonatas (2011) - Lauro César (2014)
Por falar em gols, apesar de Rafael Costa ser o maior goleador da história do clube, contra os adversários não-catarinenses a artilharia fica empatada nas mãos, ou melhor, nos pés de três jogadores:

Alessandro, Jonatas e Lauro César.

Cada um deles marcou 5 gols, deixando Rafael Costa e Tozin para trás com quatro.

Ainda nessa Série D teremos 3 adversários inéditos: São Caetano-SP, Foz do Iguaçu-PR e o Volta Redonda-RJ, justamente o do próximo domingo.

#VamosSubirMetrô

quinta-feira, 23 de julho de 2015

DUPLA AFINADA

Top 5 dos zagueiros que mais
atuaram pelo Metropolitano.
Ao que tudo indica, Renato Silva deve mesmo ficar de fora do jogo de domingo contra o Volta Redonda. Já havia deixado o gramado ainda no primeiro tempo diante do Lajeadense.

Assim, a provável zaga titular deve ser formada por dois caras que já se conhecem de Metropolitano desde 2013.

Nenhum zagueiro atuou mais pelo Metropolitano em sua história do que Elton. São 92 jogos, sendo 91 deles como titular. Aliás, Elton pode ser o terceiro atleta a alcançar 100 jogos oficiais pelo clube ainda nessa Série D.

Desde quando chegou ao clube em 2011, por indicação de Lio Evaristo que o conhecia do futebol paranaense, Elton trabalhou com vários treinadores no Metropolitano.

Algumas vezes, num esquema de três zagueiros. Mas na maioria, formando dupla de zaga ao lado de alguém.

Dessa forma, teve vários parceiros: Léo, Marcus Vinícius, Thiago Couto, Ribamar, Júnior Fell, Neris... Mas com nenhum outro Elton compôs mais vezes dupla de zaga titular como Alexandre Carvalho.

Elton e Alexandre Carvalho não precisam ser
apresentados um ao outro. (Foto: Sidnei Batista)
Alexandre chegou ao Metropolitano em 2013. Saiu em 2014, voltou em 2014, saiu de novo e voltou em 2015. Nestas passagens sempre cumpriu dentro do elenco uma função mais de "primeiro reserva" dos zagueiros titulares do que titular efetivo.

Foram 17 jogos (6 vitórias, 8 derrotas, 3 empates) com a dupla entrando como titular.

Inclusive, a última vez que o Metrô venceu um jogo oficial foi com Alexandre Carvalho e Elton juntos: 2-0 sobre o Criciúma no Sesi, estreia do uniforme novo, no Catarinense deste ano.

Aliás, faz tempo hein? São 9 jogos oficiais do Metropolitano sem vitória. Nesse aspecto, Pingo não pode reclamar de falta de paciência.

Com a dupla que se conhece faz tempo, com a proteção do estreante Eurico à frente da zaga, e com a segurança que o goleiro Rafael Córdova vem demonstrando, quero acreditar que o Metrô se fortaleça mais defensivamente do que em Lajeado.

E que isso contribua para vir a primeira vitória na Série D, justamente contra o líder do nosso Grupo até agora.

#VamosSubirMetrô