quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CASA SOBRE A ROCHA

Fundado em 2002, o Metropolitano penou no início da vida. Driblar adversários e contas a pagar apenas para conseguir sobreviver já era, por si, o máximo. Todos os clubes catarinenses que não disputam a "elite" (primeira divisão) estão fadados, a qualquer momento, anunciarem o fechamento, provisório ou definitivo, das portas.

Como o Metropolitano começou do zero, sem torcida, sem nome, sem sede, sem estádio, sem campo pra treinar, sem nada, tudo era ainda mais difícil. Foram 3 anos nas divisões inferiores do futebol catarinense buscando o sonhado e salvador acesso.

Afirmo com a maior certeza: se não tivesse subido até hoje, não existiria mais Metropolitano.

Estes 3 anos trouxeram aprendizado e, o mais importante, lançaram as sementes do clube. Mas elas só vingariam com o acesso. E ele veio em 2004, há 10 anos, num mês de setembro.

Sem dúvida alguma, foi o momento mais importante nestes 12 anos. Simplesmente porque o acesso significou pro clube construir sua casa sobre uma rocha. Se for administrado de maneira responsável, é possível qualquer clube se manter vivo desde que dispute a 1a divisão do estadual.

Este elenco apresentou o Metropolitano à Santa Catarina.
Ok, na 1a divisão estadual o Metropolitano consegue sobreviver. Legal. Se isso for o suficiente, não precisa mexer em mais nada. Mas não é.

Incomodar os grandes do Estado, estar na Série D, construir um Centro de Treinamento, constituir um quadro de sócios, são todos sinais de que o clube não se contenta em sobreviver. Quer crescer.

Estar na 1a divisão o mantém vivo, mas engessa este crescimento. Para evoluir há apenas um caminho: subir para a Série C do Brasileiro. 

Diego Viana, artilheiro
do Metrô em 2004.
Enquanto o Metropolitano não subir para a Série C, seu tamanho continuará sendo esse.

A porta para este acesso ainda em 2014, quando se completam 10 anos do acesso à "elite" catarinense, está quase fechando.

Cinco jogos nos separam de um novo horizonte pro clube, que trará novas perspectivas de patrocínios, novas fontes de receitas, nova mobilização de sócios e torcedores etc.

São 5 jogos, mas a sequência depende deste domingo, lá em Saquarema/RJ.

Este elenco aí em cima entrou na história do clube. Todo dia 26 de setembro eu gosto de lembrar dele.

A atual elenco ainda tem a oportunidade de entrar na história do clube. De ser a semente do novo ciclo de crescimento. E de servir de modelo e exemplo para futuros times do Metropolitano.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ALTINO CONTRATADO

Fotos: Sidnei Batista
Ontem à tarde o Metropolitano anunciou a contratação do lateral-direito Altino, que estava disputando a Série B do Catarinense pelo Blumenau. Já se apresentou, já está treinando e sua situação deve ser regularizada ainda hoje (quarta).

"Poxa vida! Mas contratar agora, pro último jogo?"

Ninguém sabe se este será o último jogo. A diretoria, corretamente, aposta que não. Se pensasse o contrário, em vez de contratar deveria dispensar. Aliás, se pensasse que é o último jogo, melhor nem viajar.

Mas ainda que seja o último jogo, na segunda-feira a vida continua. O clube continua. Acaba 2014, mas vem 2015 e o Campeonato Catarinense, que é a melhor parte técnica e financeira do ano - para clubes com a nossa realidade.

Além do mais, é preciso deixar a irritação de domingo passado de lado e enxergar os fatos com a razão: o clube está se reforçando para o jogo de domingo, não se enfraquecendo.

O Altino é lateral-direito. Quem é o nosso lateral titular? Alessandro. Aliás, ele é dúvida para domingo, mas vamos considerar que jogue. Se entrar em campo, Alessandro irá atuar no meio de campo.

Com Alessandro no meio, quem iria pra lateral-direita? Carlos Alberto, como fez contra o Londrina? Pode ser, mas David está lesionado. Ok, Carlos Alberto é esforçado, um guerreiro... Tudo isso é verdade. Mas como Alessandro, tem 36 anos. E é volante, talvez o melhor depois de David. Com a ausência de David, Carlos Alberto é (muito) mais útil ali na função original dele.

Quem sobra para a lateral? Ari. Quem aqui considera o Ari a solução da lateral (qualquer uma)?

Diante disso, acho normal a diretoria focar num jogador pontual para a função, além de já visar elenco para 2015.

Dizer que o negócio é bom ou ruim, sem saber de valores e condições, é mero chute.

Eu aprovo por uma razão muito simples: o clube está fazendo algo para melhorar o time.

Já treinou (colete laranja) ao lado do elenco
A menos que o Altino entre em campo, faça uma lambança federal e entregue o jogo pro adversário, se formos eliminados com ele seríamos do mesmo jeito sem ele. Então, qual o problema?

Porque pode ficar aqui 4 meses sem jogar? Isso vai acontecer com a maioria do elenco também. Um a mais, um a menos, a essa altura, muda pouco, se é que muda.

Se o Metropolitano for eliminado no domingo, o prejuízo é certo. Com ou sem Altino.

Em tempo: eu não conheço o jogador. Nunca vi um jogo dele, sequer. Não faço a mínima ideia de qualquer característica. Mas todo cara que vem pra cá, veste nossa camisa e joga a nosso favor, ganha minha torcida.

Então, seja bem-vindo. Até semana passada você estava viajando pra Caçador de ônibus. Agora, vai de avião pro Rio de Janeiro. Nem sempre o cavalo passa encilhado duas vezes. Agarre a oportunidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NÃO TEM "CONTA"

O Metropolitano pode vencer o Boavista e ainda assim ser eliminado. Como pode apenas empatar com o Boavista, e classificar.
É isso mesmo. Não tem lógica.

Portanto, não adianta perder tempo bolando simulações e combinações de resultados. Só será isso mesmo: perda de tempo.

O Metropolitano precisa entrar no estádio Eucy Resende de Mendonça (foto), no próximo domingo, e vencer. Vencer da melhor forma possível.

Erro zero.

O Boavista, em tese, joga desinteressado. Para ele, perder, empatar ou ganhar, não muda nada. Mas Penapolense e Pelotas torcerão pelo Boavista. Então, talvez esta torcida extra motive o time fluminense, se é que você me entende.

O estádio tem capacidade para 6.000 pessoas, mas só chega perto de encher quando algum dos grandes cariocas passam por lá. Nesta Série D, 812 torcedores pagaram ingresso para assistir os 3 jogos do Boavista.

Isso mesmo. Somando os 3 jogos em casa, 812 pagantes. O que dá uma média de 270 por partida. Ah, isso quando o time estava vivo na luta pela vaga. Agora, eliminado? Mal deve passar de 100.

Até porque, no exato momento em que Boavista e Metropolitano estiverem em campo, estará rolando Fla-Flu no Maracanã e na televisão.

Mas para nós nada disso interessa.

Não vai ter pressão adversária capaz de justificar a falta dos 3 pontos. Nestes jogos que fez em seu estádio, o Boavista sequer marcou gols. Foi um empate e duas derrotas.

Então o mínimo que se espera do Metropolitano é isso: a vitória.

Os 11 jogadores que vestirem nossa camisa só devem se preocupar com isso. O resultado do jogo em Penápolis é conversa para depois dos 90 minutos.

Vençam!

ERRO ZERO

Bom seria se não cometêssemos erros. Mas somos humanos e são basicamente nossos erros que nos diferenciam um dos outros. Dentro do futebol, idem. Todos os atacantes, zagueiros, goleiros etc seriam iguais se não errassem.

Alessandro marca pela 10ª vez com a camisa do Metrô.
Foi o gol 300 do clube no Sesi. (Foto: Sidnei Batista) 
O que vai ficar na lembrança do torcedor da tarde de ontem, sem dúvida será a falha bisonha de Dida. Ela nos custou um gol e dois pontos. Se formos lembrar do empate em Pelotas, talvez a conta aumente para dois gols e quatro pontos.

O que me deixa triste é por ter sido logo ele, Dida. Nosso goleiro fez uma excepcional Série D em 2013, quando nosso acesso não veio por um erro de Edmar.

Na visão do torcedor, até voltar de lesão após o Catarinense Dida tinha crédito acumulado. Mas nesta Série D, jogo a jogo, começou-se a minar o saldo positivo. Ontem, o erro num domínio de bola fácil colocou o goleiro aniversariante da semana passada no completo vermelho.

Apesar deste erro individual, não foi apenas ele que decidiu o empate. Quando o jogo ainda estava 0-0, José Lucas desperdiçou uma clara de gol dentro da pequena área. Um minuto antes de Dida falhar, quando já estava 1-0, foi a vez de Carlos Alberto chutar pelos ares um oportunidade de gol frente a frente com o goleiro do Londrina. E a chance de Geovani nos acréscimos?

Mais uma vez o Metropolitano parou diante de si mesmo.

Não fosse qualquer um dessa nossa lista quilométrica de erros básicos, poderíamos estar com a classificação na mão. Mas não foi assim.

Penapolense, Metropolitano e Pelotas estão vivos. Um deles segue adiante. Ninguém depende só de si. Todos precisam fazer sua parte e ver o que acontece na outra partida.

O Londrina, time que mais se beneficiou com os erros dos adversários (o Penapolense não os venceu em casa porque desperdiçou um pênalti), só está descansando e dando risada. O Boavista, eliminado, planejando as férias e pensando em 2015.

Penapolense e Pelotas se enfrentam em São Paulo. Confronto direto. Um pode matar o outro como ambos podem morrer abraçados.

E nós?

O Metropolitano joga no Rio de Janeiro diante do Boavista, que só cumpre tabela. Ou seja, também temos um confronto direto, pois o maior adversário do Metropolitano tem sido o próprio Metropolitano.

Penapolense e Pelotas enfrentam um ao outro. Nós enfrentaremos nós mesmos.

Nunca está descartado perdermos uma chance de gol embaixo da trave, ou o goleiro tomar um gol inacreditável ou ainda alguém chutar um pênalti pra fora.

Em Saquarema o Metropolitano precisa ter erro zero. Ou 2014 acaba no dia 21 de setembro. E quatro longos meses virão pela frente.

domingo, 14 de setembro de 2014

EU SEMPRE VOLTO

Hoje, ainda de cabeça quente, o recado é rápido. E dirigido àqueles que saíram do Sesi dizendo "não volto nunca mais".

Fico feliz por vocês. Vocês conseguiram resolver o problema de vocês. Não voltam mais e tudo está certo. Acabaram as tristes tardes de domingo.

No fundo, eu os invejo.

Porque eu não consigo não voltar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

SEMANA DECISIVA

Não há nenhum exagero em afirmar que o Metropolitano vive sua semana mais importante do ano, até o momento. O jogo contra o Londrina, domingo no Sesi, é aquela tal "final de Copa do Mundo".

O Penapolense está 1 ponto na frente do Metrô, mas só resta a ele um jogo: contra o Pelotas, em Penápolis.

O Metropolitano está 1 ponto atrás do Penapolense, mas lhe restam dois jogos: Londrina, em Blumenau, e Boavista, em Saquarema.

Isto posto, a vitória domingo é decisiva para recolocar o Metrô novamente na segunda colocação.

Iríamos a 11 pontos, contra 9 do Penapolense. Aí na última rodada, vencendo o Boavista já eliminado e cumprindo tabela, chegaríamos aos 14 e a classificação para as oitavas estaria definida, pois mesmo que o Penapolense vencesse o Pelotas, só iria a 12 pontos.

FIM DE ANO

Se o Metropolitano vacilar e, por exemplo, empatar com o Londrina, a coisa complica muito. Diria até que a eliminação poderia ser dada como certa. Empataríamos com o Penapolense em 9 pontos, mas no saldo (já que na vitórias também haveria igualdade) estaríamos perdendo por 1 gol de diferença.

Teríamos que ir para a última rodada tendo que tirar este gol de saldo. Possível? Sim, mas muito difícil porque precisaríamos fazer saldo jogando fora e o Penapolense jogando em casa.

A eliminação na 1a Fase deixaria um gosto muito amargo, pois esta vaga na Série D veio cedo, ainda em 2013, e acarretaria o fim da temporada ainda em setembro. Um prejuízo pro clube, que ficaria 3 meses sem jogos - este ano não tem Copa SC - até o início do Catarinense 2015.

Um retrocesso, sem dúvidas.

TUDO QUE TEMOS

É hora do time dar tudo que pode, tudo que tem. Não importa que o Londrina venha pra cá já classificado, já com o primeiro lugar garantido, desfalcado de um dos seus principais jogadores (Celsinho, suspenso).

Não importa que Dida e Elton estejam pendurados, que Thiago Silva (suspenso) e David (lesionado) devam desfalcar o time. Não importa que Leandro Netto tenha rescindido e seja um opção a menos no ataque.

Não importa que o gramado esteja ruim, que isso ou aquilo.

Todas, mas todas as dificuldades devem ser deixadas de lado porque a classificação para as oitavas só depende de nós mesmos. Vacilar num momento desse, não daria nem pra culpar A ou B. Seria, sim, um fracasso exclusivamente nosso.

O Metropolitano não precisa golear, não precisa dar espetáculo, não precisa dar show. Precisa vencer. E em casa. É pedir demais? Para quem almeja um acesso, fazer história, não pode ser.

#VaiMetrô

terça-feira, 2 de setembro de 2014

INDEFINIÇÕES

Não era o resultado que queríamos, ainda mais por perceber que poderíamos ter trazido os 3 pontos, mas o empate em Pelotas acabou mantendo o Metropolitano no limite da zona de conforto.

Zona de conforto?

Sim, porque o Metrô ainda depende apenas de si. Nos restam dois jogos (Londrina, em casa, e Boavista, fora). Vencendo ambos, estamos nas oitavas independente de qualquer outro resultado.

A folga na próxima rodada pode nos tirar provisoriamente do segundo lugar, caso o Penapolense vença o Boavista no Rio de Janeiro, é verdade. Mas deixaria o Penapolense com um jogo a mais do que o Metropolitano. Portanto, plenamente possível recuperar a posição já no jogo contra o Londrina (já classificado) em Blumenau.

Aliás, esta folga veio a calhar. O departamento médico do clube foi quem mais se reforçou nos últimos dias. Estão lá David, Carlos Alberto, Geovani, Vinícius, Juninho, Aldair... Quero crer que ao menos Carlos Alberto e Geovani estejam recuperados para o próximo jogo - as situações de David e Aldair são mais graves.

Ainda que ocorra um milagre e todos os lesionados acordem recuperados de um dia pro outro, um desfalque é certo: Thiago Silva, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Novamente o time vai precisar mudar naquele setor dos volantes.

Lauro César vem sendo o artilheiro do Metrô na Série D
(Foto: metropolitano.net)
O Metropolitano precisa estar atento ainda a dois outros pendurados: Dida e Elton. Se forem amarelados contra o Londrina, não jogam na última e decisiva rodada diante do Boavista.

Me preocupa muito esta ameaça de ficar sem o Elton. Há oito jogos nossa dupla de zaga titular é composta por ele e Júnior Fell, sem qualquer substituto entrando no decorrer dos jogos. Temos substitutos a altura? Vale lembrar que se o Metrô é o time que mais marcou gols em seu Grupo da Série D, também é o que mais sofreu.

Todas estas interrogações devem se dirimir ao longo dos 10 dias seguintes. No próximo final de semana o Metropolitano não entra em campo, mas é como se estivesse jogando. O único resultado ruim para nós é uma vitória do Penapolense diante do Boavista.

Qualquer outra combinação é interessante e pode fazer com que o Metrô garanta a vaga matematicamente no jogo contra o Londrina, no Sesi.

#VamoVamoMetrô

domingo, 31 de agosto de 2014

"SEIS" VÃO BEM?

(Foto: Daniel Gonçalves)
Um, dois, três, quatro, cinco e... seis!

Antes do jogo, muita falação.

Muito papo de história, tradição, torcida... Muito isso e aquilo. Mas o futebol estava todo do outro lado. Do lado do caçula. Uma chinelada de não sair da memória e do coração do torcedor.

O Metrô teve uma semana um tanto conturbada. Demissão do treinador Gassem e dispensa de dois atletas. Chegou Leandro Campos, arrumou a casa, não inventou na escalação e deu no que deu.

Futebol às vezes é bem simples.

(Foto: Jornal de Santa Catarina)
O domínio foi absoluto, do início ao fim. O único gol adversário, por sinal, foi muito duvidoso. Já no segundo tempo o Metropolitano tirou o pé.

Depois da partida, no seu Bistrô 69, o jornalista Horácio Braun, que publicamente havia se declarado torcedor do Metropolitano, recebeu uma camisa oficial do clube das mãos do vice-presidente Billy e do diretor Sandro Glatz.

Um daqueles jogos que forjam torcedores.

Feliz "Dia dos 6-1"!


(Foto: Silvio Kohler)
Na foto ao lado, em pé: Alencar; Júnior, Du, Wilson e Maranhão. Agachados: Claudinei, Régis, Alex Albert, Marquinhos e Alex Marcelino.

Reparou que está faltando alguém?

Sim, o lateral-esquerdo Decarlos está vindo lááá trás, correndo para a foto (kkkkkk).

No decorrer do jogo ainda entraram o zagueiro Márcio no lugar de Decarlos e o meia Adriano no lugar de Marquinhos.

Os autores dos gols: Régis (3), Du, Maranhão e Marquinhos.

#VamoVamoMetrô

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LÁ E CÁ

Em 2010, quando o Metropolitano participou pela primeira vez da Série D, também nos coube visitar o estádio Boca do Lobo, em Pelotas. Na ocasião, fomos derrotados por 1-0.

Foto: Rodrigo Lessa
Mauro Ovelha mandou o Metrô a campo com a seguinte formação: João Paulo; Neto, Thiago Couto e Amaral Rosa; Nequinha, Fabinho, Marcos Alexandre, Edimar e Pereira; Gilberto e Leandrinho. No decorrer da partida, Mário André entrou no lugar de Edimar, Leandro Branco no lugar de Gilberto e Gavião, no de Leandrinho.

Já foram 9 jogos do Metropolitano no Rio Grande do Sul, com 4 derrotas, 3 empates e 2 vitórias (aquele 4-0 contra o Lajeadense, ano passado, em um 2-0 sobre o Cruzeiro em Porto Alegre).

Mas neeeeem pensar em derrota domingo, né? O adversário vai jogar uma final de Copa do Mundo, mas como já escrevi aqui no domingo, precisamos ser inteligentes e competentes para voltar sim com pontoS de lá.

Depois desta viagem a Pelotas, vamos "folgar". Então todos poderão pontuar e o Metrô não. Portanto, sem papinho de "empatar está bom". Não está porque já perdemos pontos para eles aqui.

SESI

Lindo. Onde fica?
Ah, o Sesi... Entra ano, sai ano, vira e mexe, o Sesi é sempre assunto. Eu gosto muito dele. Muito mesmo. Mas não é sobre isso que quero escrever agora.

Nesta imagem ao lado, ele está "modernizado". Sim, lembra que em 2010 foi praticamente garantido que aconteceria isso aí com ele? Eu lembro.

Chegaram a cogitar receber seleção alemã para a Copa do Mundo, ora vejam...

Quatro anos depois, a Alemanha faturou o título lá no Maracanã e o Sesi está lá na mesma. Nem a cor da grama desta imagem corresponde à atual realidade.

ALEMANHA SEM PASSAPORTE

E por falar em Alemanha, vou fazer uma rápida cronologia de como as coisas andam com rapidez e eficiência por nossas bandas, na tal "Alemanha sem passaporte":

2006: Uma comissão especial, denominada "Pró-estádio", foi criada na Câmara Municipal para iniciar a discussão de construção de um estádio de futebol.

2007: No início do ano, uma Audiência Pública da Câmara reuniu lideranças dos vários segmentos da área esportiva para aprofundar o estudo sobre a viabilidade do projeto.

Capa do Santa, em 12.03.2008
2008: O vice-prefeito Rufinus Seibt assumiu a coordenação do projeto na esfera da administração municipal. O Metropolitano jogou o Catarinense inteiro em Brusque/Timbó porque o Sesi estava instalando a pista sintética.

2009: Com a enchente do final do ano anterior, ninguém abordou o assunto. O Metropolitano jogou metade do Catarinense em Timbó enquanto o Sesi se recuperava dos estragos da enchente.

2010: No dia 20 de janeiro, no Salão Nobre, a Prefeitura de Blumenau e o Sesi/SC assinam o Protocolo de Intenções, com o objetivo de concentrar esforços para a busca de recursos destinados à execução do projeto de ampliação do Estádio do Sesi de Blumenau Próximos passos: estudos e ações junto aos governos estadual e federal e à iniciativa privada, assim como promover campanhas de mobilização e adesão da comunidade para a construção do novo estádio.

2011, 2012, 2013, 2014: ???????

VAMOS SUBIR, METRÔ

Enquanto o clube vai trabalhando pra conseguir erguer seu Centro de Treinamentos, a exigência-mor de todos é "sobe pra Série C"!!

Legal. Quase foi em 2013. Mas vou repetir aqui a pergunta que fiz ano passado: se subirmos pra C, vamos nos limitar apenas a torcer para não cair?

Só pode ser, porque subir para a Série B o Metropolitano não poderia. A menos se quiser jogar em Blumenau. Apenas estádios com capacidade mínima para 10.000 lugares podem sediar partidas da Série B.

Logo, ainda que o Edmar tivesse marcado aquele gol em Caxias do Sul, ainda que estivéssemos agora voando na Série C, prestes a subir pra B, estaríamos na iminência de ter que jogar em Itajaí, Joinville, sei lá onde, menos em Blumenau porque a terceira maior cidade do Estado não tem estádio.

Chapecó começou a se preparar para a Série B quando a Chapecoense ainda estava na Série D. Falei sobre isso ano passado também (leia aqui).

Vamos subir, Metrô? Vamos. Um dia vamos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RUMO A PELOTAS

Foto: Jandyr Nascimento
Lembra de uma certa tarde em Ibirama, lá em fevereiro? E desta foto ao lado? Foi a última vez que o Metropolitano venceu um jogo fora de Blumenau.

Um teimoso 0-0 seguia no placar quando Alessandro viu Ari avançando com liberdade, deu o passe e o Metrô fez 1-0, garantindo o "título" do primeiro turno do Catarinense 2014. A festa, que contou com (mais) uma invasão de torcedores na Baixada, foi dentro e fora de campo.

De lá pra cá foram 5 jogos em Joinville, Criciúma, Florianópolis, Londrina/PR e Penápolis/SP. Um empate e quatro derrotas.

Na Série D 2013, nesta mesma primeira fase, o Metropolitano buscou duas vitórias fora de Blumenau: em Ribeirão Preto/SP e em Lajeado/RS. Tropeços em casa sempre acontecem aqui e ali. Os triunfos como visitante foram importantes para colocar o Metrô na liderança do seu Grupo.

Agora, em 2014, foram duas derrotas fora de casa. Não precisamos vencer as duas que restam, como em 2013. Mas ao menos uma delas é fundamental, até mesmo para recuperar o tropeço no Sesi contra o Pelotas. E diante deste mesmo Pelotas é uma das oportunidades, já neste domingo.

"Ah, mas um empate fora de casa é sempre bom". Nem sempre. PODE ser bom dependendo das circunstâncias, mas o bom mesmo é vencer.

A obrigação de sair pro jogo é do Pelotas, a maior necessidade de vitória é do Pelotas e quem vai estar jogando empurrado pelo torcedor é o Pelotas.

Tudo igualzinho ao Atlético, naquela tarde em Ibirama, quando o Metropolitano foi inteligente e competente para "golear" por 1-0 e voltar feliz da vida para Blumenau.

domingo, 24 de agosto de 2014

METROPOLITANO 2-0 PENAPOLENSE

Não foi aquela atuação magistral de encher os olhos, mas valeu muito pela vitória. Os 3 pontos de hoje eram mais do que necessários.

Lauro César abriu o placar rumo à vitória
(Foto: Sidnei Batista)
O time iniciou bem a partida, se impondo como todo anfitrião deve fazer. Chegou a dar a impressão de que abriria logo o placar. Mas só ficou na impressão. O Penapolense se segurou e o jogo começou a ficar morno. Fomos para o intervalo no 0-0 e dentro de mim uma certeza: a entrada de Geovani no meio de campo, recolocando Alessandro na verdadeira função dele.

Já há mais de um ano Alessandro é o grande símbolo do time, desde que Rafael Costa saiu. Assumiu a faixa de capitão, virou cobrador oficial de pênaltis, de faltas, atua como lateral, meia e até se lança ao ataque. Mas da forma como teve que atuar nos 90 minutos contra o Pelotas e nos 45 iniciais de hoje, como único meia de armação, não dá.

Ano passado, ao lado de Diego Torres, até fazia esta função de ligação com desenvoltura. Mas sozinho, ali com a 10, como cérebro das jogadas, não tem como. Ano passado, ainda, tinha Paulinho na lateral-direita, que é melhor do que Ari. Portanto, era vital que Pingo mexesse neste setor do time.

Geovani veio pro segundo tempo no lugar de Ari, reposicionando Alessandro na lateral-direita. O Metropolitano voltou avassalador. O jogo começou a ganhar cheiro de gol quando a arbitragem assinalou pênalti. Era uma hora mais do que boa pra abrir o placar e caminhar com tranquilidade rumo à vitória.

Alessandro até se dirigiu à bola, mas para surpresa de todos a cobrança ficou a cargo de Tozin. Pra mim, cobrador oficial é cobrador oficial. O que foi combinado na hora, não sei. O fato é que Tozin chutou pra fora. Não interessa nessas horas estado do gramado. Chutar pra fora jogou um balde de gelo na cabeça do torcedor.

O próprio time sentiu. Diminuiu aquele ímpeto e Pingo precisou lançar mão de mais uma troca: sai Tozin e entra Leandro Netto. O ex-imperador da China deu outra movimentação no ataque e as oportunidades parecia que renasceriam. Não demorou e o Metrô abriu o placar com Lauro César.

O gol reacendeu o time que ampliou com Alessandro, chegando pela direita (como é o seu forte), escorando cruzamento. Com a vantagem, a equipe recuou demais e levou alguns sustos. Mas vieram os 3 pontos, tão vitais na sequência da caminhada.

Voltamos pro segundo lugar e não podemos sequer pensar em descer de novo.

Domingo tem parada dura em Pelotas, mas daí é assunto pro restante da semana.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PARA COLOCAR "O PINGO" NOS IS

Foto: Sidnei Batista
Todos os vacilo possíveis já foram dados. Não há mais tempo de tropeços. Todo e qualquer erro, a partir de agora, custará caro. Caríssimo.

Se Alessandro deve ser meia e o Ari (ou Carlos Alberto) lateral, ou se Alessandro deve ficar na lateral e o Cícero deve ir pro meio, ou se Cícero continua no banco e Lauro César recua para Laércio entrar no ataque, ou se vamos de 3-5-2, com Alessandro e Marcelo Cordeiro fazendo os papeis de criadores pelas alas... não sei de nada. Isso tudo compete ao Pingo.

Pelas fotos do treinamento de hoje pela manhã, a ideia gira com Ari na lateral direita, voltando Carlos Alberto para o meio no lugar de David, suspenso. Mas foi apenas a primeira observação. O que vale é domingo. É lá que vamos ver se o Metropolitano irá colocar "o pingo" nos is.

PROMOÇÃO

Desperdício de tempo (meu e seu) ficar aqui divagando sobre a importância do torcedor estar presente empurrando o time. A diretoria fez aquilo que alguns pediam: baixou os preços. E baixou pra valer mesmo. A arquibancada coberta, de R$ 35 caiu pra R$ 10. Preço de Geral. Aliás, a Geral foi pra R$ 5.

O clima promete estar bom, com sol e relativo calor. O treinador sempre foi bem visto pela opinião pública em geral. Pra ficar arrumando desculpa pra não ir, só sendo daqueles chatos e amargos, da qual a cidade está farta.

#VaiPraCimaDelesMetrô

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A ERA "PINGO"

Luiz Roberto Magalhães, o Pingo, foi anunciado ontem substituto de Abel Ribeiro. Natural de Joinville, Pingo é o 20º treinador (e o 4º catarinense) da história do Metropolitano. Como jogador, foi campeão em 5 estados diferentes: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Como treinador, trabalhou apenas em clubes daqui: Juventus (Jaraguá do Sul), Caxias (Joinville), Brusque e Avaí. Com o compromisso de encarar 4 jogos decisivos, visando a classificação para as oitavas-de-finais da Série D, chega ao Metropolitano.

Foto: Clodoaldo Pereira
Ouvi atentamente as primeiras declarações de Pingo como treinador do Metrô e fiquei muito satisfeito. Me chamou a atenção a demonstração de vontade de vir pra cá. Registrou que temos elenco para o acesso e mostrou conhecimento acerca do clube. Além disso, se nota que Pingo é daquele treinador interessado e atento ao futebol.

A foto ao lado mostra Pingo e Bandoch presentes à estreia do Metropolitano na Série D, contra o Boavista. No domingo, enquanto empatávamos com o Pelotas no Sesi, a dupla estava no Couto Pereira assistindo Coritiba x Flamengo. Ou seja, não fica parado em casa vendo jogo na tv.

O que esperar agora?

A grande tônica de sua recente passagem pelo Brusque, durante o Campeonato Catarinense, foi a de imprimir um estilo de jogo envolvente. Seu time valorizava a qualidade do futebol, sem se limitar a chutões, esperando pra ver no que vai dar. Um ano e meio assistindo o Metropolitano de Abel Ribeiro, certamente no domingo veremos um time com outra personalidade. Isso, por si só, já deve atrair o público.

Foto: Sidnei Batista
Eu continuo temendo a ausência de um meia efetivo e de qualidade no nosso elenco. Estamos recheados de volantes, mas meia propriamente dito, só tínhamos o Giovane. Esse é o primeiro nó que Pingo precisa desatar.

Independente disso, eu já me antecipo e digo que gostaria de ver o Metropolitano contar com o novo treinador para o Catarinense 2015. Sou fã de trabalhos a longo prazo e nem veria como justo responsabilizar o Pingo por um eventual insucesso neste Brasileiro.

O Metropolitano é um clube que vem se estruturando com o tempo, com visível ascensão (é só observar quem era e onde estava há 10 anos) e ter um treinador com o mesmo perfil emergente pode resultar num bom "casamento".

Seja bem-vindo, Pingo!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

METROPOLITANO 2-2 PELOTAS

Metade da primeira fase. Todos já jogaram 4 vezes. Todos já folgaram 1 vez. Todos jogaram 2 em casa e 2 fora. Por enquanto, o Metropolitano estaria eliminado.

Ninguém sofreu mais gols no Grupo 8 como o Metropolitano
A situação de momento é desconfortável, mas (ainda) totalmente reversível. Se vencer o Penapolense já no próximo domingo, em Blumenau, volta a ocupar a vice-liderança. Já poderia ter feito isso ontem, se derrotasse o Pelotas, mas não fez. Tem uma segunda chance. Se não aproveitar, aí sim a coisa complica. E muito. Mas, pudera: ninguém desperdiça chances sem pagar caro por isso.

Pingo (boné branco) e o auxiliar Bandoch (parcialmente
encoberto) chegam hoje ao Metropolitano.
Foto: Jandyr Nascimento
Abel Ribeiro pediu o boné e saiu. Pingo foi anunciado hoje como substituto. Muito bom nome, cercado de muita expectativa pelo trabalho realizado no Brusque. O torcedor não esquece a surra que o Metrô de Abel levou do Brusque de Pingo no Catarinense. Ele chega hoje e já começa a trabalhar focando a vitória no domingo.

Aos poucos vamos saber o que muda. Fiquei aterrorizado com o nível do futebol demonstrado ontem. Eu sei que o gramado estava um pasto, mas pro Pelotas era o mesmo gramado. Por pouco não saíram com 3 pontos daqui.

Tomara que o pobre futebol de ontem tenha relação com Abel Ribeiro, e que já no domingo nós possamos assistir um time com outra cara. Independente de qualquer outra coisa, um meia precisa chegar.

O Metropolitano não pode acreditar que vai subir pra Série C apostando num lateral como único meia  de criação (Alessandro) e num volante como lateral (Carlos Alberto) o campeonato inteiro.

Na semana passada, o repórter Marciano Régis levantou a sugestão: porque não contratar o meia Serginho Catarinense, que jogou no Brusque no estadual e está em Camboriú? Com a chegada de Pingo, o nome pode ganhar força, já que treinador e atleta trabalharam juntos ainda neste ano. Pode ser uma alternativa rápida (o jogador atua em SC) e eficaz.

ERA "ABEL RIBEIRO"

Abel Ribeiro chegou ontem ao Sesi para fazer seu
último jogo a frente do Metrô (foto: Sidnei Batista)
Abel Ribeiro pediu demissão ontem, após o empate em 2-2 contra o Pelotas, e não é mais treinador do Metropolitano. Segundo comandante técnico que mais jogos trabalhou com a equipe profissional (apenas atrás de César Paulista), detém o recorde de partidas ininterruptas (55) e de tempo (1 ano e 6 meses). Sua estreia foi em 17.02.2013, no Sesi. Local onde faria sua despedida, exatos 18 meses depois.

Outra marca significativa da passagem de Abel no Metropolitano foi o recorde de invencibilidade do clube. Há exatamente 1 ano atrás, em 18.08.2013, o Metrô vencia o Lajeadense por 4-0 no Rio Grande do Sul e emendaria uma série de 15 partidas sem derrota.

Abel Ribeiro levou o Metropolitano às Séries D de 2013 e 2014. Por um triz não o levou à Série C, quando fomos eliminados lá em Caxias do Sul mesmo sem termos sido derrotados. Na Copa SC, ficou com o vice, e se não tivéssemos desperdiçado um pênalti diante do Joinville, no Sesi, talvez até teríamos sentido o gostinho do primeiro título oficial do clube.

Terminamos a 1a Fase do Catarinense 2014 na liderança geral, desbancando os "grandes". No quadrangular, apesar do inesquecível erro de arbitragem em Criciúma, não fomos bem. Nos últimos 10 jogos oficiais o Metropolitano de Abel Ribeiro venceu apenas 1 (contra o Boavista). Acabou o ciclo.

Foram 22 vitórias, 17 empates e 16 derrotas nos 55 jogos. Com ele, o Metropolitano marcou 74 e sofreu 68 gols.

Boa sorte a Abel Ribeiro na sequência de sua vida profissional.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

AS IMPORTÂNCIAS DE UMA VITÓRIA

A campanha que promove o jogo Metropolitano x Pelotas esta nas ruas.

Ainda que se saiba que as sucessivas derrotas em Londrina e Penápolis tenham desanimado o torcedor, o fato é que ainda há muita estrada pela frente.

São 5 jogos que a tabela marca, com 3 deles dentro do Sesi. Então o clube precisa fazer seu papel de promover a partida. Ânimo e empolgação devem partir de algum lugar e o próprio clube deve ser sempre o primeiro a fazê-lo.

Uma vitória do Metrô aliada a uma do Londrina contra o Penapolense já nos coloca de volta nas duas primeiras posições. Assim, chegaríamos na metade desta primeira fase com o objetivo parcialmente assegurado.

Além disso, os 3 pontos alimentam o próprio time de confiança e revigora as esperanças do torcedor. Se tivéssemos vencido os jogos no Paraná e em São Paulo, certamente o público deste domingo teria uns 1.000 pagantes a mais, gerando um aumento médio de R$ 30.000,00 na renda.

Para um clube que está precisando faturar para vencer suas despesas, nada mal.

A vitória também contribuiria para deixar o Pelotas lá no fundo da classificação, com o Boavista. Ou seja, ajudaria a empurrar mais um adversário para uma situação de quase-eliminação.

Também daria um astral muito positivo a uma semana que antecede a outro jogo em Blumenau, no próximo domingo contra o Penapolense.

O gramado do Sesi não estará aquelas coisas... No sábado já tem jogo por lá e a previsão do clima para o final de semana aponta grande tendência de chuva. É bom que Abel Ribeiro e os atletas se preparem para isso. Não podemos ser surpreendidos pela condição do gramado dentro de casa.


Nosso retrospecto contra o Pelotas aponta dois confrontos, ambos pela Série D 2010. Foi uma vitória para cada lado por 1-0. Em Blumenau, nosso gol foi assinalado por Marcos Alexandre. Em Pelotas, o gol gaúcho foi de Sandro Sotili.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CINCO MESES

Qual torcedor do Metropolitano vai esquecer aquela noite de 12 de março de 2014?

Recapitulando: terminamos a primeira fase do Catarinense no topo, empatamos as duas primeiras partidas quadrangular e íamos segurando naturalmente um 0-0 em Criciúma. Tudo ficando aberto para os 3 últimos jogos, sendo que 2 deles eram aqui em Blumenau. Situação interessante pro Metropolitano. Mas daí todo mundo lembra o que aconteceu...

Não, não estou aqui chorando novamente o "erro" mais incrível de arbitragem da última, sei lá, década. Até porque depois fomos goleados em casa e tivemos que ficar quietos. Só que hoje faz 5 meses desde aquele fatídico dia. E faz 5 meses que o desempenho do Metropolitano em jogos oficiais tem deixado muito a desejar:

1 vitória (3-2 contra o Boavista-RJ)
1 empate (0-0 com o Joinville, na despedida do Catarinense)
5 derrotas (0-1 Criciúma, 0-4 Criciúma, 1-2 Figueirense, 0-1 Londrina-PR e 0-2 Penapolense-SP)

Foram apenas 4 gols marcados contra 12 sofridos.

É a hora de reagir, reverter a situação na Série D e se firmar no caminho às oitavas-de-finais. Sigo acreditando que estes jogadores que estão aqui têm condições de levar o clube adiante.

Perdemos alguns jogadores que não queríamos perder (Maurinho, Reinaldo), mas vieram reforços (hoje chegou mais um atacante: Laércio) e não vejo este time atual inferior àquele que foi tão bem na fase inicial do Catarinense.

Sejamos honestos: não dá pra imaginar que o Sesi estará lotado no próximo domingo, contra o Pelotas. Mas nada que bons resultados não traga o torcedor de volta. Ele, aqui, no centro do país ou em qualquer outro lugar do mundo, vem ou não vem conforme os resultados. Sempre foi assim. Há sempre aquela parcela de fieis, mas há outra margem que também sempre oscila. E esta parte, hoje, está descrente.

SALÁRIOS

Surgiu neste final de semana a informação de que parte dos salários dos jogadores está atrasada.

Sabemos que uma leva de sócios se desinteressou a partir do momento que o Metrô foi eliminado no Catarinense. Quantos guerreiros mantiveram suas mensalidades em dia em abril, maio, junho, mesmo sem jogos?

Some isso à perda do principal patrocinador (Hering) e a falta de calendários por 100 dias, e não fica difícil concluir que a notícia do salário, muito longe de justificar, não surpreende a ninguém. Até porque as despesas não param.

Ainda que se sugira alguma associação, a informação de que parte dos salários está atrasada, a meu ver, não tem qualquer relação com os últimos dois resultados. A situação deve estar normalizada na quinta-feira, mantendo a tradição do clube de nunca dar calote em ninguém.

DOMINGO

Estou ansioso por domingo. Ansioso para ver o Metropolitano reencontrar a confiança e iniciar de vez a caminhada à Série C 2015. Este acesso é vital para o crescimento e evolução do clube. Toda semana pós-derrota é loooonga demaaaaais...

domingo, 10 de agosto de 2014

QUARTA RODADA

O Metropolitano não podia ter perdido esse jogo... Mas perdeu. E já que perdeu, precisa reagir. Reagir mesmo, de verdade, jogando futebol pra isso. Sim, futebol. Porque mais preocupante do que ter sido derrotado pela primeira vez jogando em São Paulo, foi o pobre futebol apresentado, principalmente no primeiro tempo. No segundo o time se acertou um pouco, mas daí já estava precisando correr atrás do prejuízo e até por isso mesmo levou o segundo gol.


No próximo domingo a rodada marca Londrina x Penapolense e o Metropolitano recebendo o Pelotas no Sesi. Na sequência, outro jogo no Sesi, aí contra o Penapolense. Ou seja, dois jogos seguidos em Blumenau em que temos que fazer 6 pontos.

Matematicamente o quadro não é preocupante. Dá pra tirar perfeitamente a diferença - até porque há o confronto direto com o Penapolense, em Blumenau.

Mas, reitero: é preciso jogar bola. Acredito que esse time tem mais futebol pra mostrar do aquilo que vimos ontem.

Nas duas últimas rodadas enfrentaremos Londrina em Blumenau e Boavista, em Saquarema. O Londrina certamente já classificado e o Boavista possivelmente já eliminado. Encarar dois adversários sem muitas ambições sempre pode ser interessante. A parada é chegarmos vivos nesta reta final, para decidi-la a nosso favor.

#VamoVamoMetrô

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O ADVERSÁRIO

Natural de Penápolis, Sabrina Sato é
a torcedora mais ilustre do Penapolense.
CAP, Pantera da Noroeste, Tricolor, Capeano... os apelidos são vários.

Meio-xará do Metropolitano, o Clube Atlético Penapolense guarda outra coisa em comum conosco: terminou o seu campeonato estadual em 2014 na quarta colocação.

Nesta Série D somou 2 pontos nos 2 jogos que fez: empate em Pelotas e empate em casa diante do Boavista.

Na escalação do Metrô, as principais dúvidas estão nas laterais.

Se Marcelo Cordeiro estrear, Ari deve jogar na direita. Se não estrear, Ari deve seguir na esquerda com Carlos Alberto na vaga de Alessandro. Aí neste caso, provavelmente Everton Cezar reestreia no meio de campo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

E SE...

Desde meados dos anos 1980, quando a FIFA autorizou os clubes a incluírem marcas publicitárias de patrocinadores em seus uniformes, o visual do futebol mudou um pouco. Um pouco não, bastante. Nos dias de hoje, mais do que anunciar uma nova camisa, a expectativa se volta para quem estará expondo sua logomarca por lá.

Eu, confesso, lamento. Assim como é bonito ver as seleções ainda desfilando seus uniformes "limpos", e até por isso mesmo deixando competições como uma Copa do Mundo tão charmosas, há casos de clubes que extrapolam. Sei que é necessário e tal, mas camisa de time com 5, 6, 7, até 10 anúncios vira apelação.

Nascido em 2002, o Metropolitano pegou esse tempo em que a propaganda na camisa é necessária - ainda mais para o tamanho do clube, que precisa dessa receita.

Para fins de curiosidade, seguem abaixo os dois modelos atuais de camisas do Metropolitano caso não fosse necessária a inclusão de patrocinadores. Muito mais clean, concordam?