sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TÚNEL DO TEMPO - 1º DE AGOSTO

Há exatamente quatro anos o Metropolitano fazia seu terceiro jogo pela Série D. Depois de vencer Marcílio Dias e Iraty, a vítima da vez foi o Pelotas. Abaixo, a ficha do jogo. E aqui o gol da vitória.

Foto: Silvio Kohler
Jogo Oficial 241
METROPOLITANO 1-0 PELOTAS-RS
Data: 01.08.2010 (domingo)
Local: Sesi, Blumenau/SC
Competição: Campeonato Brasileiro 2010 - Série D
Treinador: Mauro Ovelha
Metropolitano: João Paulo; Neto, Thiago Couto e Amaral Rosa; Nequinha, Fabinho, Marcos Alexandre, Mário André (Edimar) e Pereira; Gilberto (João Paulino) e Gavião (Leandrinho).
Gol: Marcos Alexandre

quinta-feira, 31 de julho de 2014

NOVOS NOMES

EFEITOS COLATERAIS

O Metropolitano continua colhendo os maus frutos do jogo de domingo passado, em Londrina. Não bastasse ter tido as expulsões do treinador Abel Ribeiro, do lateral Juninho e do gol sofrido irregularmente, foi confirmada ontem a notícia de que o meia-atacante Aldair irá parar por 60 dias. Bastaram 2 minutos dele em campo - entrou no lugar de Lauro César - para sofrer uma entrada violenta de um dos jogadores adversários. Como todas as substituições já haviam sido feitas, Aldair continuou no gramado apenas "fazendo número" pelo restante da partida. A arbitragem nada marcou no lance. Nem falta, nem cartão, nada. Tudo certo e lindo.

DIRETORIA TRABALHANDO

Por estas e outras, o departamento de futebol do clube está no mercado procurando reforços. Quais, para onde, não sei. Eu, pessoalmente, iria urgente atrás de um lateral-esquerdo e de um meia-atacante. O meia, por razões óbvias, já que quebraram o Aldair. O lateral, pois não temos um, de ofício, desde a saída do Allan ano passado. Pra mim, o Ari é reserva do Alessandro na direita. Usar insistentemente o Ari na esquerda acaba queimando até mesmo o jogador.

Sim, eu sei que dizem que ele foi revelado no Vasco na esquerda, mas ele é destro e esse detalhe é importantíssimo. O Júnior, ex-lateral da Seleção, campeão brasileiro e da Libertadores com o Flamengo, era um caso destes: destro, atuava na lateral-esquerda. Mas o Ari não é o Júnior. Na esquerda, o Ari pode ser útil numa situação esporádica, de improviso. Foi muito decisivo lá em Ibirama, quando vencemos por 1-0 no Catarinense. Mas era o Atlético de Ibirama, que quase foi rebaixado. Nós estamos na Série D querendo subir pra C. É diferente, se é que me entendem.

Vanderson foi bem na lateral-esquerda
do Metropolitano em 2005.
MALDIÇÃO?

Já sofremos bastante com a lateral-esquerda do Metropolitano. Muito mais do que com a direita. Casos de improvisações, não faltam. Além do Ari, Alex Albert, Paulinho, Fábio Fidélis, Xipote, até mesmo o Alexandre Carvalho (zagueiro), ano passado lá em Caxias do Sul, pois o Allan foi expulso aqui no Sesi, lembram? O próprio Geovani, no atual elenco, atuou na lateral-esquerda em 2006 (até que foi bem). É maldição? Nada. É a falta de contratar alguém do ramo.

Já que perguntar não ofende, por onde anda o Rafinha, com passagens boas aqui em 2011 e 2013? É o lateral que mais marcou gols pelo Metropolitano (9) e tem uma excelente bola parada - quem cobra as faltas de longa distância para nós, hoje?

REGISTRO

Essa foto aí do Vanderson foi tirada no primeiro jogo do Metropolitano pela 1a Divisão do Catarinense, dia 23 de janeiro de 2005. Reparem nos detalhes em vermelho na camisa. O então presidente Billy ficou maluco com isso. Mas, como o fabricante enviou o material em cima da hora, não teve como o Metrô entrar em campo de outro jeito. Na segunda partida, domingo seguinte no Sesi, o uniforme já estava nos conformes.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ESCOLA

O auxiliar que corria à frente das cabinas de imprensa do estádio do Café, ontem em Londrina, deve ter se formado em arbitragem na mesma escola que o Carlos Berkenbrock. Reparem no impedimento do atacante do Londrina, justamente no lance em que foi assinalado o pênalti que decretou a derrota do Metropolitano - no vídeo, a partir dos 15 segundos - clique aqui.

Olha lá a perninha branca do atacante na banheira...

LONDRINA 1-0 METROPOLITANO

Pois então... A tarde já não começou muito bem com a falha técnica que impossibilitou os sócios de assistirem o jogo pela internet, conforme anunciado. O Metropolitano, corretamente, emitiu nota oficial em seu site explicando o ocorrido (leia aqui).

A escalação titular trouxe Alessandro, que era dúvida. Time 100% àquele que começou o jogo aqui, contra o Boavista. Ótimo manter a mesma equipe. Ganha conjunto. Primeiro tempo ficou no zero, com Dida fazendo boas defesas.

Segunda etapa rolando, outras boas intervenções do Dida, e eis que Alessandro precisa sair - certamente descontado pela lesão que quase lhe tirou do jogo. O que Abel Ribeiro poderia fazer: colocar Juninho na lateral-esquerda e deslocar Ari para a direita ou colocar Cícero no meio e trazer Carlos Alberto para a vaga de Alessandro. Abel, assim como eu faria, optou pela primeira opção.

Juninho entrou aos 9', levou o primeiro amarelo aos 12'
e foi expulso aos 16' (Foto: Ricardo Chicarelli)
Se o Ari é lateral e destro, e eu tenho no banco um lateral-esquerdo de origem, pra que improvisar um volante na lateral-direta e deixar o Ari, destro, lá na esquerda? Então, que demos oportunidade pro garoto Juninho que, para muitos, já deveria até mesmo ser titular na vaga do Ari.

Aí o Juninho entra e em 5 minutos leva dois amarelos, deixando o Metrô com um a menos em campo. Três minutos após sua expulsão, pênalti e gol do Londrina.

Jogando metade do segundo tempo em desvantagem numérica, o 1-0 acabou não sendo tão ruim. Segue a zica de não vencermos nunca jogando no Paraná.

No próximo final de semana rola a terceira rodada e o Metropolitano folga. Retornamos a campo na quarta rodada, novamente fora de casa, diante da Penapolense-SP. Ao menos, tempo pro Alessandro tratar da lesão.

Próxima rodada marca: Penapolense x Boavista - Pelotas x Londrina

Nossos próximos 4 jogos serão contra Penapolense-SP e Pelotas-RS. Ou seja, podemos encaminhar a vaga contra apenas dois adversários.

Acho que se for possível a diretoria trazer um lateral-esquerdo de ofício, que traga. É uma deficiência que já vem desde o ano passado, depois da saída do Rafinha. Aliás, é quase histórico o negócio. Cabem nos dedos de uma mão os bons laterais pelo lado esquerdo que tivemos até hoje.

E quanto ao Juninho, sem queimar o garoto. Levanta a cabeça e que o episódio sirva de aprendizado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

TABU

Lá vai o Metropolitano jogar oficialmente no Paraná pela oitava vez em sua história. Nunca voltamos de lá com uma vitória. Nenhumazinha por 1-0, sequer. Nas duas primeiras vezes, ao menos não perdemos. Mas nas cinco seguintes, só derrotas.

O adversário é conhecido do ano passado. E perdemos duas vezes pra eles. O Londrina, inclusive, se sagrou campeão paranaense em 2014. Encrenca da grossa pela frente.

Mas o Metropolitano não pode ir pra lá amedrontado. Se por um lado é verdade que todo este retrospecto não entrará em campo no domingo, por outro pode servir de motivação.

Ano passado mesmo, por muito pouco não vencemos lá. O jogo seguia num teimoso 0-0 quando Uéderson perdeu uma grande chance de gol a nosso favor, já no final da partida. Como muitas vezes ocorre no futebol, "quem não faz, leva". Instantes depois, já nos acréscimos, sofremos o gol da derrota.

Depois deste jogo contra o Londrina, folgamos. Na sequência, outro jogo fora de casa, contra o Penapolense. Por isso, crucial adotar uma postura serena e consciente do que precisa nestas duas partidas. Não podemos deixar as duas primeiras posições do Grupo sair da mira.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

DAVID TOP 10

Ele veio em 2008, emprestado pelo São Paulo Futebol Clube, junto com o atacante Pablo e o zagueiro Rodrigo (foto).

David, Rodrigo e Pablo vieram emprestados pelo
São Paulo em 2008 para disputa do Catarinense.
Chegou em meio ao Catarinense, ganhou a confiança de César Paulista e assumiu a titularidade no meio de campo. Após a competição, saiu do Metropolitano e retornou ano passado. Atuando mais defensivamente, mostrou que seu futebol cresceu. Extremamente regular, é um dos pontos de confiança dentro do time.

David Aparecido de Oliveira Júnior completa hoje 28 anos e no próximo domingo, em Londrina, deve alcançar a marca de 59 jogos pelo clube. Assim, irá igualar o ex-volante e capitão Wilson, entrando no Top 10 dos jogadores com mais partidas oficiais pelo Metropolitano (a lista está aqui).

No atual elenco, é um dos 4 titulares remanescentes da Série D 2013, quando nosso acesso bateu na trave - ao lado de Dida, Alessandro e Elton.

O METROZÊRA! cumprimenta David, reconhecendo o grande profissional que é e desejando votos de plena felicidade na carreira e na vida pessoal.

PS: Além dele, outro David ex-Metrô faz aniversário hoje. É David Esteliano Pizzato, goleiro do Metrô em 2007, que concedeu entrevista pro blog ano passado (leia aqui). O METROZÊRA! também parabeniza Pizzato pela data!

TV METRÔ

Alguns dias atrás eu li na coluna do Everton Siemann, no Jornal de Santa Catarina, alguma coisa relacionada à possibilidade de transmissão dos jogos do Metropolitano nesta Série D, via internet para os sócios. Achei a ideia genial e torci para que ela se concretizasse.

VAMO VAMO METRÔ!!
Ontem, pelo seu site oficial, o clube confirmou a previsão (leia aqui). Através de uma parceria com a TV Galega, nós, sócios, poderemos assistir Londrina x Metropolitano domingo via internet. Duas excelentes sacadas ao mesmo tempo: exposição e consequente valorização dos patrocinadores + reconhecimento e consequente valorização dos sócios.

A tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa para os clubes. Além da própria transmissão poder atrair anunciantes, a partir dela é possível abrir inúmeros desdobramentos.

Por exemplo, porque não lançar um aplicativo que leve as transmissões dos jogos também para os smartphones dos sócios? Ou ainda criar um canal no YouTube, com matérias, entrevistas, lances de gols, estatísticas etc? A própria TV Galega deve ter em seus arquivos lances e reportagens do Metropolitano lá no seu início. Tanto o aplicativo como o canal do YouTube podem ser boas opções de trabalho do marketing.

Várias potências mundiais do futebol têm canais no YouTube, como Real Madrid, Juventus, Fluminense, Bayern etc (clique nos nomes dos clubes para ver).

Até existe um canal no YouTube que menciona o Metropolitano, só não sei se é oficial.

Enfim, meus cumprimentos ao clube.

terça-feira, 22 de julho de 2014

HÁ 10 ANOS...

O ano de 2004 foi singular. Um dos fatos marcantes que completa agora uma década foi o amistoso BEC 0-1 Metropolitano.

Em 2004 o Metropolitano recolocou Blumenau
na elite do futebol catarinense (Foto: Silvio Kohler)
Diferente do ano anterior, quando ambos os clubes da cidade estavam na mesma divisão do Catarinense, e por isso se enfrentaram duas vezes (ambas vencidas pelo Metrô), em 2004 o "Tricolor da Alameda", hoje inativo, disputava a Série B1 do Catarinense, ao passo que o "Verdão do Vale" estava na Série A2 (uma divisão acima).

Em comemoração ao seu aniversário de 85 anos, festejado no dia 19 de julho, o BEC convidou o Metrô para um amistoso. Como na época não havia proibição quanto à venda de cerveja no estádio, ficou acertado pelos clubes que teriam duas marcas à disposição. Toda a receita da venda de Brahma seria do BEC. E o que fosse arrecadado com a venda de Skol seria do Metrô.

Abaixo, um vídeo com o único gol da partida, anotado pelo meia Sidinei.

BLUMENAU 0-1 METROPOLITANO
Data: 22.07.2004 (quinta-feira)
BEC: Erlano; Capilé, Augusto, Luiz Carlos e Marquinhos Goiano (Rogério); Pio, Chiquinho, Fábio Santos e Everton (Tiago Paulista); Kal (Edinaldo) e Mozer. Treinador: Marcos Padilha.
Metropolitano: Pedro Paulo (Fernando Henrique); Marcelinho, Fernando Voltolini, Hebert e Decarlos (Alex Albert); Wilson, Júnior, Alex Marcelino (Jorge Luiz) e Sidinei (Lucas Martins); Diego Viana e Charles (Toninho). Treinador: José Tadeu Martins.
Gol: Sidinei, a 31 minutos.
Árbitro: Wellikson Bozzano
Público pagante: 360
Renda: R$ 2.850,00


segunda-feira, 21 de julho de 2014

METROPOLITANO 3-2 BOAVISTA

Ontem o Metropolitano estreou pela quinta vez num Brasileiro da Série D e manteve sua tradição de largar vencendo.

Não pude ir ao Sesi pois estava retornando de viagem a Blumenau, então não vou ficar dando pitados sobre a atuação de um time e de jogadores que não vi atuarem.

Porém, dá pra destacar a jogada ensaiada que originou nosso primeiro gol, bem como a rapidez do terceiro, a 20 segundos da etapa complementar.

ESTREIAS

Tozin sendo apresentado em 2010 e em 2014
Carlos Alberto, Thiago Silva, Lauro e Aldair fizeram oficialmente suas estreias com a camisa do Metropolitano. Dida, Geovani e Tozin (foto) estrearam em 2014, pois os três já haviam atuado pelo clube em outros anos. Dida está aqui desde 2012, quando era reserva de Flávio, Geovani fez 13 jogos e marcou 1 gol em 2006, quando Mauro Ovelha o utilizava improvisado na lateral-esquerda, e Tozin fez 2 partidas pela Série D 2010 - justamente as últimas, diante do Operário-PR.

IMPRESSÃO

Como disse, não vou ficar falando de atuações pois não vi o jogo. Mas lembro que no amistoso contra o Internacional-RS, Thiago Silva e Lauro me deixaram boas impressões. Carlos Alberto também foi bem, mas já é conhecido. Aliás, recordo do Carlos Alberto vir jogar contra o Metrô em 2002, pela 2a rodada da Segundona, pelo Caxias de Joinville - que acabou campeão e era treinado pelo Abel Ribeiro. Sempre foi um jogador incansável, que está em todos os cantos do campo. Tanto que no ano seguinte foi para o Figueirense, depois Corinthians, Atlético-MG etc. Se passaram 12 anos e com certeza ele não tem mais o mesmo fôlego. Mas pode ser útil sim. Ao menos foi o que constatei assistindo ao amistoso contra o Inter.

CAMISA NOVA

Foto: Gilmar Souza/RBS
Este padrão listrado com dois tons de verde já havia sido adotado pelo clube em 2009, quando, inclusive, definiu-se que seria mantido. Por este ângulo aí, a camisa nova do Metrô ficou muito bonita. Já pela frente, o vermelhão estragou tudo. Dói os olhos só de ver.

Sim, eu sou bem chato mesmo com esse assunto. E sempre vou ser porque camisa, escudo e nome são coisas muito sérias. Nem estádio, nem CT, nem "passes" de jogadores... O patrimônio mais valioso de um clube é sua personalidade, sua marca, sua identidade. E isso se mede por este tripé: nome, escudo e camisa.

Vejam as camisas de Fluminense, Grêmio, Flamengo, São Paulo, até mesmo Criciúma, Joinville... Precisa colocar o escudo deles pra lembrar de quem pertencem? Lógico que não. Basta você ver a camisa limpa, sem escudo, que instantaneamente se associa o clube. ESSA identidade eu sonho ver com o Metropolitano.

Um dia, quem sabe.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A QUEM POSSA INTERESSAR

Enquanto eu achar que esse tipo de coisa é muito importante, mas importante demais pra deixar passar como se fosse algo de menos, eu vou me manifestar. Nem que seja o único a dizer, eu vou dizer.

Consta do estatuto social do Clube Atlético Metropolitano:

"CAPÍTULO IX
DAS CORES, SÍMBOLOS E DISTINTIVOS

Art. 85 - As cores do Metropolitano são exclusivamente o Verde e o Branco.


Parágrafo Único - Excepcionalmente, em eventos comemorativos e/ou como terceiro uniforme, a Diretoria Executiva, em deliberação colegiada, poderá fazer uso de outras cores no uniforme oficial do Metropolitano, utilizando sempre no máximo duas cores, sendo que uma delas será sempre uma das cores do CAM."


O Metropolitano nunca foi e não é tricolor.

terça-feira, 1 de julho de 2014

COMUNICADO

Tenho recebido diversos questionamentos por parte de torcedores sobre a ausência de postagens aqui no blog.

Manter o blog atualizado demanda muito tempo e minha dedicação a ele desde junho/2013, quando o coloquei no ar, foi intensa. Assim, estou aproveitando o momento de pausa no calendário para reorganizar aspectos da vida pessoal - o blog, como devem saber, é mero hobby.

Espero retomar normalmente as atividades por aqui a partir daquela semana que antecede a estreia na Série D (20 de julho).

Agradeço as manifestações e carinho de todos.

Saudações alviverdes,

Rafael.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

E SE...

Com certeza, o assunto que mais está dando o que falar desde o anúncio oficial da Série D 2014 é a substancial alteração no regulamento, mais precisamente no chaveamento dos confrontos a partir da 2a fase.

Uma das grandes queixas nossas sempre foi a de termos, obrigatoriamente, que enfrentar (e eliminar) paranaenses, gaúchos e paulistas para chegar na Série C. Com todo o respeito que possam merecer nossos compatriotas de outros Estados, é bem diferente de limitar suas disputas contra equipes de Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins.

Para se ter uma ideia, considerando os últimos 2 anos, dentre os últimos colocados, sempre o do Grupo do Metropolitano era o que mais pontos tinha somado. E mais: sempre o primeiro classificado do Grupo do Metrô foi o que menos somou pontos entre todos os primeiros. Isso demonstra o nível de equilíbrio que rege os confrontos aqui do Sul/SP.

Nos forçar a nos matarmos por 1 vaga, pois a estatística comprova que aqui tínhamos 10 clubes com chances reais de subir, enquanto em outras regiões a briga, a bem da verdade, se limita entre 4 ou 5, no mínimo era uma injustiça muito grande.

Isso foi resolvido.

"Ah, então quer dizer que agora vai ser moleza, Rafael?"

De jeito nenhum. Até porque na 1a Fase nada muda. Temos adversários duríssimos e todo jogo de futebol é decidido em campo. Na conversa, ninguém leva. De nada adianta ficarmos "comemorando" essa modificação, esperando que isso vá nos beneficiar, se não conseguirmos passar nem pela 1a Fase.

A título de ilustração, fui observar quem o Metropolitano teria enfrentado em 2012 e 2013, caso os regulamentos da época fossem como será este de 2014. Veja aí:


Em 2012, terminamos a 1a Fase na 1a colocação do Grupo. Nos coube enfrentar o vice do outro Grupo: Mogi Mirim. Na soma dos dois resultados, 2-2. Fomos eliminados pelo item do regulamento que dá a vaga a quem marca mais gols fora (nós marcamos um lá e eles, dois aqui).

No regulamento novo, ao invés do Mogi Mirim, que acabou subindo para a Série C (e está lá até hoje), em 2012 teríamos enfrentado o Vilhena, de Rondônia, que nunca subiu e por enquanto não tem nem vaga garantida pra esta Série D, de 2014.


Em 2013, de novo terminamos a 1a Fase na 1a colocação do Grupo. Veio, de novo, paulistas pela frente: o Santo André, vice do outro Grupo. Eliminamos e fomos para a "decisão" contra o Juventude, quando novamente, na soma dos dois resultados, deu empate (2-2). Mas, pelo regulamento, fomos eliminados por causa dos gols fora (eles fizeram dois, nós nenhum).

No regulamento novo, em vez do Santo André, teríamos enfrentado o Sergipe, que também não subiu e ainda não tem vaga assegurada na Série D 2014. Depois, caso eliminássemos os nordestinos, não saberia dizer, pois dependeria novamente da apuração das melhores campanhas.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SÉRIE D 2014

Finalmente, um pouco de certeza no horizonte.

A CBF publicou ontem o regulamento e a tabela da Série D 2014. Pelo quinto ano consecutivo o Metropolitano está na competição, em busca do acesso à Série C. Para o clube encorpar como instituição, subir este degrau é fundamental.

Nosso grupo é o A8, e teremos ao lado a companhia de Boavista-RJ, Londrina-PR, Pelotas-RS e Penapolense-SP.


A encrenca é das boas. Aquela conversa de que o acesso do Juventude-RS, ano passado, teria sido bom, pois se tratava de um adversário direto muito complicado, pela tradição, nome etc, não vale mais.

O BOAVISTA será o primeiro clube fluminense a enfrentar oficialmente o Metropolitano em sua história. Há alguns anos o time de Saquarema/RJ faz campanhas seguras dentro do Campeonato Carioca. Recentemente, já visando a Série D, contratou o goleiro Rafael (ex-Fluminense, Vasco) e o veterano atacante Somália (ex-São Caetano, Fluminense, Figueirense e recentemente, no Bonsucesso).

O LONDRINA já é conhecido nosso - enfrentou o Metrô duas vezes pela Série D 2013, e perdemos ambas. Clube de muita história no futebol paranaense (até foi semifinalista no Brasileiro de 1977), viveu maus momentos entre meados dos anos 90 e o início dos anos 2000. Reagiu, voltou a participar de competições nacionais e se sagrou campeão paranaense agora, em 2014.

O PELOTAS também já cruzou nosso caminho, quando os enfrentamos na Série D 2010. O áureo-cerúleo gaúcho, que garantiu vaga nesta competição por ter sido campeão da Super Copa RS 2013, não foi bem no Estadual deste ano, quando acabou rebaixado. Mas não se iludam com isso. O "Lobão" já está contratando e a inclusão do rival Brasil, que caiu no outro grupo, acirra e pressiona ainda mais o clube pela formação de um bom time.

E o PENAPOLENSE, da cidade de Penápolis/SP (onde nasceu a ex-BBB Sabrina Sato), é outro adversário inédito na vida do Metropolitano. Participante da Série D 2013, acabou eliminado na 1a fase, no grupo em que se classificaram Juventude-RS e Santo André-SP. No elenco, que já se apresentou, está o atacante Thiaguinho, que jogou apenas 1 partida pelo Metrô no Catarinense. No Paulistão, o Penapolense se sagrou "campeão do Interior", terminando a competição em quarto lugar.

A principal novidade em relação às outras Séries D, é que em 2014 não haverá mais aquele fatídico cruzamento entre os grupos do Sul/Sudeste, obrigando que apenas 1 destes 10 clubes suba à Série C. Agora, o regulamento prevê que os confrontos nas oitavas-de-finais se darão pelo mesmo sistema da Libertadores.

Ou seja, os 8 campeões de grupos ficam de um lado e os 8 vices, noutro. O melhor campeão enfrenta o pior vice. O segundo melhor campeão, o segundo pior vice. E assim por diante. Assim, os confrontos não obedecerão a condição geográfica dos classificados. No final, poderemos ter 4 clubes do Sul subindo para a Série C, como também nenhum.

Eu gostei da fórmula. Só vi que, novamente, o regulamento não aborda o critério de classificação final.

A sorte foi lançada e o caminho para a Série C está trilhado. O Metropolitano vai precisar suar sangue para se classificar. Os adversários têm envergadura.

Novamente é aquela hora do sócio não abandonar o clube. Mais do que nunca é nesse momento que aquela mensalidade ganha muita importância. Mas isso é assunto para outro post.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SEGUE A NOVELA

Encerrou agora há pouco o julgamento do STJD sobre os mandados de garantia, impetrados por Crac-GO, Tiradentes-CE e Metropolitano-SC, visando a vaga perdida pelo Betim-MG na Série C 2014.

Como já havia me manifestado aqui no blog e no meu twitter, a CBF nunca soube o que fazer. Ela nunca soube apontar quem deveria ocupar a vaga, pois todos os seus regulamentos são omissos. Aí, o que ela fez? Repassou a bronca para o STJD, imaginando o seguinte: bom, o que o tribunal decidir, está decidido, pois a discussão se encerra lá.

Como já vimos, há cerca de 15 dias o STJD concedeu liminar favorável ao Crac para ocupar a vaga do Betim. Uma decisão sem qualquer fundamento jurídico - já foi comentada por mim aqui no blog - e nem teria como ter mesmo, pois, repito, não há qualquer previsão nos regulamentos.

Hoje, seria julgado o mérito, dando caráter definitivo. O STJD voltou a afirmar que quem deveria apontar o substituto do Betim seria a CBF, não o STJD.

E deu prazo para isso. A entidade máxima do futebol brasileiro tem 48 horas para dizer quem irá substituir o Betim: Crac, Metropolitano ou Tiradentes.

A solução mais cômoda para a CBF é indicar o próprio Crac. Primeiro, porque já conta com uma posição de um integrante do STJD (aquele que concedeu a liminar). E segundo, porque não mexeria em nada na tabela e nos jogos já realizados.

Outra posição, um pouco menos cômoda, seria apontar o Tiradentes. O clube cearense também faz parte do "norte", e encaixaria como uma luva no Grupo A (de onde fazia parte o Betim). Sempre vale lembrar que na Série C, os dois grupos são regionalizados.

A alternativa do Metropolitano, assim, é a aquela que mais mexeria na tabela, e por isso, mais "incomodaria" a CBF (e a competição). Por uma questão geográfica, o Metrô deveria integrar o Grupo B, onde estão os clubes do "sul".

Para isso, a CBF teria que arrumar a tabela. Como? Possivelmente remanejando o Tupi-MG, que está no Grupo B, para o Grupo A, no lugar (hoje) do Crac, e inserindo o Metropolitano no Grupo B.

Mas daí a CBF teria que cancelar 4 jogos desta Série C: os 2 do Crac + os 2 do Tupi. O Tupi teria que refazer os jogos do Crac no Grupo A e o Metropolitano estrear normalmente no Grupo B.

Por isso, o STJD deveria determinar a suspensão da Série C inteira, não só do jogo do Crac. Mas, é um equívoco atrás do outro...

A bagunça foi anunciada e chegou.

Qual seja o caminho tomado pela CBF, o prenúncio de confusão é real.

Só não quero que tudo isso atrapalhe a vida do Metropolitano, na hipótese de ter que disputar a Série D.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

QUINTA-FEIRA AGITADA

O Metropolitano viverá no dia de amanhã (8) uma série de fatos decisivos, em diversas áreas. Dentro de campo, dentro da quadra e dentro do STJD.

NO CAMPO

As categorias de base do clube, por intermédio dos juniores e juvenis, vêm disputando o Campeonatoa Catarinense, já iniciado em março. Enquanto os juniores fazem campanha regular, os meninos do juvenil vêm arrasando. Confira as tabelas de jogos clicando aqui.

Nunca é demais lembrar que resultado, propriamente dito, nesta fase de formação dos atletas, não é a coisa mais importante. O que mais interessa neste momento é preparar o jovem jogador. Lógico que muitas vezes o resultado é fruto deste preparo, mas isso nem sempre ocorre.

O que serve ao Metropolitano e ao próprio atleta é trabalhar os fundamentos do futebol. A mentalidade que deve prevalecer dentro das categorias de base é de formar, realmente, um futuro profissional. Por isso, muitas vezes se vê jovens promessas não se firmando no time de cima. E o contrário: garotos sem muito destaque na base, virando realidade quando se profissionalizam.

Parabéns a todos pelos resultados até agora - bem melhores do que ano passado, até o momento. Mas que nunca se perca o foco: melhor não levantar títulos na base, mas revelar laterais que saibam cruzar, meias que saibam criar e atacantes que saibam marcar gols, do que ser campeão e poucos, ou ninguém, ser aproveitado no time profissional.

Para quem puder conferir, os jogos de amanhã serão no Guilherme Jensen (Atlético Itoupava), com os juvenis às 13:30 e os juniores às 15:30.

NA QUADRA

A parceria com a APAB deu uma boa agitada no basquete de Blumenau em 2013. Foram três competições disputadas, com dois vices (no Sul-Brasileiro e no Catarinense) e um título (nos JASC).

Em 2014, o Metrô já está novamente numa decisão. O Sul-Brasileiro chega a sua fase decisiva em Blumenau. A partir de amanhã, no Galegão, o público terá oportunidade de conferir 3 jogos que poderão consagrar o trabalho realizado no basquete. Veja a tabela de jogos clicando aqui.

As partidas de amanhã (quinta) e sexta serão às 20hs. A de sábado, contra o Brusque, às 18hs. Em todas, o ingresso é um litro de leite (em caixinha). Um momento perfeito para conferir um basquete de excelente nível, e de quebra dar aquela força ao Metropolitano.

NO STJD

Já publicado o Edital que comunica a realização do julgamento dos Mandados de Garantia impetrados por diversos clubes (incluído o Metropolitano) interessados na vaga em aberto no Brasileiro da Série C - preenchida provisoriamente pelo Crac-GO. Provisoriamente que pode virar definitivamente.

Será amanhã, a partir do meio-dia.

O que será decidido, não tem como saber. Eu, neste processo todo que se iniciou no dia 31 de março, quando a CBF comunicou em caráter definitivo o rebaixamento do Betim/Ipatinga, sempre tive uma postura muito cética.

O Metropolitano sempre teve todo o direito de ir pleitear que a vaga fosse sua, sim. Mas, diferente da visão de muitas pessoas, nunca entendi que fosse caso de direito líquido e certo.

Porém, o que mais me causou estranheza foi a decisão liminar do STJD. O fundamento utilizado pelo tribunal para optar pelo Crac-GO foi, a meu ver, bastante equivocado.

Já falei muito a respeito disso tudo e mantenho minha opinião. Os regulamentos são omissos e, a bem da verdade, nem a CBF saberia o que fazer.

Enfim, nos cabe ter que aguardar ainda mais. O duro é continuar alimentando uma esperança (possivelmente em vão) que, a princípio, tinha acabado lá em 22 de setembro de 2013.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PORQUE?

Bom, como já vimos no post anterior, o auditor que proferiu a decisão em favor do Crac-GO o fez muito mais por uma questão de posicionamento pessoal do que técnico.

No teor do documento, ele deixa muito claro algo que eu disse aqui no blog outras vezes, embora se tenha ventilado por aí o contrário: os regulamentos, tanto das Série C como D, são omissos. Sejam no sentido de se apurar o que fazer em casos como este, como no sentido de se observar quem é o quinto, sexto, sétimo etc colocados.

Portanto, à luz da legislação, não há nada dizendo que o Crac-GO tem direito a permanecer na Série C. Como não há nada dizendo que o quinto colocado da Série D deve subir. O que o auditor fez foi, analisar a situação e dar sua opinião.

Ora, opinião por opinião, cada um tem a sua.

Evidentemente que ele, como vice-presidente no exercício interino da Presidência do STJD, tem uma opinião mais qualificada do que a minha e a sua, mas não há fundamento legal que sustente a permanência do Crac-GO na Série C.

Alegar, mera e simplesmente, que ninguém da Série D poderia subir porque o regulamento só falava no acesso de 4 clubes não convence. Em 2011 também abriu-se uma vaga a mais na Série C, com o rebaixamento do Rio Branco-AC por ter entrado na Justiça comum. E qual foi a saída? O acesso de um clube a mais da Série D.

Portanto, já há precedente.

Ademais, o próprio auditor admite que o rebaixamento do Betim/Ipatinga se distingue de um rebaixamento técnico, pois "foi aplicada diretamente a pena de rebaixamento, sem considerar perda de pontos".

Ora, pois justamente por isso é que o rebaixamento do Crac-GO deveria ser mantido! Crac-GO, Brasiliense-DF, Baraúnas-RN e Rio Branco-AC caíram de acordo com o regulamento. Foram os 4 últimos colocados de acordo com a classificação/pontuação!

O Betim/Ipatinga, não.

Seu rebaixamento foi extraordinário, por uma questão completamente alheia a critério técnicos, como resultados em campo, pontuação na tabela etc. O Betim/Ipatinga não foi punido com a perda de pontos. Mesmo terminando na 8a posição, foi rebaixado.

Se o próprio relator sustenta que o Betim/Ipatinga não perdeu pontos, por óbvio ele não alterou a classificação final. Logo, não tirou o lugar do Crac-GO dentre os rebaixados.

Para fazer uma comparação, é diferente do caso da Portuguesa. A Lusa perdeu 4 pontos pela escalação irregular de um atleta. Se ela tivesse sido campeã da Série A com 5 pontos de vantagem, perdendo 4 continuaria sendo campeã mesmo com o atleta irregular. Foi rebaixada não pela escalação irregular, mas porque não tinha pontuação suficiente para permanecer na Série A, após a perda de 4 pontos.

O Betim/Ipatinga, não. Poderia ter sido até campeão da Série C, que ainda assim seria rebaixado (e perderia o título, lógico).

O Betim/Ipatinga foi rebaixado administrativamente, por um ilícito que afrontou a princípios do desporto. Como se trata de uma situação diferente, e vale repetir que o próprio auditor reconhece essa distinção, deve ser tratado de forma diferente.

Por isso, além dos 4 rebaixados normalmente, a eles deve se juntar o Betim/Ipatinga, rebaixado por uma situação excepcional.

Esta é a minha leitura.

MAXIMA VENIA, STJD

Demorou, mas o STJD se manifestou a respeito da substituição do Betim/Ipatinga na Série C de 2014. A decisão foi proclamada no dia 17 (quinta-feira), mas a CBF publicou apenas na manhã de sexta (dia 18).

Infelizmente, o Metropolitano não foi o escolhido. O "privilégio" de disputar (de novo) a Série C caiu no colo do Crac, da cidade goiana de Catalão.

Clique aqui para ler o teor integral da decisão.

Pois ao ler as 8 laudas, é possível concluir que nem o STJD tem convicção de quem deve substituir o Betim/Ipatinga.

A posição no sentido de apontar o Crac-GO se deve, única e exclusivamente, a um exercício de "achismo". O próprio Dr. Caio César Rocha reconheceu que sua própria decisão não leva em consideração critérios técnicos-desportivos, pois "escapam ao conhecimento deste auditor".

Ora, toda e qualquer liminar está passível de ser cassada, pois não é definitiva (justamente por isso é denominada "liminar"). É uma decisão tomada em caráter de urgência, devendo ser confirmada ou revogada posteriormente.

Além disso, esta decisão do STJD que se posiciona pela vaga ao Crac-GO deixa claro que ela pode ser desconsiderada "se a Diretoria de Competições da CBF entender, por aplicação de algum outro critério técnico-desportivo que possa ser por ela avaliado, ser adequado destinar a vaga para alguma outra agremiação".

Ou seja, o STJD não dá por definitiva, líquida e certa a vaga ao Crac-GO. O fez por uma questão de ter que se posicionar. E admite que esta sua decisão deve ser "subsidiária à qualquer decisão eventualmente a ser tomada pela Diretoria de Competições da CBF".

Em outro post eu analiso o critério adotado pelo relator, que o fez se manifestar a favor do Crac-GO.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PASSA A RÉGUA

O Campeonato Catarinense 2014 terminou há 5 dias. Fiz um levantamento do quanto cada clube faturou nas bilheterias. O resultado você vê no quadro abaixo.

Os números levam em conta a renda líquida de cada partida. Ou seja, nada de apenas considerar o que entrou. Esta é a renda bruta.

Na renda líquida há os descontos dos 10% que a FCF morde, a taxa da arbitragem, do INSS etc.

Ou seja, efetivamente é o que entrou no caixa do clube. Ou o que saiu, porque em 12 dos 89 jogos de 2014, a renda líquida foi negativa. Isso mesmo. Em 14% dos jogos, os clubes pagaram pra jogar.

No Catarinense 2014, o maior exemplo disso foi no Brusque 2-1 Juventus, pela última rodada do hexagonal. O Brusque tomou um prejuízo de R$ 6.554,44.

Na outra ponta, a renda mais gorda também saiu na última rodada. Mais precisamente na final: no jogo do título, o Figueirense abocanhou nada menos do que R$ 431.428,50. Isto é, numa só partida ele lucrou mais do que o dobro do Metropolitano somando 2013 e 2014.

Por essas e outras que insisto tanto no assunto de um estádio que comporte, pelo menos, 10.000 lugares. Mesmo que o Metrô tivesse ido à final do Catarinense, num Sesi da vida, não iria faturar nem 10% disso que o Figueira faturou na decisão no Orlando Scarpelli.

Para se ter uma ideia, a renda mais positiva do Metropolitano neste Estadual foi no jogo contra o Figueirense no Sesi, pelo quadrangular: R$ 30.968,44. Como se vê, não dá nem pra pensar em comparar.

Neste quadro ao lado, registro apenas as rendas líquidas de jogos do Metropolitano.

O clube ficou no vermelho em duas partidas, coincidentemente ambas diante do Joinville. Mas há explicação.

No primeiro jogo, o fato de ter ficado fora de Sesi, sendo obrigado a levar o confronto para Itajaí, prejudicou bastante. Não tenho dúvidas de que se a partida fosse em Blumenau, teríamos um bom público, até mesmo pela boa estreia contra o Marcílio Dias.

E no último, obviamente pelo time já estar sem nenhuma chance de ir à final ou ainda, sequer, de buscar um inédito terceiro lugar.

Outro detalhe: o estrago que aquele 4-1 mentiroso para o Brusque causou. O Metrô estava com boas rendas quando a goleada jogou a receita do clube lá pra baixo, nos jogos contra Juventus e Avaí - é bom sempre lembrar, claro, que jogos em dias de semana, à noite, não têm o mesmo apelo dos domingos à tarde.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O CAMPEONATO QUE NÃO TERMINA NUNCA

Tentei não escrever nada sobre esse assunto aqui, ao menos até que se tivesse uma definição. Mas, não dá mais pra esperar.

A Série D do Brasileiro 2013 teve sua final no dia 3 de novembro. O Botafogo-PB (foto) bateu o Juventude por 2-0 e levantou a taça.

Assim, ambos os finalistas, mais Tupi-MG e Salgueiro-PE, eliminados na semifinais, subiram para a Série C 2014.

Com a definição do rebaixamento do Betim (ex-Ipatinga) para a Série D, abriu-se uma vaga na C. E agora? Cai um a menos da C pra D ou sobe um a mais da D pra C?

Simples. Vamos ver o que diz o regulamento sobre este caso? Vamos.

Deixa eu ver aqui no Regulamento da Série C... Hum, não diz nada.

Bom, eu entendo que seria o caso de subir um a mais da Série D. Porque, olhe só: o Betim não foi condenado a perder pontos, alterando a classificação a ponto de ser rebaixado (como aconteceu com Flamengo e Portuguesa na Série A).

O Betim foi rebaixado direto. Numa situação meio estranha, ele permanece com os 28 pontos, com a colocação original (quarto no Grupo B), mas foi rebaixado porque esta foi a punição recebida.

Ou seja, nenhum outro rebaixado pelos resultados (Brasiliense e Crac) poderia, a meu ver, pleitear sua substituição pelo Betim, porque ele foi rebaixado por uma ordem da Fifa, não pelo critério técnico, que é previsto pelo regulamento.

Então, pra mim, é pacífico que mais um clube da Série D deveria subir. E quem seria ele? Obviamente, o quinto colocado. Como o campeonato não é por pontos corridos, é preciso ver qual critério adotado para definir as colocações. Vamos ver no regulamento da Série D? Vamos.

Está aqui, deixa eu ver... Ué! Também não diz nada? E agora?

E agora que está nessa confusão.

O regulamento da Série D não diz expressamente como se apura a classificação final. O do Campeonato Catarinense, por exemplo, faz isso.

Ele diz, com todas as letras que o último colocado do quadrangular é o quarto colocado do Catarinense. Mesmo que alguém do hexagonal tenha somado mais pontos no geral, mesmo que o terceiro do quadrangular tenha somado menos pontos no geral, o quarto colocado é o último do quadrangular. Ponto.

Mas a CBF, coitada, não lembrou de colocar isso no regulamento da Série D...

Então, desde segunda-feira, NINGUÉM neste planeta sabe quem é o quinto colocado da Série D. Uma coisa simplesmente inadmissível.

Desde o rebaixamento oficial do Betim, em qualquer lugar organizado, já se saberia de ofício, de imediato, na hora, quem seria o substituto.

Sim, eu sei que o regulamento fala que a cada fase, os pontos são zerados. Mas isso, por si só, não diz que a classificação final será apurada pelos pontos somados individualmente, em cada fase. Uma coisa é diferente da outra.

Ao final de cada ano, a CBF publica seu ranking. Nele, os clubes recebem pontos conforme sua colocação nas competições nacionais. No ranking de 2013, pelos pontos lançados pela CBF, o Tiradentes-CE foi considerado quinto colocado na Série D, e o Metropolitano, sétimo.

Mas eu pergunto: com base em qual regulamento a CBF pode decidir que o Tiradentes-CE é quinto, se no da Série D não diz nada?

A pedra do rebaixamento do Betim está sendo cantada desde outubro do ano passado. E até agora, ninguém sabe o que vai acontecer.

Desde segunda-feira, são 5 dias neste silêncio. Aliás, a Série C começa dia 26. Estamos a 3 semanas do início. Quem for convocado para substituir o Betim, precisará correr contra o tempo.

Qualquer decisão da CBF irá desagradar este e aquele, que poderá se indignar e arrumar confusão.

Aí vão dizer que é culpa dos clubes? Pode ser, mas a maior responsável é quem não prevê, em seu regulamento, uma coisa tão simples como o critério de classificação final.

Clubes, jogadores, diretorias, torcedores, imprensa... todos parados, esperando o pronunciamento de alguma mente divina.

Relutei em vir aqui escrever sobre o assunto, porque não há muito o que dizer. O momento é esperar. É angustiante, sim. Mas é o que resta fazer.

domingo, 30 de março de 2014